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Vale Do Rio Doce Nota 10!!!

Comentários

elbulim

elbulim

1 30/07/2007
oLÁ SEMPRE LI ESTE TÓPICO MAS NUNCA COMENTEI NADA, POIS SOU INICIANTE...
MAS NESSE CASO TENHO QUE POSTAR...
ABRAÇOS A TODOS
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u377086.shtml
XTRADER4

XTRADER4

7246 13/08/2007
Citação: carluciomPara quem está comprado, só resta rezar, pois se os indicadores americanos vierem ruins, vão realizar por aqui.

...


QUE INDICADORES ? AMANHÃ TA QUASE ZERADO...NADA DE PESO...
cdabr

cdabr

2300 20/02/2008
Citação: sirifiparece que a Vale5 que realizar!



é isso aí sifilis
rmsa

rmsa

1917 30/06/2007
Citação: molotovrmsa entregou a idade agora...rsrs... Adoniran Barbosa...


adoniran_barbosa3.jpg



e aí, Molotov, bar de Guilão?
cdabr

cdabr

2300 20/02/2008
vou dar uma dica wisa4 empresa catarinense de escapamentos vai dar 1000% este ano..anotem aí....
cezarg

cezarg

237 29/03/2007
NADA DE EXTRAORDINÁRIO!! SOMENTE O QUE O MERCADO JÁ ESPERAVA, OU SEJA, AMANHÃ É LADEIRAAAAAAAAAA. POIS JÁ TÁ MAIS QUE PRECIFICADO.
pedrogti

pedrogti

444 03/08/2007
Citação: sergio2drop
Citação: rmsa
Citação: janc1em que ficamos???????? Vale 5, sobe ou desce?





Com esses n° VALE dispara para cima, porém a turma das opções deve tentar segurar um pouco.



Mais importante, compara com os n° de PETRO na 2ª feira à noite. Se os lucros forem próximos, até uns 12% de diferença, vai haver um tsunami de compras de VALE contra outro de venda de PETRO.



A conferir.





pq rmsa? o balanço esperado da petro é ruim?



Também concordo. Os valores do 3t da petro já foram ruins. Talvez exista migração.
XTRADER4

XTRADER4

7246 13/08/2007
APOSTO COMO O GOVERNO COMUNISTA DO LULA VAI MANOBRAR ALGUMA COISA SEGUNDA FEIRA ....SÓ PARA MASCARAR DE NOVO A PETRO....
Leich

Leich

87 14/01/2008
Citação: cdabrvou dar uma dica wisa4 empresa catarinense de escapamentos vai dar 1000% este ano..anotem aí....



Aproveita que você com bom humor, e vai levar nesse brioco!

Vai se fuder, babaca!

CARLUCIOM

CARLUCIOM

21401 19/03/2007
Sei não, mas vamos considerar o seguinte: a Vale segue muito o DJ, de janeiro para cá a Vale subiu 30% e DJ 7,6%. Bem, é possível que dentro dessa diferença já estivesse precificado o lucro de 2007 e o aumento do minério.

