Telefônica pede registro de sistema em blockchain no Brasil

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A Telefônica, uma dos maiores conglomerados de telecomunicações do mundo e que no Brasil é dona da Vivo, protocolou um pedido, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) de uma rede para fazer certificação de dados via blockchain, segundo publicação feita em 05 de maio na Revista da Propriedade Intelectual.

De acordo com o pedido, a rede de serviços que a Telefônica pede registro, abrange uma série de operações de validação de dados e segurança, entre elas, está o uso de blockchain. Embora o conjunto de serviços não tenha um nome específico, de acordo com a descrição, o registro pode tratar-se da rede da empresa, atualmente em operação, que usa o Hyperledger Fabric.

A rede em blockchain da Telefônica  é um desenvolvimento interno que controla as rotas de entrega de modem e outros dispositivos.

“Cada vez que um dispositivo é fabricado, ele é gravado na blockchain e todas as etapas intermediárias também são registrada na plataforma e segue assim até que seja instalado na casa do cliente. Então, quando coletamos o equipamento para avarias ou desconexões, seguimos o mesmo processo até que os tenhamos em nossos armazéns. Lá, recondicionamos para dar uma segunda vida, que também controlamos com blockchain. Realizamos até 500 transações por segundo e até 800.000 transações ou alterações no estado dos roteadores por dia”, destacou Christoph Steck é Diretor de Políticas Públicas e Internet da Telefônica.

O registro faz parte de uma estratégia da Telefônica de ampliar sua atuação no Brasil e em seu foco de ampliar o uso de blockchain dentro da empresa que recentemente, anunciou o lançamento do “Programa de Ativação de Blockchain” que pretende incentivar o desenvolvimento de startups do setor e promover a interconectividade de suas soluções com a plataforma em blockchain da Telefônica.

Nesta mesma linha, no Brasil a Telefônica comprou recentemente o fundo nacional Redpoint eventures que se dedica a apoiar startups brasileiras por meio de investimentos, know-how e acesso à uma rede para o desenvolvimento de seus negócios. Segundo informações a compra do fundo pela gigante de telecomunicações também tem como foco aproximar a empresa de novas soluções em blockchain.

Por Cassio Gusson

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