China reduz projeção de crescimento do PIB em 2019

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A China reduziu sua meta de crescimento econômico e anunciou um corte importante nos impostos, à medida que os formuladores de políticas buscam uma desaceleração gradual enquanto enfrentam um legado de dívida e o impasse comercial com os EUA.

A meta de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada na manhã de terça-feira(05) no relatório anual do Primeiro-ministro Li Keqiang para o Congresso Nacional do Povo, foi fixada para 2019 em uma faixa de 6% a 6,5%.

O PIB da China subiu 6,6% em 2018 em relação a 2017, ritmo mais lento em quase três décadas.

O relatório de Li Keqiang para o Congresso reiterou que a política monetária permanecerá “prudente”, enquanto a política fiscal será “pró-ativa, mais forte e mais eficaz”. Na edição de 2018, o relatório deu ênfase no controle dos riscos financeiros e na redução dos gastos orçamentários. Uma meta de crescimento mais modesta, em conjunto com outras medidas de estímulo direcionadas, tipifica a tentativa do governo de estabilizar a economia após o ano de 2018.

O Primeiro-ministro também anunciou que pretende manter a inflação em cerca de 3% e planeja criar 11 milhões de novos empregos, repetindo as metas de 2018.

Segundo dados oficiais, a China criou 13,61 milhões de novos empregos  e a taxa de desemprego urbano ficou em 4,9% no ano de 2018.

Outro anúncio importante foi o corte de 3 pontos percentuais na faixa máxima do imposto sobre valor agregado em um movimento destinado a beneficiar o setor manufatureiro. Um corte de 3 pontos percentuais no IVA poderia gerar um aumento de até 600 bilhões de yuans (U$ 90 bilhões) ou 0,6% do PIB, segundo estimativas do Morgan Stanley.

As ações chinesas subiram para seu nível mais alto desde junho na segunda-feira, com sinais de progresso nas negociações comerciais que impulsionaram os investidores, com o Shanghai Composite Index quebrando o nível de 3.000 e acrescentando cerca de U$ 1,5 trilhão em valor desde sua baixa de 3 de janeiro.

O déficit orçamentário alvo para 2019 foi fixado em 2,8% do PIB, contra a meta do ano passado de 2,6%.

O governo também pretende aumentar em 7,5% os gastos com defesa.

Por fim, o país planeja emitir bônus para os governos locais no valor de 2,15 trilhões de yuans em 2019 para estimular o investimento em infraestrutura.

Os EUA e a China estão próximos de um acordo comercial que poderia elevar a maioria ou todas as tarifas dos Estados Unidos, desde que Pequim siga adiante em promessas que vão desde proteger melhor os direitos de propriedade intelectual até comprar uma quantidade significativa de produtos americanos. Embora isso remova uma nuvem que paira sobre a economia, os riscos da dívida e os sinais de enfraquecimento do consumo em casa permanecem.

“A China enfrentará um ambiente mais grave e mais complicado, além de riscos e desafios maiores em número e tamanho”, disse Li. “A China precisa estar totalmente preparada para uma luta difícil”.

 

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