Stablecoin do Peso chileno vai ao ar na rede Stellar

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Uma nova stablecoin atrelada ao peso chileno está agora disponível na rede de pagamentos de código aberto Stellar – mas ainda não se tornou popular entre os usuários.

A empresa chilena CLPX Inc lançou “a primeira stablecoin indexada ao peso chileno”, cujo token foi nomeado “CLPX”.

De acordo com o livro razão público na Stellar Expert, desde o lançamento, na segunda-feira, a stablecoin viu um volume limitado de movimentaçã – apenas US$ 12.689, utilizados em  um total de 12.902 negociações.

O CLPX foi desenvolvido para oferecer uma alternativa mais barata às remessas ao exterior baseadas no Peso chileno. A empresa responsável pela stablecoin utiliza a rede Stellar para garantir taxas “substancialmente” mais baixas do que as oferecidas por transferências bancárias ou serviços de remessa tradicionais.

“O novo token CLPX está programado para agilizar remessas ao exterior e tornar mais fácil o uso do peso chileno vinculado ao cobre como proteção para os investidores em todo o mundo”, dizia um anúncio.

O CLPX também ambiciona oferecer exposição internacional ao crescente mercado de cobre do Chile, que tem sido um vetor crítico da recuperação econômica local em meio à pandemia global. Com uma margem significativa sobre o segundo colocado, o país latino-americano é, atualmente, o maior produtor mundial de cobre. A China é o principal comprador da commodity chilena.

Embora o projeto tenha declarado metas ambiciosas, não está claro se o cenário está montado para realmente favorecer seu desempenho. Além do baixo volume, a CLPX Inc é propriedade de uma empresa relativamente desconhecida, chamada “KB Trading”, a qual não possui parcerias listadas em seu site.

Embora haja uma tendência crescente nos países latino-americanos e de língua espanhola de adoção de criptoativos – a Lei do Bitcoin de El Salvador, por exemplo -, o cenário regulatório tem se mostrado bastante tranquilo no Chile.

No final de maio, o Coordenador Nacional de Energia Elétrica do Chile anunciou a iniciativa Renova, que usará a tecnologia blockchain para rastrear e registrar o uso de energia renovável utilizada na produção de cobre do país.

Desde 2018, o Banco Central do Chile tem realizado pesquisas sobre blockchain e moedas digitais de bancos centrais (CBDC) como parte de seu “Plano Estratégico de 2018 a 2022.”

Em 2019, Mario Marcel, presidente do Banco Central do Chile, publicou uma pesquisa revelando que a instituição tinha em vista um CBDC chileno para adoção no atacado e para pagamentos internacionais. Porém, na época, ele também relatou preocupações com custos de infraestrutura, segurança cibernética e anonimato ao se referir ao projeto.

Por Brian Quarmby

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