SLC Agrícola (SLCE3) 2T20: Lucro líquido de R$ 196,1 milhões

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SLC Agrícola registrou queda de 7,5% em seu lucro líquido no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 196,1 milhões. A companhia afirmou que a retração refletiu a “dinâmica” de contabilização de ativos biológicos, depois de um primeiro trimestre turbinado pela valorização da soja e inflada pelo câmbio.

Os resultados da SLC Agrícola  (BOV:SLCE3) referente a suas operações do segundo trimestre de 2020, foram divulgados no dia 13/08/2020.
Ebtida ajustado – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – atingiu R$ 144,8 milhões, aumento de 30,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado. A margem Ebitda ajustada encerrou o período com 25,7%. A variação foi consequência do aumento de R$ 35,1 milhões no resultado bruto (excluindo as variações de ativos biológicos), afirmou a companhia.
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A soja voltou a garantir o aumento da receita líquida da companhia no segundo trimestre – de 36,2%, para R$ 562,6 milhões. Houve aumento de 49,6% no volume comercializado, para 294,3 mil toneladas.

A geração de caixa livre foi positiva no trimestre em R$ 56,5 milhões, ante geração de caixa negativa de R$ 137,4 milhões em igual período do ano passado.

Com o pagamento de R$ 73,7 milhões em dividendos em maio, a dívida líquida teve leve aumento em relação à posição do primeiro trimestre, para R$ 1,46 milhões. A dívida líquida foi impactada principalmente pelo aumento na necessidade de capital de giro, afirmou a companhia, em razão do volume de pagamentos dos insumos agrícolas da safra 2019/20.

Teleconferência

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do país, vai direcionar os investimentos para o arrendamento de terras maduras, deixando de lado as compras de terras em novas fronteiras agrícolas.

“Vamos fechar um ciclo iniciado em 2007 de expansão e transformação de terras. Este será o último ano de expansão de terras novas. Não vamos mais comprar áreas não desenvolvidas e vamos focar nas já desenvolvidas nos próximos anos”, disse o presidente da companhia, Aurélio Pavinato em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (14).

O executivo manteve a projeção de aumento de área de 20 mil a 30 mil hectares por ano, que se dará por meio de arrendamento. Segundo ele, a aquisição de terras é alternativa, mas não é o foco no momento.

“O cenário é favorável para crescimento e os juros baixos vão mudar toda a dinâmica do mercado em termos de potencial do produtor se financiar e de precificação dos ativos. O ativo terra vai subir muito de valor nos próximos anos com esse nível de taxa de juros. É um cenário promissor, mas que ao mesmo tempo exige cautela para não se empolgar e dar um passo em falso”, afirmou Pavinato.

Nesse cenário, o presidente da SLC destacou que não há necessidade de vender terras. “A gente vai aumentar o share de área arrendada. Hoje é 45%, mas podemos trabalhar no futuro com share menor de área própria e maior de arrendada”.

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