Elevação dos riscos e conjunto de indicadores econômicos preocupa mercados

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Estímulos do governo chinês ainda não surtiram efeito substancial na economia chinesa. Dados econômicos da China em outubro, tiveram desempenho moderado. A produção industrial avançou de 5,8% para 5,9% no ano e vendas no varejo recuaram de 9,2% para 8,6% no mesmo período. A taxa de desemprego foi mantida em 4,9% e os investimentos em ativos fixos subiu de 5,4% para 5,7%. Após o anunciou de tarifas comerciais pelos EUA, a desaceleração da economia chinesa foi motivo de preocupações no mundo inteiro. Pequim então anunciou recentemente um pacote de medidas para estimular economia, estímulo que ainda não surtiu efeito expressivo.

Atividade econômica

Setor brasileiro de serviços tem queda suave, após meses voláteis. A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE, mostrou um recuo mensal no volume de serviços de 0,3%. A taxa acumulada em 2018 ficou em -0,4%. Em 12 meses, acumula queda de 0,3%. A queda foi suave se comparada aos quatro meses anteriores, quando chegou a atingir queda de 3,5% e alta de 4,9%. Resultado indica fim da turbulência causada pela greve dos caminhoneiros. Veja abaixo:

PIB da Zona do Euro registrou crescimento em linha com o esperado, mas PIB alemão decepciona os mercados. O PIB da Zona do Euro teve crescimento de 0,2%, assim como esperado pelos mercados. Já o PIB da Alemanha recuou 0,2% ante estimativa de decréscimo de 0,1%. A economia alemã foi prejudicada pelo colapso na produção de automóveis. Diante disso, a leitura do resultado foi a pior desde 2015, pressionando as bolsas europeias.

Mercados acionários

Sobressai hoje nos mercados acionários internacionais o risco elevado. A incerteza em relação à Itália e ao Reino Unido se soma ao conjunto de dados econômicos que indicam desaceleração da economia global. O PIB da Alemanha mostrou um crescimento abaixo do esperado, enquanto indicadores da China tiveram desempenho moderado. As bolsas globais operam com tendência de baixa.

No mercado de câmbio, não há sinais claros. Sem um viés definido, o dólar tem leve apreciação em relação aos seus principais pares no mercado internacional. Já no mercado de juros, tendência de queda nos países desenvolvidos, inclusive no Brasil. A T-note 10 anos caiu a 3,136%. No mercado de commodities, houve uma extensão das quedas. O petróleo tenta encerrar sua sequência de quedas após uma desvalorização de 7% no pregão de terça-feira.

Expectativas dos agentes

O foco do dia deve ser direcionado ao discurso do presidente do Federal Reserve (21h00), que irá ocorrer após a divulgação de dados da inflação (11h30) nos Estados Unidos. O mercado espera que a fala de Jerome Powell possa acalmar uma parcela dos agentes que acreditam em um ritmo de aumento da taxa de juros “muito agressivo”.

Economista pela FEA-USP, mestre pela EESP-FGV, CNPI, tem 30 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições financeiras, tanto como gestor de investimentos como Economista e Analista. Hoje é economista e analista da NOVA FUTURA CTVM.
http://pepasilveira.blogspot.com.br/

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