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Weg (WEGE3): lucro líquido de R$ 1,744 bilhão no 4T23, ações sobem

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A WEG registrou aumento de 46,2% no lucro líquido no quarto trimestre de 2023 em relação a igual período de 2022, saindo de R$ 1,193 bilhão para R$ 1,744 bilhão. O resultado ficou acima dos R$ 1,34 bilhão previstos pelo consenso LSEG.

O lucro líquido foi impactado positivamente pelo reconhecimento de incentivos fiscais referentes à constituição de uma nova controlada na Suíça. Desconsiderando este efeito não recorrente, o lucro líquido seria de R$ 1,402 bilhão no trimestre.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$1,829 bilhão, alta anual de 17,3% e acima dos R$ 1,79 bilhão esperados pelo consenso LSEG. Isso levou a uma elevação da margem Ebitda de 1,9 p.p. (pontos percentuais), para 21,4%.

De acordo com a WEG, o desempenho é reflexo principalmente da acomodação dos custos das matérias primas aliado à alteração do mix de produtos vendidos.

A receita líquida somou R$ 8,56 bilhões no quarto trimestre do ano passado, crescimento de 7,3% na comparação com igual etapa de 2022. Analistas aguardavam por faturamento de 8,53 bilhões de reais, segundo a Lseg.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) foi de 39,2% no 4T23, alta anual de 9,8 p.p.

As despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (VG&A) consolidadas totalizaram R$ 930,9 milhões no 4T23, um aumento de 12,0% sobre o 4T22.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 9,1 milhões no quarto trimestre de 2023, uma elevação de 138% sobre os ganhos financeiros da mesma etapa de 2022.

Em 31 de dezembro de 2023, o caixa líquido da WEG era de R$ 4,114 bilhões, um crescimento de 187% na comparação com a mesma etapa de 2022.

As atividades operacionais apresentaram geração de caixa de R$ 7,021,8 bilhões no ano de 2023, resultado do crescimento da receita e melhora das margens operacionais.

Os resultados da WEG (BOV:WEGE3) referentes às suas operações do quarto trimestre de 2023 foram divulgados no dia 21/02/2024.

  • WEG anuncia o pagamento de dividendos complementares no valor total de R$ 1,2 bilhão

O conselho de administração da WEG deliberou declarar dividendos complementares no valor total de R$ 1.249.939.825,23 correspondente a R$ 0,297942793 por ação, aos titulares de ações em 23 de fevereiro de 2024.

Teleconferência

Após surpreender positivamente o mercado com números melhores que o esperado e apresentar alta de 6,98% nos papéis na sessão de quarta-feira, a WEG (WEGE3) destacou que tem planos para continuar seu ritmo de crescimento em teleconferência com o mercado, ocorrida na última quinta-feira (22)

Em relação aos resultados, se o terceiro trimestre de 2023 da fabricante de motores elétricos foi marcado por números mais fracos que o esperado, no quarto período do ano passado os dados da companhia impressionaram com crescimento da receita operacional líquida em 7,3% e avanço de 17,3% no lucro antes de juros, impostos, depreciações, amortizações (Ebitda, na sigla em inglês). A receita resulta das sólidas expansões de capacidade realizadas pela companhia tanto nacional quanto internacionalmente.

Duas letras explicam, entre outros fatores, o bom desempenho: T&D (transmissão e distribuição). O desempenho é explicado tanto pelo aumento de volumes quanto de preço também. Na teleconferência para comentar o balanço divulgado, a administração reforçou a continuidade do bom desempenho de vendas de equipamentos de ciclo longo do segmento, somado aos números de equipamentos de energia eólica também, no Brasil. A perspectiva é construtiva para 2024, considerando o robusto backlog de ciclo longo praticado atualmente pela WEG (BOV:WEGE3).

Lá fora, o destaque também é GTD (geração, transmissão e distribuição de energia). O negócio tem apresentando demanda cada vez mais elevada nos EUA, que deve ser crescente, de acordo com o diretor administrativo da companhia, André Rodrigues. O executivo destacou o setor de T&D como um dos motivos para movimento de aquisição empreendido pela companhia nos últimos anos, tanto no Brasil quanto na América do Norte e Europa. “A dinâmica de mercado de T&D continuará positiva e por isso estamos fazendo esses investimentos”, considera Salgueiro.

“A receita tem seguido as expectativas da empresa; resulta de sólidas expansões de capacidade realizadas tanto nacional quanto internacionalmente. A WEG espera que essa tendência positiva continue por alguns anos”, analisa o Itaú BBA.

Em relação ao plano de investimentos, a companhia não tem perspectivas de alteração em 2024 do já anunciado valor de R$ 1,9 bilhão, mesmo considerando incorporação de novo negócio. Nos planos da WEG para este ano, estão o aumento da capacidade doméstica para T&D, visando exportações e de motores industriais, pacotes de baterias e motores comerciais e eletrodomésticos. Para o exterior, a companhia planeja aumento da capacidade externa para T&D e tintas na América do Norte e foca em motores de baixa voltagem e turbinas eólicas na Índia.

Um ponto de preocupação para analistas na teleconferência com a administração foi a normalização das margens. A WEG destacou que a margem Ebitda pode cair para patamares próximos aos observados em 2020 a 22. Contudo, no quarto trimestre de 2023, a margem da companhia se manteve em bom nível, com crescimento de 1,9% na comparação anual (em 21,4%).

