Após a ação do ressegurador IRB ter sido castigada nas últimas duas semanas, com queda acumulada de 16% (ante estabilidade do índice Ibovespa), devido aos impactos estimados na operação com a tragédia que acomete o Rio Grande do Sul, o JPMorgan optou elevar a recomendação para ação de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para equalweight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro).

O banco lembra que o ressegurador é mais exposto em sua cobertura à catástrofe do Rio Grande do Sul – com impactos vindos de seguro agrícola, propriedade, residencial, especial e riscos.

Mas o recuo nos preços dos papéis da companhia implicam em uma perda de aproximadamente R$ 600 milhões de valor de mercado ou R$ 1 bilhão de perda antes dos impostos, o que, na avaliação do banco, parece superestimado.

Isso porque, segundo estimativas iniciais, o JPMorgan espera um impacto no lucro antes dos impostos (Ebit) de pelo menos R$ 80 milhões. Previsão convergente com estimativa inicial perda antes dos impostos de R$ 80 a 160 milhões fornecida pela administração durante conferência do 1T24.

Em termos de avaliação, o IRB (BOV:IRBR3) está negociando a 0,8 vez Preço (P)/ Valor Patrimonial (VPA), considerado justo pelos analistas do banco e sem assimetria para o lado negativo.

Além disso, os retornos sobre o patrimônio (ROE) tangível ex-créditos fiscais estão em torno de 15 a 16% (ou 18% assumindo uma taxa de imposto de 30%, ou seja, IRB otimizando o JCP em algum momento no futuro).

Por fim, o JPMorgan também reduziu a previsão de lucro para 2024 em 21% para R$ 262 milhões. Em sua cobertura financeira, o banco disse preferir Itaú, Banco do Brasil, Nubank, Porto Seguro e XP.

Informações Infomoney
IRB BRASIL ON (BOV:IRBR3)
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