O mercado não é bobo, vende no boato e realiza no fato.
jundeilton

jundeilton

803 11/10/2007
As informações operacionais e financeiras contidas neste press release, exceto quando de outra forma indicado,
são apresentadas com base em números consolidados de acordo com os princípios de contabilidade geralmente
aceitos nos Estados Unidos da América (US GAAP). Tais informações, com exceção daquelas referentes a
investimentos e ao comportamento dos mercados, são baseadas em demonstrações contábeis trimestrais revisadas
pelos auditores independentes. As principais subsidiárias da Vale consolidadas são: Vale Inco, MBR, Cadam,
PPSA, Alunorte, Albras, Valesul, RDM, RDME, RDMN, Urucum Mineração, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA),
Vale Australia, Vale International e Vale Overseas.
US GAAP
4T07
UMA FASE DE EXTRAORDINÁRIO CRESCIMENTO
O desempenho da Vale em 2007
Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2008 – A Companhia Vale do Rio Doce (Vale)
completou em 2007 o quinto ano consecutivo de extraordinário crescimento de
suas atividades, processo sustentado por contínua melhoria do desempenho
operacional e financeiro, maior diversificação do portfólio de ativos e globalização
de suas operações. A adoção, a partir de novembro de 2007, em todos os países em
que atuamos do nome Vale e da nova logomarca traduz esse movimento de
evolução.
Tal transformação reflete a execução de um plano estratégico de longo prazo,
apoiado por rigorosa disciplina na alocação do capital, contínua busca de
oportunidades de criação de valor, constante preocupação com custos, ênfase na
qualidade do capital humano e forte compromisso com a responsabilidade social
corporativa.
Nos últimos cinco anos, a Companhia investiu US$ 40,7 bilhões, sendo US$ 20,6
bilhões em aquisições e US$ 20,1 bilhões em manutenção das operações, pesquisa
e desenvolvimento (P&D) e execução de projetos.
A conclusão de vinte grandes projetos em diversos segmentos da indústria de
mineração, a realização de aquisições coroadas de sucesso e de ganhos de
produtividade implicaram na expansão de nossa produção total agregada à taxa
média anual de 11,6% entre 2003 e 2007. Paralelamente à expansão quantitativa da
produção, acrescentamos ao nosso portfólio cobre, níquel, carvão metalúrgico e
térmico, metais do grupo da platina e cobalto.
Em 2007, alcançamos recordes na produção de nove diferentes produtos: minério
de ferro (296 milhões de toneladas métricas), pelotas (17,6 milhões de toneladas
métricas), níquel refinado (248 mil toneladas métricas), cobre (284 mil toneladas
métricas), bauxita (9,1 milhões de toneladas métricas), alumina (4,3 milhões de
toneladas métricas), alumínio (551 mil toneladas métricas), caulim (1,3 milhão de
toneladas métricas) e cobalto (2,5 mil toneladas métricas). Com esses volumes, a
Vale reafirma sua posição de maior produtora mundial de minério de ferro,
segunda maior de níquel, e uma das maiores em caulim, cobalto, ferro ligas e
alumina.
A Vale liderou pelo sétimo ano consecutivo a negociação dos preços de referência
global para o minério de ferro. Em fevereiro de 2008, foram fechados os preços
para os minérios finos, principal produto da indústria, representando 70% do
volume transacionado no mercado transoceânico.
Como resultado de negociações com clientes asiáticos e europeus e refletindo a
continuidade de uma situação de excesso de demanda global, ficaram estabelecidos
os novos preços para o minério de ferro fino, com aumento para os minérios dos
Sistemas Sul e Sudeste, Fob Tubarão, de 65% em relação a 2007. Para o minério de
BOVESPA: VALE3, VALE5
NYSE: RIO, RIOPR
LATIBEX: XVALO, XVALP
www.vale.com
rio@vale.com
Departamento de Relações
com Investidores
Roberto Castello Branco
Alessandra Gadelha
Marcus Thieme
Patricia Calazans
