Comércio Varejista: Quatro das oito atividades pesquisadas apresentam variações mensais positivas em Fevereiro de 2019

LinkedIn

A estabilidade (0,0%) assinalada pelo volume de vendas do comércio varejista na passagem de janeiro para fevereiro de 2019, na série com ajuste sazonal, foi resultado do equilíbrio entre as pressões positivas (quatro atividades) e as pressões negativas (quatro atividades). Entre os setores que mostraram aumento nas vendas em fevereiro, o destaque foi para Tecidos, vestuário e calçados (4,4%), seguido por, Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%). Por outro lado, pressionando negativamente o resultado de fevereiro, destacaram-se Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,9%), seguido por Móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%).

Considerando o comércio varejista ampliado, em fevereiro, o volume de vendas recuou 0,8%, frente a janeiro de 2019, na série com ajuste sazonal. Para essa mesma comparação, o setor de Veículos, motos, partes e peças mostrou variação negativa de 0,3% e Material de construção recuou 0,9%, ambos, respectivamente, após crescimentos de 5,8% e 0,2% registrados no mês anterior.

Frente a igual mês do ano anterior, em fevereiro de 2019, o comércio varejista mostrou aumento de 3,9%, com a predominância de taxas positivas atingindo sete das oito atividades pesquisadas. Vale citar a influência positiva para o resultado de fevereiro vinda do deslocamento do feriado móvel do Carnaval, na medida em que fevereiro de 2019 (20 dias) teve dois dias uteis a mais do que fevereiro de 2018 (18 dias). Entre as atividades com crescimento, destacaram-se, por ordem de contribuição a taxa global, Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,7%), seguido por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%), Tecidos, vestuário e calçados (10,7%), Combustíveis e lubrificantes (3,0%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,9%). Por outro lado, pressionando negativamente o resultado de fevereiro, encontra-se somente o setor de vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria, com queda de 24,3%, décimo nono recuo consecutivo.

Com avanço de 7,7% contra fevereiro de 2018, o comércio varejista ampliado registrou a vigésima segunda taxa positiva. Esse resultado refletiu, principalmente, a contribuição vinda do desempenho de Veículos, motos, partes e peças (19,4%), que voltou a mostrar avanço a dois dígitos, seguido por Material de construção (9,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,7%).

Entenda a Pesquisa Mensal do Comércio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), produz indicadores de curto prazo relativos ao setor varejista brasileiro.

Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa cobre todo o território nacional e é divulgada mensalmente, após coleta de dados em mais de 5.700 empresas comerciais, selecionadas a partir do cadastro das empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas (assalariadas e não assalariadas).

A PMC abrange dez grupos de atividades: combustíveis e lubrificantes; supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motocicletas, partes e peças; e materiais de construção. Os oito primeiros segmentos listados têm receitas geradas predominantemente na atividade varejista. Já os dois últimos (veículos e motos, partes e peças e materiais de construção), englobam varejo e atacado.

Para realização da pesquisa, o IBGE coleta dados sobre a receita bruta mensal das empresas, proveniente da revenda de mercadorias, não deduzidos os impostos incidentes e nem as vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais. Também não estão incluídas as receitas financeiras e não-operacionais. A partir da receita bruta de revenda investigada são construídos indicadores para duas variáveis: Receita Nominal de Vendas e Volume de Vendas.

Clique aqui para saber mais detalhes sobre a Pesquisa Mensal do Comércio realizada em Fevereiro de 2019.

Deixe um comentário