Hypera (HYPE3): registra lucro líquido de R$ 470,7 milhões no 2T21, alta de 18,7%

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A Hypera Pharma registrou lucro atribuído aos controladores de R$ 470,7 milhões no segundo trimestre, crescimento de 18,7% ante o mesmo período do ano passado. O lucro líquido das operações continuadas avançou 20,1%, para R$ 479,4 milhões.

No acumulado do primeiro semestre de 2021, a farmacêutica registra R$ 775,7 milhões em lucro líquido (alta anual de 22,2%) e R$ 936,5 milhões de Ebitda (crescimento de 37,5%).

A companhia obteve alta de 43,5% na receita líquida do trimestre em relação aos período entre abril e junho de 2020, totalizando R$ 1,507 bilhão. No semestre, o total é de R$ 2,678 bilhões, aumento de 43,6%.

O sell-out (vendas diretas ao consumidor) orgânico atingiu 23,3%, com avanço de 1,1 ponto porcentual em relação ao crescimento do mercado, segundo o IQVIA, que elabora levantamentos relacionados à área de saúde.

Segundo a farmacêutica, a área de Produtos de Prescrição foi o destaque do trimestre, com crescimento de sell-out. “Esse desempenho foi beneficiado pelo crescimento em medicamentos crônicos, segmento em que a companhia vem reforçando sua participação nos últimos anos com diversos lançamentos relevantes, em dermatologia e em Vitamina D, com sua marca líder Addera D-3”, afirma na divulgação de resultados do segundo trimestre.

Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – das Operações Continuadas,  alcançou R$ 591,9 milhões, ou 31,8% superior ao mesmo período do ano anterior.sofreu queda de 3,5 pontos porcentuais na comparação anual, para 39,3%.

De acordo com o balanço, as despesas de Marketing tiveram crescimento de 59,4% ante o segundo trimestre de 2020, somando R$ 298,3 milhões. Além disso, as despesas gerais e administrativas apresentaram aumento de 14,4%, atingindo R$ 59,2 milhões.

A companhia encerrou o mês de junho com dívida líquida de R$ 4,589 bilhões, com leve redução da dívida do primeiro trimestre deste ano após geração de caixa livre de R$ 444,9 milhões.

Os resultados da Hypera (BOV:HYPE3) referentes suas operações do segundo trimestre de 2021 foram divulgados no dia 26/07/2021. Confira o Press Release completo!

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A farmacêutica brasileira adquiriu as marcas por US$ 190 milhões no início deste mês.

“A maior sinergia que vemos é a fiscal, pois passaremos a ter o benefício à medida que começarmos a produzir em Anápolis (GO). E isso vai ser capturado ao longo dos próximos anos. Todo o processo deve ser finalizado até 2024”, disse o presidente da Hypera Pharma, Breno de Oliveira.

Para o pagamento à Sanofi, Oliveira ressaltou que a Hypera já fez hedge para proteger 50% do valor do negócio. Além disso, a compra será concluída apenas após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Já vamos dar entrada junto ao Cade, mas não vemos problemas para o negócio ser aprovado. São marcas complementares e não concorrentes. Por isso não vemos necessidade de desinvestimento, como aconteceu com a compra da família Buscopan ou do portfólio da Takeda no ano passado.”

“O nosso foco segue sendo o Brasil. Nesse caso, o mercado brasileiro representa dois terços do faturamento das marcas. Mas vamos avaliar alternativas para a região. Pode ser que ocorra licenciamento de marcas, a venda do portfólio no México e Colômbia ou até mesmo parceria nessas operações”, disse Oliveira. Na negócio com a Takeda, em que comprou o portfólio de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês) no mercado latino-americano, a Hypera vendeu a operação na América Latina para a Eurofarma.

VISÃO DO MERCADO 

Ativa Investimentos 

Para a Ativa Investimentos, o principal destaque no resultado de 2T21 da Hypera, é que a empresa começa a capturar sinergias das aquisições feitas recentemente, o que deve ajudar a empresa a alcançar seu objetivo de expansão.

“No quesito operacional, as sinergias de produção começaram nesse trimestre, e ainda devem ser capturadas ao longo do ano”, fala o analista Ilan Arbetman.

O analista comenta que o incremento na receita líquida deve diluir e compensar o número, resultando em rentabilidade, mesmo que a Hypera aumente gastos com marketing para promover os novos produtos.

As sinergias com Takeda e Buscopan alavancaram a rentabilidade, a receita líquida de R$ 1,507 bilhão foi em linha com o que esperava, deixando a margem Ebitda 3,3 pontos percentuais acima da estimativa.

“Nesse sentido, acreditamos que a Hypera Pharma está no caminho correto, através de aquisições estratégicas que além de agregar valor à companhia, trazem sinergias que ajudam a diluir as despesas fixas da empresa”, completa.

Ativa tem recomendação de compra para Hypera, com preço-alvo em R$ 40,60.

BTG Pactual 

Os resultados de recuperação da Hypera no 2T21 levaram os analistas do BTG Pactual a revisar para cima as projeções para as suas ações.

“Os resultados foram sólidos (embora esperados), e vemos Hypera pronto para atingir seu guidance anual”, indicam os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis.

