Pontos de Entrada - Visão Geral e Algumas Controvérsias

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Muito Bem, Muito Bem. Estou certo de que é um grande desafio escrever sobre pontos de entrada para ativos negociados em Bolsa. Até porque, acredito que cada um tem o seu. Porém, apenas com o intuito de demonstrar a importância da utilização de mais de uma variável na identificação de um ponto de entrada, tentarei demonstrar de forma clara, transparente, alguns exemplos. Com essa demonstração tenho a intenção de destacar que, pontos de entrada são falhos, ou seja, nem sempre serão locais seguros para se deixar uma ordem (de compra ou de venda) para ser executada.

Iniciarei essa demonstração com o nosso Índice, o mais conhecido, o IBOVESPA. Apesar de suas imperfeições, pois na verdade o movimento de alguns Ativos consegue direcioná-lo, vale o exemplo.

Para essa demonstração, utilizarei como parâmetro o rompimento de Topo Anterior, polêmico…

IBOVESPA – (BOV:IBOV)

Para essa avaliação, escolhi como Topo Anterior o ocorrido em 03/12/2018. Nessa data a máxima foi da ordem aproximada de 91.242. Percebam que esse Topo somente foi superado em 03/01/2019, aproximadamente 1 mês depois. Considerarei superação o fato do fechamento ocorrer acima do Topo Anterior. Nesse caso, o fechamento ocorreu em aproximadamente 91.596. (utilizarei essa metodologia por ser a mais didática que encontrei)

Utilizando uma metodologia adequada de inserção de limite de perdas (Stop) continuaríamos no game, no jogo, pelo menos até hoje, data da divulgação dessa Análise. Uma variável importante a ser observada é o Saldo de Volume (OBV), percebam que até hoje se encontra em um Canal de Alta.

Partindo da premissa de que o IBOVESPA representa uma média de todos os ativos que compõem sua carteira é de se esperar que alguns Ativos o acompanhem.

Para facilitar, decidi realizar essa avaliação com os Ativos Ambev, ItauUnibanco, Petrobras e Vale. Toda essa avaliação, inclusive a do IBOVESPA, é realizada utilizando gráficos com periodicidade Diária.

AMBEV – (BOV:ABEV3)

Percebam que foi utilizada a mesma data do Topo Anterior do IBOVESPA, 03/12/2018. Primeiro ponto que merece comentário: a superação do Topo Anterior não ocorreu em 03/01/2019, como aconteceu com o IBOVESPA. A superação do Topo ocorreu somente em 10/01/2019. Segundo ponto que merece destaque: Antes do rompimento houve uma correção que permitiu a formação de um Pivot de Alta, tanto no Preço como no OBV, o que tornou o rompimento mais robusto.

Utilizando-se de uma metodologia de Stop adequada, estaríamos no jogo de 10/01/2019 até 21/01/2019. Não custa nada lembrar que, apesar de algumas metodologias de inserção de Stop serem mais consagradas, cada um tem a sua.

ITAUUNIBANCO – (BOV:ITUB4)

No caso desse Ativo percebe-se que a superação do Topo Anterior ocorreu bem próximo do período de 1 mês conforme ocorrido com o IBOVESPA, 02/01/2019. Vale destacar no caso desse Ativo é que no Preço não ocorreu a formação de um Pivot de Alta que ajudaria em muito a superação desse Topo Anterior. Mas, ocorreu essa formação no OBV.

O que vale a pena comentar nesse caso é que, apesar desse Ativo ter uma boa representação no IBOVESPA, a Alta não prosseguiu conforme ABEV3 e IBOV. O Ativo lateralizou. Vale a pena notar no OBV a formação de um OCO (Ombro-Cabeça-Ombra) figura gráfica de reversão de Tendência. Rompido para baixo no OBV, mas ainda não rompido no Preço.

Enfim, de nada adiantou a superação do Topo Anterior bastante alinhada com o IBOVESPA, praticamente na mesma data e ainda a representatividade desse Ativo na carteira do Índice, pois a Alta não acompanhou os Ativos anteriores analisados. Caso fosse utilizada uma metodologia de inserção de Stop adequada, o jogo começaria em 02/01/019 e poderia terminar em 03/01/2019 ou em 08/01/2019. (dependendo do apetite ao risco de cada Trader)

PETROBRAS – (BOV:PETR4)

Para esse Ativo, a superação do Topo Anterior ainda não ocorreu, apesar de sua representatividade na carteira do IBOVESPA. Houve uma tentativa de rompimento em 07/01/2019, mas sem sucesso. Ou seja, nem sempre a metodologia irá funcionar.

Percebam que esse Ativo não consegiu romper os Topos Anteriores formados em seu OBV. Vale destacar que esse fato também ocorreu com o Ativo anterior ITUB4.

Outro ponto que vale a pena destacar é que apesar do Ativo estar tentando formar um OCO invertido, o que sugere Alta no Preço e nesse caso a superação, deverá ser observado que o OBV está muito aquém do Topo Anterior do OBV onde se tentou o rompimento, a região de 07/01/2019.

Então, cuidado. Caso essa configuração continue se mantendo, poderemos (poderemos) estar diante de um falso rompimento.

VALE – (BOV:VALE3)

Assim como na Análise do Ativo anterior (PETR4), na Vale também não ocorreu o rompimento do Topo Anterior. Houve uma tentativa em 18/01/2019, mas sem sucesso.

Vale a pena observar a distância das datas onde ocorreu a tentativa de superação do Topo Anterior. PETR4 em 07/01/019 e VALE3 em 18/01/2019.

Isso demonstra a falta de apetite dos Traders para esses Ativos. Percebam também a formação de Topos abaixo da região de superação do Topo Anterior. Isso também demonstra a fraqueza do Ativo.

Finalizando, esclareço que seria impossível esgotar o assunto e que o maior objetivo da Análise é demonstrar que o que pode ser válido para um Ativo pode não ser para outro. Vale a pena também investir um tempo para avaliar as melhores variáveis que poderão ser utilizadas para diminuir a ocorrência de entradas em regiões de falso rompimento. Alerto que cada Trader deverá testar algumas verificar qual variável ela utiliza de forma mais natural, mais fácil. Até porque o que funciona para um Trader, regra geral, não funciona para outro. Cada um com sua metodologia e todas são válidas, desde que funcionem.

É isso… Coloco-me a inteira disposição para esclarecer algum ponto dessa Análise que não ficado clara para os Usuários.

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