Theo Penedo
Tacio Neto
Tel: (5521) 3814-4540
2
US GAAP
4T07
ferro produzido em Carajás, dada sua qualidade superior, foi acordado um prêmio
de US$ 0,0619 por unidade de ferro em cada tonelada métrica seca sobre o preço
dos minérios do Sul e Sudeste para 2008.
Nossa receita bruta se multiplicou em quase seis vezes entre 2003 e 2007, tendo
passado de US$ 5,5 bilhões para US$ 33,1 bilhões. Simultaneamente, a geração de
caixa, medida pelo EBITDA ajustado(a) (lucro antes de despesas financeiras,
impostos depreciação e amortização), teve crescimento maior ainda, evoluindo de
US$ 2,1 bilhões em 2003 para US$ 15,8 bilhões em 2007. O lucro líquido saltou de
US$ 1,5 bilhão em 2003 para US$ 11,8 bilhões em 2007.
Ao longo desse período de cinco anos retornamos capital aos acionistas, sob a
forma de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio, no valor de
US$ 5,3 bilhões. O retorno total ao acionista foi de 73,7% ao ano, o mais elevado
entre as grandes companhias diversificadas de mineração. Em conseqüência disso,
a Vale passou a figurar entre as 40 maiores empresas do mundo por capitalização
de mercado.
INDICADORES FINANCEIROS SELECIONADOS – US$ milhões1
2003 2004 2005
Pro forma
2006 2007
Receita Bruta 5.545 8.479 13.405 25.714 33.115
EBIT ajustado 1.644 3.123 5.432 9.361 13.194
Margem EBIT ajustado (%) 30,7 38,7 42,5 37,4 40,9
EBITDA ajustado 2.130 3.722 6.540 11.451 15.774
Lucro líquido 1.548 2.573 4.841 7.260 11.825
Lucro por ação diluído (US$) 0,34 0,56 1,05 1,35 2,42
Dividendos pagos 675 787 1.300 1.300 1.875
Investimentos 2 1.988 2.092 4.998 20.628 11.004
Investimentos (ex-aquisições) 2 1.486 1.949 4.198 4.824 7.625
Os principais destaques da performance em 2007 foram:
• Recorde de vendas de minério de ferro e pelotas (296 milhões de toneladas
métricas), cobre (300 mil toneladas métricas), alumina (3,253 milhões de
toneladas métricas) e alumínio primário (562 mil toneladas métricas).
• Receita bruta de US$ 33,1 bilhões, a mais elevada da história da Companhia,
28,8% acima do valor registrado em 2006.
• Lucro operacional recorde, medido pelo EBIT ajustado(b) (lucro antes de
juros e impostos), de US$ 13,2 bilhões, apresentando elevação de 40,9%
relativamente a 2006.
• Margem EBIT ajustado de 40,9%, contra 37,4% em 2006.
• EBITDA ajustado recorde de US$ 15,8 bilhões contra US$ 11,4 bilhões em
2006. Se excluirmos o ajuste extraordinário de estoques realizado, o
EBITDA ajustado alcançou US$ 16,8 bilhões em 2007 contra US$ 12,4
bilhões em 2006.
• Lucro líquido recorde, de US$ 11,8 bilhões, correspondente a lucro por ação
diluído de US$ 2,42, com aumento de 62,9% sobre o resultado obtido em
2006, de US$ 7,3 bilhões.
1 Para facilitar comparações com o passado e melhor avaliar a evolução do desempenho da Companhia
empregaremos neste documento dados pro forma para o ano de 2006, como se a Inco Ltd., atual Vale Inco Ltd.,
tivesse sido adquirida desde 1 de janeiro de 2006 - com exceção das informações relativas a endividamento e
investimentos. Para informações sobre o efeito contábil da consolidação da Vale Inco Ltd., veja Anexo 1.
2 Os valores reportados para os investimentos e investimentos (ex-aquisições) são computados com base nos
desembolsos financeiros efetivamente realizados. O valor de investimentos não inclui, portanto, a aquisição dos
acionistas minoritários da Caemi realizada mediante troca de ações.
3
US GAAP
4T07
• Remuneração ao acionista recorde de US$ 1,875 bilhão, US$ 0,39 por ação,
com crescimento de 44,2% relativamente a 2006. O retorno total para o
acionista foi de 123,0% em 2007.
• Capex realizado, excluindo aquisições, de US$ 7,6 bilhões, valor recorde e o
maior da indústria global de mineração em 2007.
• Investimentos em responsabilidade social corporativa de US$ 652 milhões,
