Desemprego cai para 11,7% em outubro e 12,4 milhões procuram vaga; 24,1% são subutilizados

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A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em outubro de 2018 ficou em 11,7% e variou -0,6 ponto percentual em relação ao trimestre maio a julho de 2018 (12,3%), informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua. Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2017 (12,2%), houve queda de -0,5 ponto percentual.

A população desocupada (12,4 milhões) caiu -4,0%, ou menos 517 mil pessoas, frente ao trimestre de maio a julho de 2018. No confronto com igual trimestre de 2017, houve redução de -3,1%, com menos 389 mil pessoas procurando emprego.

População ocupada cresce

A população ocupada (92,9 milhões) aumentou 1,4% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de maio a julho de 2018 e 1,5% (1,4 milhão de pessoas) na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2017.

Subutilização da força de trabalho cai para 24,1%

A taxa de subutilização da força de trabalho (24,1%) no trimestre de agosto a outubro de 2018 variou -0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (24,5%). No confronto com o mesmo trimestre de 2017 (23,8%), o quadro foi de estabilidade.

A população subutilizada, de 27,2 milhões de pessoas, ficou estável em relação ao trimestre de maio a julho de 2018 (27,6 milhões). Em relação ao mesmo trimestre de 2017 (26,6 milhões), esse grupo cresceu 2,6% (mais de 696 mil pessoas).

Desalentados crescem 10,6% em relação a 2017

O número de pessoas desalentadas, pessoas que desistiram de procurar emprego,  foi de 4,7 milhões no trimestre, e ficou estável em relação ao trimestre maio a julho de 2018 e subiu 10,6% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (4,3 milhões). O percentual de pessoas desalentadas (4,3%) ficou estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,4 ponto percentual contra o mesmo trimestre de 2017 (3,9%).

Crescimento do emprego é sem carteira assinada

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 32,9 milhões de pessoas, ficando estável tanto em ambas as comparações. Já o número de empregados sem carteira assinada (11,6 milhões) subiu 4,8% na comparação com o trimestre anterior (mais 534 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, subiu 5,9%, um adicional de 649 mil pessoas. A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,6 milhões) cresceu 2,2% na comparação com o trimestre anterior (mais 497 mil pessoas) e 2,9% em relação ao mesmo trimestre de 2017 (mais 655 mil pessoas).

O rendimento médio real habitual (R$ 2.230) ficou estável em ambas as comparações, assim como a massa de rendimento real habitual (R$ 202 bilhões).

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