Magazine Luiza despenca apesar de balanço acima do consenso

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O início do pregão desta terça-feira foi marcado pela pior queda em dois meses da ação da Magazine Luiza (BOV:MGLU3). A queda ocorre em meio a uma correção forte no mercado acionário brasileiro. A maior parte dos analistas elogiaram o balanço da varejista, destacando o crescimento de 55% no segmento e-commerce.

No início da manhã, o papel despencou 5,21% para a mínima do dia em R$ 163,95. O tombo foi o pior desde 4 de setembro, quando a ação atingiu o valor de R$ 118.

A equipe de análise da XP Investimentos optou por elevar o preço alvo do papel de R$ 130 para R$ 150, citando um ambiente de menor risco no Brasil e crescimento mais elevado no médio prazo. A recomendação foi mantida como neutra, já que a preferência da corretora é nos papéis das concorrentes B2W e Via Varejo, que estão mais baratas e podem mostrar um crescimento interessante.

Para os analistas do Bradesco BBI, o crescimento no segmento e-commerce foi forte e com isso, a recomendação neutra e o preço-alvo em R$ 150 foram mantidos. O BTG Pactual optou por manter a recomendação de compra e acredita que a Magazine Luiza mostrará um crescimento exponencial no e-commerce, que deve triplicar de tamanho até 2025.

Resultados

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 119,6 milhões no terceiro trimestre de 2018, resultado 29,3% maior que o do mesmo trimestre do ano anterior. O resultado acumulado dos primeiros nove meses deste ano é um lucro de R$ 407,8 milhões, alta de 82,5% na comparação anual.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da varejista foi 11,4% maior no terceiro trimestre de 2018 ante iguais meses de 2017. A companhia registrou Ebitda de R$ 278,9 milhões entre julho e setembro deste ano, com margem Ebitda de 7,6%, 1,2 ponto porcentual a menos ante o ano passado. Em nove meses, o Ebitda chega a R$ 891,8 milhões, alta de 24,2%.

A receita líquida do Magazine Luiza no terceiro trimestre de 2018 atingiu R$ 3,670 bilhões, expansão de 28,5% ante igual período de 2017. Em nove meses, a receita atingiu R$ 10,979 milhões, crescimento de 31,3%.

 

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