BRF irá ampliar em 50% a autoprodução de energia elétrica que provém de fontes limpas e renováveis

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A BRF está trabalhando para ampliar em 50% a autoprodução de energia elétrica provenientes de fontes limpas ou renováveis nos próximos 10 anos, como estabelecem as metas do plano Visão 2030, anunciado em dezembro do ano passado.

O comunicado foi feito pela empresa (BOV:BRFS3) nesta quinta-feira (14).

O plano BRF de Sustentabilidade – Nossas Ambições prevê a atuação em sinergia com os parceiros e impactar positivamente as comunidades; inovar e obter soluções sustentáveis para desafios globais; promover o bem-estar animal; ser inclusivo, plural e diverso; e preservar o meio ambiente e ser ecoeficiente.

A empresa firmou um convênio com o Banco do Brasil que disponibilizará R$ 200 milhões em limites de crédito. O objetivo é o financiamento de investimentos na instalação de painéis de energia solar nas granjas.

O projeto piloto prevê a implantação inicial em um grupo de produtores integrados pré-definidos em Santa Catarina e no Paraná. Na segunda etapa, o programa será ampliado para atingir 100% dos integrados.

O diretor geral de Agropecuária, Fábio Stumpf, destaca que a proposta é oferecer aos produtores acesso a condições de financiamento com custos melhores do que aqueles oferecidos normalmente pelo mercado. O prazo dos contratos será de 10 anos, com taxas pré-fixadas e carência de seis meses para iniciar o pagamento.

“Outro ponto importante é que a BRF está fazendo um pool de compras no mercado de modo que o produtor tenha acesso a um equipamento com tecnologia de ponta, garantia estendida e um custo menor do que se fosse comprar diretamente do fornecedor”, ressalta.

A ideia é montar esse programa piloto no início de 2021, com a implantação ainda no primeiro trimestre. Mas na sequência esses benefícios serão estendidos para outros produtores integrados que atendem à companhia.

→ A BRF S/A surgiu da fusão da Sadia e Perdigão e é uma das maiores empresas de alimentos do mundo com mais de 30 marcas em seu portfólio. A possui R$ 14,5 bilhões de valor de mercado.

Lucro líquido de R$ 216,8 milhões, queda de 26,3%, nos resultados 3T20

BRF divulgou lucro líquido de R$ 216,8 milhões, queda de 26,3% na comparação anual. A piora dos resultados da BRF no exterior, reflexo do aumento dos custos de produção e de embargos sauditas que insistem em atrapalhar os negócios, nublou o sólido desempenho da operação no Brasil e reduziu o lucro da empresa dona das marcas Sadia e Perdigão no terceiro trimestre.

A receita líquida cresceu 17,5%, para R$ 9,9 bilhões, já que a empresa conseguiu aumentar o preço médio dos produtos vendidos. A BRF também disse que conseguiu aumentar em 0,7% os volumes de alimentos industrializados e carnes vendidos no trimestre, para 1,1 milhão de toneladas.

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