Mercados seguem cautelosos com ímpeto global sendo moderado pelo risco de recessão

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Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam sem direção nesta terça-feira, depois que Wall Street caiu com temores de que o Fed continue aumentando as taxas de juros.

Índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,40%, em 19.441,18 pontos, enquanto o seu índice Hang Seng Tech caiu 2,04%.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em 3.212,53 pontos, alta de 0,02% e o Shenzhen Component subiu 0,67% para 11.398,82 pontos. A cidade de Pequim anunciou que testes negativos de Covid não serão mais necessários para entrar na maioria das áreas públicas, shoppings ou áreas residenciais, bem como bares e karaokês. A Reuters informou na segunda-feira que a China poderia anunciar um novo relaxamento das restrições da Covid já na quarta-feira, citando duas fontes com conhecimento do assunto. O relatório disse que haverá 10 novas medidas além das 20 que foram publicadas em novembro.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,47% para 7.291,30 pontos depois que o Reserve Bank of Australia aumentou as taxas em 25 pontos base, conforme esperado, a oitava vez este ano, levando-a ao nível mais alto em 10 anos e disse que espera continuar aumentando suas taxas de juros, mas que “não está em um curso pré-estabelecido”, de acordo com o comunicado do governador Philip Lowe. “O conselho está monitorando fatores como a economia global e os gastos domésticos do país”. A mineradora Fortescue Metals caiu 1,6%, enquanto as rivais BHP e Rio Tinto fecharam em queda de 0,7% e 0,6%, respectivamente. As gigantes da energia sofreram de forma desigual, com Santos caindo 1,2% e Woodside Energy avançando 0,9%.

O Nikkei do Japão ganhou 0,24%, para 27.885,87 pontos.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 1,08%, para 2.393,16 pontos.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 1,41%.

EUROPA: Os mercados europeus caem ligeiramente nesta terça-feira, com o sentimento global sendo moderado pelo temor de que o Fed dos EUA tenha que continuar a subir as taxas de juros.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 0,40% no fim da sessão matinal, com as ações de petróleo e gás caindo e as ações de seguros subindo.

O alemão DAX 30 cai 0,5%, o francês CAC 40 perde 0,4% e o FTSE MIB da Itália recua 0,6%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,7% e o português PSI 20 recua 0,2%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,3%. Entre as mineradoras, Anglo American 0,6%, Antofagasta recua 1%, enquanto BHP e Rio Tinto perdem 0,8% e 0,5%, respectivamente. A petrolífera BP cai 1,7%.

O crescimento da indústria de construção do Reino Unido desacelerou em novembro devido aumento das taxas de juros e um cenário econômico sombrio começando a afetar os projetos de construção. O PMI de construção do Reino Unido da CIPS/S&P Global caiu para uma baixa de três meses de 53,2 em outubro para 50,4 em novembro, ficando ligeiramente acima da marca de 50 que separa o crescimento da contração. Economistas projetavam uma leitura de 52,0.

As encomendas industriais alemãs em outubro subiram 0,8% em relação ao mês anterior, com base sazonal e ajustada ao calendário, informou o escritório federal de estatísticas do país na terça-feira. A leitura superou as expectativas de 0,1% e mostrou uma melhora significativa em relação à queda de 2,9% em setembro.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA flutuam entre pequenas altas e baixas na manhã desta terça-feira, com os investidores tentando se afastar da liquidação da sessão anterior.

Na sessão de segunda-feira, o Nasdaq Composite liderou as quedas em Wall Street, caindo 1,93% e encerrando a sessão em 11.239,94 pontos. O S&P 500 caiu 1,79% para terminar em 3.998,84 pontos, seguido pelo Dow, que caiu 1,40%, para 33.947,10 pontos.

Dados de novembro do ISM Services, que analisa o nível de compra dos fabricantes como um indicador da saúde da economia em geral, saíram melhores do que o esperado e pressionaram os mercados de ações. Isso porque os investidores estão cada vez mais cautelosos de que o Federal Reserve precisará aumentar as taxas de juros por mais tempo do que o previsto anteriormente para conseguir controlar a inflação.

A leitura alinha com o relatório de emprego divulgado no final da semana passada, que apontou para uma economia resiliente. Os observadores do mercado ainda esperam um aumento de 50 pontos-base nas taxas de juros na reunião do Fed de dezembro, mas não estão certos sobre quanto tempo o Fed precisará aumentar as taxas de juros do banco central, principalmente após os recentes dados que mostraram que a economia continua forte em algumas áreas.

O Fed implementou quatro aumentos consecutivos de 75 pontos-base nas taxas até agora este ano, gerando preocupação entre muitos investidores sobre o ritmo dos aumentos nas taxas arrastando a economia dos EUA para uma recessão. Nas últimas semanas, autoridades do Fed indicaram que as taxas vão subir ainda mais e podem ser mantidas em níveis elevados nos próximos anos.

O rendimento do Tesouro de 10 anos caia 2 pontos-base, em 3,5771% às 6h30 (horário de Brasilia) e o rendimento da nota do Tesouro de 2 anos também caia cerca de dois pontos-base, para 4,3705%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto base é igual a 0,01%.

Na agenda econômica de terça-feira, os investidores estarão atentos à divulgação dos dados da balança comercial, às 10h30.

CRIPTOMOEDAS: O mercado de criptomoedas que vinha de uma recente recuperação, recuam nesta terça-feira em meio à preocupações de que a economia dos EUA não esteja desacelerando o suficiente.

Na segunda-feira, o índice de serviços de novembro do Institute of Supply Management inesperadamente forte alimentou temores de que a economia dos EUA exigirá que o banco central dos EUA administre mais aumentos das taxas de juros do que se esperava em meados de novembro, quando o Índice de Preços ao Consumidor caiu. O relatório de serviços do ISM veio apenas três dias depois que o relatório de empregos oficial levantou preocupações de que a economia não estava se contraindo o suficiente e que a inflação continua aquecida. Nos últimos meses, as preocupações inflacionárias vem ditando o desempenho dos mercados de ativos.

O Bitcoin é negociado em queda de 2% nas últimas 24 horas, perdendo seu suporte de US $ 17.000 dos últimos seis dias. A maior criptomoeda por capitalização de mercado vinha se recuperando das quedas de meados de novembro após a implosão da exchange cripto FTX. O Ethereum cai mais de 3% nas últimas 24 horas.

Bitcoin: -1,93% em US $ 16.970,00
Ethereum: -3,15%, em US $ 1.253,73
Cardano: -2,94%
Solana: -0,07%
Terra Classic: -2,39%

ÍNDICES FUTUROS – 7h50:
Dow: +0,02%
SP500: +0,02%
NASDAQ: +0,12%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,64%
Brent: -1,10%
WTI: -1,04%
Soja: +0,70%
Ouro: +0,25%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

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