Braskem: vendas de resina no Brasil aumentam 11% no 2T, para 879 quilotoneladas

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A Braskem divulgou o Relatório de Produção e Vendas do 2º trimestre de 2022.

O fato relevante foi feito pela companhia (BOV:BRKM5) nesta quinta-feira (21).

A taxa média de utilização das centrais petroquímicas apresentou queda em relação ao 1T22 (-12 p.p.) e ao 2T21 (-2 p.p.) em função da parada programada de manutenção na central petroquímica do Rio Grande do Sul, com duração de 47 dias; da parada programada de manutenção na planta de PVC Alagoas com duração de 37 dias, impactando na taxa de utilização da central petroquímica da Bahia; e da indisponibilidade de matéria-prima nas centrais petroquímicas do Rio de Janeiro e ABC, São Paulo, devido ao menor fornecimento e paradas programadas de manutenção de fornecedor nacional, respectivamente.

A taxa média de utilização de eteno verde superior frente ao 1T22 (+10 p.p.), em função da retomada pós parada programada de manutenção, ocorrida em janeiro de 2022. Com relação ao 2T21, a taxa de utilização apresentou queda (-8 p.p.), devido a problemas com o fornecimento de etanol e paradas programadas e não programadas nas unidade de polímeros do Rio Grande do Sul.

A taxa média de utilização das plantas de PP nos Estados Unidos, houve queda em relação ao 1T22 (-7 p.p.) e ao 2T21 (-17 p.p.) em função da realização de paradas programadas de manutenção e curtas paradas não programadas nas plantas de PP no período. Na Europa, a taxa de utilização reduziu em relação ao 1T22 (-10 p.p.) e ao 2T21 (-17 p.p.), em função da menor disponibilidade de matéria-prima devido aos problemas operacionais de fornecedor local e da menor demanda no período.

A taxa média de utilização das plantas de PE: queda em relação ao 1T22 (-13 p.p.) em função da redução no fornecimento de etano pela PEMEX, que foi de 22,1 mil barris por dia na média do trimestre, devido a problemas operacionais e paradas de manutenção nos ativos da PEMEX; e de uma parada não programada no complexo petroquímico ocasionado por instabilidade da rede elétrica. Em relação ao 2T21, o aumento de 9 p.p. é explicado, principalmente, pela melhor taxa de operação do Fast Track durante o 2T22.

Adicionalmente, no mês de junho a solução Fast Track registrou recorde de fornecimento, operando no mês com uma média de 24,1 mil barris por dia, equivalente a 96% de taxa de utilização. No 2T22, as operações do Fast Track complementaram o fornecimento de matéria-prima com 21,9 mil barris por dia de etano importado dos Estados Unidos, representando 88% de taxa de utilização.

As vendas de resinas da Braskem no mercado brasileiro entre abril e junho totalizaram 879 quilotoneladas, o que representa aumento de 11% na comparação anual.

O volume de vendas de resinas no mercado brasileiro, as vendas de resinas se mantiveram em linha com o 1T22, sustentada pela manutenção da demanda local. Em relação ao 2T21,  que havia sido menor no 2T21, principalmente devido a parada geral de manutenção programada na central petroquímica do ABC, São Paulo e ao aumento dos volumes de importação no mesmo período do ano anterior.

O volume de vendas de PE Verde o aumento das vendas com relação ao 1T22 (+12%) foi impulsionado pela melhora do cenário logístico. Ante ao 2T21, as vendas de PE Verde foram superiores (+14%), em função da maior disponibilidade de produto, frente à parada não programada de manutenção ocorrida no 1T21.

O volume de vendas dos principais químicos no mercado brasileiro, as vendas foram inferiores em relação ao 1T22 (-11%), em função da redução de vendas de benzeno e de gasolina, devido a menor disponibilidade de produtos para venda dada a menor taxa de utilização das centrais petroquímicas no período; e de paraxileno, explicada pela parada programada de cliente. Ante ao 2T21, as vendas aumentaram (+2%) devido ao maior volume de vendas principalmente de cumeno, devido a ampliação de market share e redução do volume importado para atender demanda de cliente do mercado interno.

As exportações foram inferiores em relação ao 1T22 (-5%), principalmente devido a menor disponibilidade de produto para a exportação no período. Com relação ao 2T21, as exportações reduziram (-39%) em função principalmente do menor volume exportado de butadieno e benzeno, devido a menor disponibilidade de produtos para exportação, apesar das exportações de gasolina terem aumentado devido as melhores margens no mercado externo no período.

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