sendo US$ 401 milhões em proteção e conservação do meio ambiente e US$
251 milhões em projetos sociais.
• Rápida desalavancagem, dívida total/EBITDA ajustado cai de 2,0x, em
dezembro de 2006, para 1,1x no final de 2007.
INDICADORES FINANCEIROS SELECIONADOS – US$ milhões
Pro forma
4T06 3T07 4T07
Receita bruta 7.494 8.124 8.412
EBIT ajustado 2.087 3.430 2.683
Margem EBIT ajustado (%) 28,5 43,4 32,9
EBITDA ajustado 2.623 4.001 3.532
Lucro líquido 1.615 2.940 2.573
Lucro por ação (US$) - 0,61 0,53
Lucro por ação diluído (US$)3 - 0,60 0,52
ROE (%) - 32,3 35,5
Dívida total/LTM EBITDA ajustado (x) 2,0 1,2 1,1
Investimentos (ex-aquisições) 1.867 1.624 3.202
􀃀 PERSPECTIVAS DOS NEGÓCIOS
As perspectivas sobre o crescimento da economia global em 2008 se deterioraram
em conseqüência do impacto negativo da turbulência dos mercados financeiros
sobre a atividade econômica, especialmente nos EUA.
Os bancos têm estado sob pressão para acolher em seus balanços veículos de
investimento em derivativos de crédito por eles patrocinados e anteriormente
mantidos como entidades financeiramente independentes. Ao mesmo tempo, em
decorrência da contração da demanda dos investidores por créditos securitizados,
os bancos têm sido obrigados a desembolsar significativo volume adicional de
linhas de crédito compromissadas anteriormente não utilizadas por seus clientes.
Por último, as instituições financeiras vêm reportando consideráveis perdas,
refletindo o declínio dos preços de mercado das hipotecas e outros ativos de seus
portfólios.
Tal panorama resultou em aperto de liquidez no mercado interbancário e na
retração da oferta de crédito. Os bancos centrais de vários países, liderados pelo
Federal Reserve Bank, dos EUA, agiram rapidamente para restabelecer as
condições normais de funcionamento dos mercados interbancários, enquanto que
bancos comerciais e de investimento têm buscado aumentar capital para recuperar
sua capacidade de ofertar crédito.
Simultaneamente, o Fed vem atuando agressivamente na administração da política
monetária, realizando vários cortes na taxa de juros de curto prazo, reduzindo-a em
225 pontos base desde setembro de 2007, com o objetivo de minimizar a perda de
3 O lucro por ação diluído considera as ações mantidas em tesouraria e que lastreiam a emissão de notas
obrigatoriamente conversíveis em ADRs. A Companhia provisionou US$ 67 milhões para o pagamento de juros e
juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em ADRs em 2007.
4
US GAAP
4T07
dinamismo da economia americana e criar estímulos para a retomada de seu
crescimento daqui a alguns trimestres. Novos cortes são esperados.
Vários indicadores contemporâneos e antecedentes das condições do mercado de
trabalho e da produção industrial sugerem que o crescimento global está se
desacelerando, na medida em que as condições no mercado de crédito restringem a
expansão econômica nos EUA, Europa e Japão.
Entretanto, não se espera que tal desaceleração se transforme em recessão. Embora
a hipótese de descolamento seja inconsistente com o funcionamento de uma
economia globalizada, espera-se que o dinamismo das maiores economias
emergentes, como China e Índia, concorra para compensar parcialmente o efeito
negativo da contração do crescimento das economias desenvolvidas. Além disso, a
excelente saúde das empresas não financeiras do mundo desenvolvido, após cinco
anos de alta rentabilidade e expansão de produtividade, ajuda a enfrentar o choque
de demanda por seus produtos e serviços, viabilizando a realização de ajustes
modestos em sua força de trabalho e dispêndios de capital para adequação a um
cenário com maiores restrições na oferta de crédito.
Desse modo, estimamos que o crescimento da economia global, apesar de mais
lento do que no ano passado, se processe em 2008 em ritmo ligeiramente superior à
