Investimentos da Taesa seguem gerando bons resultados, diz Inter

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Na noite da última quarta-feira, 11, a Taesa (TAEE11) divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2020. De acordo com os resultados, a Taesa conseguiu reverter o rimo de decrescimento de 2018-2019. Além disso, nesse ano, apresenta avanço nas receitas, em função de dois projetos e também de algumas aquisições.

De acordo com a Inter Research, desde seu primeiro relatório sobre a empresa, onde foi recomendada a compra, o papel se valorizou bastante. Dessa forma, a research rebaixou a recomendação de compra para neutro, com um preço-alvo para dez/2021 de R$ 34/unit.

Entretanto, a Inter afirma que a companhia ainda é uma boa opção para uma carteira com foco em dividendos. Isto porque, segundo suas estimativas, o dividend yield da Taesa gira em torno de 5% e 6%.

Destaques

No terceiro trimestre de 2020, a Taesa teve uma receita líquida regulatória de R$ 383 milhões, crescendo 16% A/A. Portanto, a empresa foi afetada positivamente tanto pelos dois projetos quanto pela inflação no período.

Todavia, algumas concessões trouxeram cortes no seu faturamento, mas que já eram esperados.

Além disso, vale destacar que mesmo com uma queda no lucro líquido, os resultados operacionais cresceram no trimestre. Assim sendo, o lucro operacional totalizou R$ 256 milhões, ou seja, um crescimento de 13% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

Na mesma linha, o EBITDA cresceu 15,4% A/A, totalizando R$ 318 milhões. Entretanto, o lucro líquido da companhia foi afetado por uma piora no resultado financeiro (R$ -119).

Por fim, a dívida bruta foi de R$ 6,4 bilhões, ou seja, cresceu 39% A/A. Isto porque a Taesa precisou contrair novas dívidas devido aos seus projetos de investimentos e possíveis novas aquisições. Já a dívida líquida ficou em R$ 4,6 bilhões, crescendo 75%. Dessa forma, a dívida líquida/EBITDA (métrica de alavancagem), cresceu de 2,3x (3T19) para 3,4x (3T20).

Texto escrito por Diogo Albuquerque, graduando em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaborador do Guia do Investidor.

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