VISÃO DO MERCADO

As ações da WEG têm uma sessão de “redenção” após a divulgação dos resultados do quarto trimestre (4T23), que seguiram o anúncio de dividendos e proposta de aumento de capital.

Às 10h50 (horário de Brasília), os papéis subiam 5,11% na sessão desta quarta-feira (21), a R$ 36,02, em um movimento bem diverso ao pós-terceiro trimestre, quando WEGE3 despencou em meio à visão de desaceleração dos números seguidamente positivos da fabricante de motores elétricos. Na máxima do dia na sessão desta quarta, os papéis subiram 6,65%, a R$ 36,55.

Bradesco BBI

O lucro líquido subiu 46% ante o 4T22, beneficiando do reconhecimento de créditos fiscais relacionados com a criação de uma nova subsidiária no exterior (Suíça). Segundo a empresa, excluindo este evento extraordinário, o lucro líquido teria sido de R$ 1,4 bilhão (+18% na base anual). Contudo, na avaliação do Bradesco BBI, mesmo excluindo os não recorrentes a WEG teve um bom resultado.

Na avaliação do Bradesco BBI, além dos créditos fiscais, os principais destaques ficaram com o GTD nos mercados externos, que continua impulsionando o crescimento das receitas. O guidance de investimentos para 2024 de R$ 1,947 bilhão e o retorno sobre o capital investido (ROIC) ajustado de 36% (+0,6 ponto percentual na base anual) também foram pontos positivos.

Citi

O Citi vê as receitas acelerando e também a margem Ebitda ainda perto dos níveis históricos a 21,4%, com uma margem líquida de 20,4%. “As margens continuam muito fortes e atribuímos isso a dois fatores principais: 1) um mix atual com proporção de ciclo longo maior (GTD e e equipamentos eletroeletrônicos industriais) que a média histórica (30% histórico versus 40% atual), que estruturalmente possui melhores margens e 2) aumento nas margens do mercado externo, à medida que as instalações de produção greenfield ou fábricas adquiridas amadurecem”, aponta o banco americano.

A recomendação do Citi para as ações WEGE3 é de compra, com preço-alvo de R$ 45 (upside de 31%), recomendação similar ao do JPMorgan (overweight, ou exposição acima da média do mercado). O Bradesco BBI e o Goldman Sachs, por sua vez, possuem recomendação neutra para as ações.

Goldman Sachs

A expectativa era de números mais modestos para a WEG no 4T23, o que também “facilitou” a surpresa positiva dos analistas com os resultados. A companhia reportou resultados do 4T23 com lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,8 bilhão (alta de 17% na base anual), ficando 4% acima do consenso da Bloomberg e da visão do Goldman Sachs.

As receitas aceleraram no trimestre, em alta de 7% na base anual, ante alta de 2% anual no 3T23, impulsionadas pelo aumento de 12% nas vendas da divisão de energia da WEG (principalmente no exterior) parcialmente compensadas por uma expansão de um dígito (+2%) na divisão de equipamentos industriais.

Enquanto isso, o Custo de Produtos Vendidos (CPV) do trimestre cresceu 2% na base anual, levando a uma margem bruta de 33,7% (superando a projeção do Goldman de 31,5%). A WEG destacou que a acomodação dos preços das principais matérias-primas que compõem sua estrutura de custos (nomeadamente aço e cobre) e um melhor mix de produtos foram catalisadores importantes para a evolução da margem bruta do trimestre. Contudo, os analistas do Goldman ponderam que provavelmente isso não será sustentável no longo prazo.

O Goldman apontou que a aceleração da receita foi positiva, mas o crescimento permanece na faixa de um dígito. Além disso, o banco também modela alguma contração da margem Ebitda e aumento da alíquota de impostos em 2024.

JPMorgan

O JPMorgan ressaltou que a WEG deve apresentar acomodação nas margens, mas que devem permanecer acima dos níveis históricos. O aumento é atribuído à estabilização de preços nas matérias-primas, melhoria na composição, com menor contribuição para projetos solares, e uma estratégia mais voltada para o ciclo longo e T&D (pontos fortes da companhia no período). O banco estrangeiro atualizou suas estimativas para a WEG após os dados do quarto trimestre de 2023, ainda classificada como overweight (exposição acima da média, similar à compra) com preço-alvo de R$ 47,00 e avalia que a WEG negocia a 18,8 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda (EV/Ebitda, na sigla em inglês) para fim de 2024. Os concorrentes do setor negociam a múltiplos mais baixo, com média de 15 vezes a relação entre EV sobre Ebitda.

“Continuamos com uma recomendação de overweight (OW) na WEG devido a: i) sua capacidade de crescimento a longo prazo, tanto organicamente quanto inorganicamente – as receitas estrangeiras no 4º trimestre foram 14% maiores em relação ao ano anterior em termos de dólares americanos; ii) Perspectiva positiva para T&D (Transmissão e Distribuição) na América do Norte, o que deve sustentar um crescimento de dois dígitos ao longo de vários anos, especialmente após a adição da Regal (55% das receitas geradas nas Américas); e iii) reavaliação do valuation”, sustenta o JPMorgan.

A reavaliação de avaliação poderia ser causada pela que a incorporação da Regal aos resultados da WEG, o que é esperado para o 2º trimestre de 2024. A alteração poderia refletir uma aceleração no crescimento das receitas de volta aos níveis de dois dígitos. A expectativa do banco é de crescimento de 17% em relação ao ano anterior no 2º trimestre, em comparação com 7% no 1º trimestre e 24% ao longo do 2º semestre de 2024 em relação ao ano anterior.

* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão

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