sua média histórica de expansão, com o alargamento do diferencial de taxas de
aumento do produto real entre as economias emergentes e as desenvolvidas.
A globalização atua através de vários canais para elevar a capacidade potencial de
crescimento da economia global. Esperamos que taxas de juros reais baixas e a
expansão em ritmo elevado da produtividade, em particular nas economias de
mercados emergentes, importantes ingredientes do crescimento econômico
sustentável, persistam. Portanto, cremos que essa combinação deva proporcionar a
manutenção da trajetória de expansão da economia global a taxas razoavelmente
elevadas durante os próximos cinco anos.
A confirmação desse cenário será bastante positiva para os mercados de minérios e
metais, na medida em que as economias que sofrem transformações estruturais e
que conseqüentemente são responsáveis pela forte expansão da demanda por esses
produtos devem continuar a crescer de forma acelerada e a aumentar seu peso no
PIB e na produção industrial global.
O estado atual dos mercados para os produtos de mineração é de considerável
aperto, o que tem sido refletido no comportamento diferenciado dos preços das
ações das companhias do setor.
A produção do aço continua a crescer bem acima da expansão da indústria de
transformação, o que é apoiado de forma bastante ampla por preços em alta em
todas as regiões do mundo e para seus diferentes tipos, planos e longos. Como
resultante disso, os preços das matérias primas para sua produção encontram-se sob
grande pressão.
Diante de uma combinação de forte demanda e choques de oferta (enchentes na
Austrália, falta de energia na África do Sul, nevascas na China e gargalos logísticos
na Austrália e Rússia), os preços do carvão metalúrgico no mercado spot
dispararam e encontram-se substancialmente acima do preço para embarques
cobertos por contratos, ultrapassando com folga o nível de US$ 300 por tonelada
métrica. Da mesma forma, os preços de ligas de manganês de médio e alto carbono
estão em patamares muito superiores ao de picos em ciclos anteriores.
O mercado de minério de ferro emite sinais claros de excesso de demanda, com os
preços no mercado spot em tendência de alta desde o quarto trimestre de 2006 e se
situando atualmente em torno de US$ 200 por tonelada métrica. Os preços no
mercado spot continuam a aumentar mesmo após fechamento do preço de
5
US GAAP
4T07
referência. Como decorrência do desequilíbrio entre demanda e oferta global o
preço de referência de 2008 para os contratos de minérios finos sofreu elevação de
65% relativamente ao vigente em 2007. O minério de ferro fino de Carajás terá
prêmio de 0,0619 por unidade de ferro para cada tonelada métrica seca sobre os
preços para 2008 dos minérios finos dos Sistemas Sul e Sudeste.
Os preços de metais básicos - níquel, cobre e alumínio – que costumam ser
bastante sensíveis às expectativas de mudanças macroeconômicas, têm respondido
muito bem às perspectivas de uma recessão na maior economia do mundo.
O preço do níquel tem se mantido numa zona de flutuação entre US$ 12-13 por
libra, refletindo a boa demanda para aplicações em revestimento (plating),
superligas - influenciada pelas indústrias aeroespacial e de petróleo e gás - e
baterias. Além disso, não obstante o aumento da produção do níquel pig iron,
produto de custo elevado e com várias limitações tecnológicas, a demanda da
indústria de aço inoxidável chinesa por níquel primário continua em expansão.
O preço do cobre voltou a superar o patamar dos US$ 8.000 por tonelada métrica, o
que é causado pela oferta insuficiente de concentrado, estoques baixos e problemas
de produção em smelters na China. O preço do alumínio subiu cerca de US$ 400
por tonelada métrica, ultrapassando o nível de US$ 2.800 influenciado pelas
