Neoenergia (NEOE3) 2T20: Lucro cai 18% com impactos da Covid em distribuidoras

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A elétrica Neoenergia (BOV:NEOE3), controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, registrou lucro líquido de 423 milhões de reais no segundo trimestre, com recuo de 18% na comparação com mesmo período do ano passado principalmente devido a impactos do coronavírus sobre as distribuidoras de energia do grupo.

Segundo o analista de empresas da Guide Investimentos, Luis Sales o Impacto é Marginalmente Positivo. O volume anunciado não veio muito forte, algo que já era esperado pelo mercado, impactado pelos efeitos do coronavírus na atividade econômica. No entanto, o resultado comprova nossa tese de que a companhia segue entregando números eficientes, com cortes de custo e aumento da base de consumidores. Ainda, a reabertura gradual das atividades deve contribuir para que a empresa conte com sinais de melhora a partir do próximo trimestre. Reforçamos nossa recomendação de compra no papel, baseado na tese de que a empresa possui boa relação de risco retorno, com forte crescimento e valuation descontado frente aos principais pares.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização da companhia (Ebitda), que também tem negócios em geração e transmissão, atingiu 1,1 bilhão de reais, com retração de 19% ano a ano, em meio à queda no consumo e a uma maior inadimplência dos clientes em meio à pandemia.

No caso do grupo Neoenergia, a redução da energia injetada foi da ordem de 8,95% no trimestre, para 15.119 GWh. Dentre as controladas, as quedas oscilaram entre 9,58%, no caso da Elektro, e 7,69%, no caso da Cosern.

Em meio ao cenário desafiador para as elétricas, a receita operacional líquida da Neoenergia fechou o trimestre entre abril e junho em quase 6,6 bilhões de reais, estável na comparação com o segundo trimestre de 2019.

O volume de energia injetada na rede das distribuidoras da companhia, que tem concessionárias na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, recuou 8,95% frente ao mesmo período do ano anterior, impactado por quarentenas para conter a disseminação do vírus que levaram ao fechamento de negócios e a uma forte desaceleração na atividade econômica.

O presidente da Neoenergia, Mario Ruiz-Tagle, destacou que o impacto da covid-19 no segundo trimestre só não foi maior porque a companhia conseguiu reduzir em 8% as despesas operacionais, na comparação com igual etapa do ano passado, para R$ 711 milhões. Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o executivo comentou que o desempenho reflete o programa de eficiência que a companhia vem desenvolvendo há algum tempo. Além disso, ele lembrou que por conta da pandemia, foram reduzidos custos com viagens, mas houve aumento de despesas operacionais com as mudanças feitas para evitar potencial contágio pelo novo coronavírus entre os funcionários da empresa.

O executivo também destacou a influência positiva do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 169 milhões no segundo trimestre, ante R$ 371 milhões um ano antes, refletindo a redução da taxa de juros e da inflação.

A receita operacional líquida totalizou R$ 6,580 bilhões no segundo trimestre, frente os R$ 6,573 bilhões anotados nos mesmos meses de 2019. Ruiz-Tagle explicou, no entanto, que essa linha reflete as faturas da companhia considerando os reajustes nas tarifas obtidos em abril, mas que foram diferidos até julho. “Tem receita, mas não é caixa”, afirmou.

Fonte Reuters e Guide Investimentos

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