“Estamos cortando nossas estimativas de margem para os próximos anos, com margem bruta agora em 65,6% este ano e 68,4% em 2025 (contra 68% e 69,4% antes), mas revisamos nosso crescimento normalizado de vendas para 9,5% no próximo quatro anos (de 7%). Também estamos incluindo o portfólio recentemente adquirido da Sanofi em nossas estimativas”, diz o relatório do banco.

“Enquanto a margem bruta no longo prazo deve ser estruturalmente inferior à média histórica devido a um efeito mix (maior participação de genéricos e vendas OTC), as recentes aquisições do Buscopan e Buscofem, OTC da Takeda e portfólio de medicamentos prescritos, bem como 12 marcas da Sanofi, todos agregam valor ao nosso modelo e permanecem a base de nossa postura positiva em relação ao nome”, apontam.

A Hypera apresentou um conjunto de resultados fortes, com as vendas de produtos sem prescrição crescendo 23%, 1,1 ponto percentual acima da média do mercado, impulsionado por forte crescimento em genéricos, medicamentos crônicos e vitaminas. Também se beneficiou da integração dos portfólios Takeda e Buscopan, segundo os analistas, tal como no trimestre anterior, e conforme esperado.

“Negociando a 13,4 vezes a relação preço/lucro de 2022 e 11,5 vezes a EV/Ebitda, a Hypera é uma opção, junto com varejistas de alimentos, para investidores que buscam exposição a mais resiliência no setor de consumo e varejo no curto prazo em meio a uma perspectiva mais volátil para ações de crescimento”, diz o relatório assinado pelos analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis.

BTG Pactual mantém recomendação de compra e eleva o preço-alvo de R$ 42,00 para R$ 45,00…

Credit Suisse 

O Credit Suisse comentou os dados da Hypera Pharma relativos ao segundo trimestre. O banco avalia que a empresa teve alta de 23% nas vendas ao cliente final, um ponto percentual da média do mercado de farmácias varejistas. As vendas a revendedores cresceram 10%. Além disso, os recebíveis ficaram 12 dias abaixo daqueles do mesmo período de 2020, o que indica uma eficiência comercial apurada, segundo o banco. Por outro lado, despesas com marketing ficaram em R$ 298 milhões, um patamar elevado, mesmo em comparação com o período anterior à pandemia, em que os gastos ficam normalmente em entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões.

A margem Ebitda recuou 3,5 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. O indicador foi prejudicado pela alta das despesas financeiras, de R$ 16 milhões para R$ 72 milhões, por conta do risco aumentado do endividamento, derivado da aquisição de portfólio.

O banco avalia que a empresa tem um forte fluxo de caixa, reforçado pelo crescimento acima do mercado e aparente controle dos estoques na cadeia produtiva. Na avaliação do banco, os resultados trimestrais devem contribuir com gatilhos para a valorização dos papéis. Mas o banco se disse surpreso com a alta dos gastos com marketing. O banco diz que vai se manter atento para otimizações de promoções médicas.

Credit Suisse mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 40,00…

Goldman Sachs 

Os resultados da Hypera Pharma do segundo trimestre ficaram em linha com as expectativas do Goldman Sachs, que evidencia o crescimento da receita na base dos dois dígitos, impulsionado pelo portfólio da Takeda e pelo Buscopan.

Com o crescimento geral sendo beneficiado pela incorporação total de ambas as carteiras no trimestre, a Hypera registrou um crescimento da receita líquida de 43% ano a ano no segundo trimestre.

“Observamos que as vendas orgânicas cresceram 23,3% ano a ano no trimestre, 1,1 ponto percentual acima do mercado farmacêutico geral”, diz o relatório.

“Destacamos o aumento das despesas de marketing, com retorno de consultas médicas, que foi mais do que compensado pelo controle dos custos administrativos, a alavancagem operacional e outras receitas mantiveram a margem geral”, diz o relatório.

O Goldman Sachs manteve a recomendação neutra o preço-alvo em R$ 36,00…

Itaú BBA

O Itaú BBA avaliou os resultados da Hypera como positivos. Segundo o banco, eles combinam crescimento do faturamento líquido melhor do que o esperado e lucratividade, o que levou o Ebitda acima de 13% quando excluídas outras linhas de receita.

O banco elogiou o aumento acima da média das vendas aos clientes e sinais de sinergias a partir de fusões e aquisições recentes.

Itaú BBA mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 41,00…

XP Investimentos 

De acordo com a XP, a companhia apresentou mais um sólido trimestre especialmente em relação ao crescimento orgânico e melhora de margens.

A receita líquida atingiu R$ 1,5 bilhão, ficando  3% abaixo das estimativas da XP, mas com um crescimento de sell-out (comercialização direta ao cliente) orgânico de 23% ao ano, como resultado dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e capacidade de produção.

Já o Ebitda ajustado foi 50% superior na base anual e 5% acima das estimativas dos analistas com uma melhora de margem de 1,4 ponto percentual versus o segundo trimestre de 2020, como resultado da diluição de despesas comerciais, gerais e administrativas devido à integração do portfólio da Takeda.

“Reiteramos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$ 48 por ação, conforme a companhia apresentou sólidos resultados e tem uma perspectiva positiva de margens ainda melhores com a integração da Takeda e com aquisição recentemente anunciada do portfólio da Sanofi”, apontam os analistas.

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters

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