Gol (GOLL4) prevê recuo de 70% em receita

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A Gol Linhas Aéreas informou na madrugada desta quarta-feira que espera uma queda de 70% na receita no segundo trimestre. A empresa já reduziu a sua oferta de assentos em cerca de 80%, sendo 75% nas rotas nacionais e 100% das internacionais. Foram 120 aeronaves retiradas de operação, com a Gol podendo devolver 24 aos arrendadores.

A empresa aérea (BOV:GOLL4) estima que a receita do segundo trimestre fique em R$ 900 milhões, contra R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2019, com uma margem Ebitda recorrente de aproximadamente 6%, ante 25,9% um ano antes.

As despesas totais, por sua vez, devem diminuir em aproximadamente 50%, decorrentes das iniciativas de redução de custos, menores capacidade e consumo de combustível.

A companhia planeja manter uma oferta reduzida de voos no restante do ano. No segundo trimestre, a frota operacional média de 27 aeronaves deverá ter uma taxa de ocupação de aproximadamente 80%, segundo a empresa.

A empresa disse também que não é possível fornecer projeções financeiras para o futuro, diante do atual momento. “A paralisação da economia brasileira, devido à pandemia, exigirá que a companhia corte a oferta de assentos para o segundo semestre do ano, reduzindo a malha e a frota. Durante a recuperação, a Gol continuará equilibrando a capacidade com a demanda, de modo a otimizar a taxa de ocupação e a utilização das aeronaves”, afirma a companhia, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No primeiro trimestre, a Gol registrou prejuízo R$ 2,28 bilhões, o pior resultado para o período, em consequência da desvalorização do real, que fez disparar as despesas financeiras da companhia.

Em termos operacionais, a companhia ainda fechou com um lucro de R$ 1,06 bilhão, o dobro em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No entanto, a deterioração do ambiente econômico com a pandemia, a partir de março, causou uma redução de mais de 90% na demanda de passageiros.

No primeiro mês da quarentena, a Gol reduziu a capacidade de 50% a 60% no mercado doméstico, e de 90% a 95% no mercado internacional. Os voos diários passaram de 750 para 50 voos diários. Em junho, a empresa passou a operar 120 voos diários.

Fonte Valor

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