Avianca reduz frota, elimina 21 rotas e fecha 3 bases operacionais

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A Avianca Brasil informou nesta terça-feira (26) que reduziu o tamanho de sua frota, o que levará a descontinuar 21 rotas. Com isso, a aérea passará a operar com 26 aeronaves e 23 destinos. A medida integra seu plano de recuperação judicial.

A Avianca havia informado ao G1 que possuía 48 aeronaves em operação, no dia 11 de março.

A redução da frota levará à descontinuidade de 21 rotas (veja quais abaixo) e ao fechamento de três bases operacionais: Galeão (RJ), Petrolina (PE) e Belém (PA).

Segundo a Avianca, a mudança acontecerá progressivamente no mês de abril e a diminuição implicará também no fechamento de 3 bases operacionais, no Galeão (RJ), Petrolina (PE) e Belém (PA).

A 32 rotas rotas que restaram, segundo a aérea, são estratégicas e continuam a ser operadas normalmente, com seus pousos e decolagens mantidos dentro do cronograma previsto.

“Para os passageiros com bilhetes emitidos para os destinos que deixam de ser atendidos, a empresa informa que cumprirá a resolução 400 da Anac”, informou em nota.

Veja abaixo das rotas que serão descontinuadas pela Avianca:

  1. Aracaju-Salvador
  2. Belém-Guarulhos
  3. Fortaleza-Bogotá
  4. Salvador-Bogotá
  5. Brasília-Cuiabá
  6. Brasília-Fortaleza
  7. Brasília- Galeão
  8. Brasília-Maceió
  9. Brasília-Salvador
  10. Florianópolis-Galeão
  11. Fortaleza-Galeão
  12. Guarulhos-Galeão
  13. Galeão-Foz do Iguaçu
  14. Galeão-João Pessoa
  15. Galeão-Natal
  16. Galeão-Porto Alegre
  17. Galeão-Salvador
  18. Maceió-Salvador
  19. Petrolina-Recife
  20. Petrolina-Salvador
  21. Recife- Salvador

Voos internacionais

A Avianca Brasil também informou que, para adequar sua operação à atual demanda de passageiros, vai descontinuar os voos diretos que partem de Guarulhos com destino a Santiago do Chile, Miami e Nova York.

Os voos diretos que partem de Guarulhos com destino a Santiago do Chile, Miami e Nova York, serão descontinuados a partir de 1º de abril.

Plano de recuperação

A Avianca está em recuperação judicial desde dezembro. A aérea informou, dias atrás, que a revisão de seu plano de recuperação judicial seria apresentada nos próximos dias, com a nova estrutura da empresa, que tem como foco suas rotas estratégicas.

A Justiça de São Paulo aceitou pedido feito pela empresa irlandesa Constitution Aircraft Leasing para retomar aviões arrendados pela Avianca Brasil.

Entre o fim de 2016 e setembro de 2018, os passivos da Avianca Brasil para empresas de leasing de aeronaves quintuplicaram para R$ 415 milhões, de acordo com as demonstrações financeiras da empresa.

A Avianca contratou em janeiro a consultoria Galeazzi & Associados para ajudar a encontrar recursos e eventualmente um comprador. Os principais credores da companhia aérea são as empresas de leasing de aviões Aircastle e GE Capital Aviation Services.

A companhia está atrasando o salário de pilotos e comissários desde janeiro. Na semana passada, trabalhadores do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) se reuniram e deram o prazo de quarta-feira (13) para que a empresa se posicione antes de um novo encontro para discutir uma eventual paralisação.

Na última quinta-feira (7), um voo da Avianca que seguia de Guarulhos (SP) para Miami teve a rota desviada para San Juan, na ilha caribenha de Porto Rico. Em nota, a companhia disse que o avião, um Airbus A330, “fez um pouso técnico”, mas não detalhou as razões do procedimento.

A Avianca Brasil é separada da Avianca Holdings, com sede na Colômbia. Mas elas pertencem a um mesmo grupo, do empresário boliviano German Efromovich.

Por G1 

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