Comissão Europeia aprova fusão com Fibria e ações da Suzano sobem 4,8%

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A Suzano (BOV:SUZB3) anunciou hoje a aprovação das autoridades europeias de concorrência para a fusão com a Fibria, o último passo necessário para a finalização da transação. A informação animou os investidores e a ação ordinária (ON, com voto) da Suzano sobe 4,8%, enquanto o ON da Fibria ganha 1,5%.

A corretora XP Investimentos disse em relatório que o anúncio é positivo para a empresa. A corretora mantém recomendação de compra para as ações da Suzano, com preço-alvo revisado para R$ 62,5 por ação. A ação é negociada a R$ 38,44 na B3.

A corretora admite que a ação pode continuar descontada no curto prazo por conta de uma queda nos preços da celulose, mesmo que pequena, assim como por uma preferência entre os investidores locais por nomes mais voltados para o mercado doméstico. “Vemos Suzano mais como uma história de 2019”, diz a XP.

A corretora destaca, porém, que as ações da Suzano são negociadas por um valor de empresa (soma do valor das ações no mercado com sua dívida) sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EB/Ebitda) de 4 vezes. Assumindo o preço da celulose de US$750 a tonelada atual mantido em 2019, com o dólar a R$ 3,85, o Fluxo de Caixa Livre da empresa ficaria em 20%, “o que parece extremamente atrativo na nossa visão, com viés de médio-longo prazo”.

A aprovação do negócio, observa a XP, está sujeita à rescisão antecipada do contrato que a Fibria detém com a Klabin, pelo qual a Fibria distribui para os mercados de exportação 900 mil toneladas de celulose da Klabin. Esta rescisão é neutra em termos de impacto no Ebitda, mas significa um capital de giro adicional próximo a R$ 2,5 bilhões.
Essa rescisão, diz a XP, já estava incorporada nas projeções para 2021 e, portanto, não acarreta em nenhum impacto relevante para a avaliação das ações da Suzano. “Com a aprovação de hoje, a fusão deve ser concluída no início de janeiro, seguida por uma listagem de ADRs da Suzano próximo a esta data”, diz a corretora.

Sinergias não estão no preço

A aprovação do negócio já era esperada pelo BTG Pactual, que em relatório nesta segunda-feira considerava as ações da Suzano “profundamente subvalorizadas nos níveis atuais”. A aprovação era o catalisador para a alta das ações, segundo o banco, que considera que, pelos preços atuais, os investidores “estão pagando perto de zero o valor por sinergias, o que acreditamos que poderia valer pelo menos cerca de R$ 10 por ação”, diz. O BTG tem recomendação de compra para a ação da Suzano, com preço-alvo de R$ 65,00. O banco tem uma visão positiva para todo o setor de papel e celulose brasileiro, com Suzano como preferida.

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