expectativas de forte restrição da oferta de energia elétrica, o que tem sido
estimulado pelos problemas na África do Sul e China. Estes problemas, por seu
turno, também têm influência direta, juntamente com outros fatores do lado da
demanda, na significativa alta dos preços da platina e do carvão térmico, que vêm
batendo recordes históricos.
O preço do cobalto, em que a Vale se constitui em um dos maiores produtores
mundiais, atingiu também marcas recordes, evolução determinada pela forte
demanda por superligas nas indústrias aeroespacial e de baterias e por restrições do
lado da oferta. A tendência dos preços do potássio reflete em última instância
alguns dos fatores subjacentes ao choque de preços de alimentos que hoje provoca
altas temporárias dos índices de inflação: forte crescimento da demanda por parte
das economias emergentes e grandes investimentos em etanol e biocombustíveis
para a diversificação da matriz energética.
Paralelamente a uma demanda crescente e de expectativas de sua continuidade no
médio prazo, colocam-se várias restrições a uma resposta mais expressiva da oferta
de minérios e metais aos incentivos de preços. Entre elas, destaca-se a maior
escassez relativa de ativos de classe mundial em regiões de menores riscos
econômicos e políticos, energia elétrica, mão-de-obra especializada, equipamentos
e peças, como pneus para caminhões fora de estrada e trilhos de trem.
Diante desse cenário, a Vale encontra-se bem posicionada para prosseguir criando
valor em magnitude considerável para seus acionistas a partir do desenvolvimento
ao longo do período 2008-2012 de um atrativo portfólio de mais de 30 projetos em
diversos segmentos da indústria de mineração - minério de ferro, pelotas, níquel,
cobre, bauxita, alumina e carvão – numa base geográfica diversificada, Brasil,
Chile, Peru, Canadá, Austrália, China, Indonésia, Nova Caledônia, Moçambique e
Omã. Para apoiar a expansão de suas operações, a Companhia continuará a investir
na infra-estrutura de logística, fundamental, por exemplo, para dar suporte aos
projetos de minério de ferro, e energia elétrica.
6
US GAAP
4T07
􀃀 RECEITA RECORDE: US$ 33,1 BILHÕES
A receita operacional bruta em 2007 totalizou US$ 33,115 bilhões, 28,8% superior
à receita de 2006. No 4T07, a receita da Vale alcançou US$ 8,412 bilhões, com
crescimento de 12,2% em relação ao 4T06, quando obtivemos US$ 7,494 bilhões.
O aumento de preços dos produtos contribuiu com 80% da variação da receita,
correspondendo a US$ 5,911 bilhões, enquanto o maior volume de vendas gerou
US$ 1,490 bilhão.
Em 2007, as vendas de minerais ferrosos representaram 46,6% da receita bruta, os
minerais não ferrosos 39,3%, os produtos da cadeia do alumínio – bauxita, alumina
e alumínio primário - colaboraram com 8,2% e os serviços de logística com 4,6%.
Individualmente, os produtos mais importantes em termos de geração de receita
foram: minério de ferro (US$ 11,907 bilhões), níquel (US$ 10,043 bilhões), pelotas
(US$ 2,264 bilhões), cobre (US$ 1,985 bilhão), alumínio (US$ 1,571 bilhão),
transporte ferroviário de carga geral para clientes (US$ 1,220 bilhão) e alumina
(US$ 1,102 bilhão).
Em termos de distribuição geográfica do destino das vendas, 40,3% da receita bruta
foi proveniente de vendas para a Ásia, 33,5% das Américas, 22,1% da Europa e
4,0% de outras regiões do mundo. A China permaneceu como o principal destino
de nossas vendas, aumentando sua participação na receita para 17,7% do total,
seguida do Brasil com 16,0%, Japão com 11,6%, Estados Unidos com 9,0%,
Alemanha com 5,6% e Canadá com 5,3%.
A distribuição geográfica das receitas da Vale de acordo com origem da geração
foi: Brasil 61,7%, América do Norte 27,7%, Australásia 8,7% e Europa 1,9%.
7
US GAAP
4T07
RECEITA BRUTA POR PRODUTO - US$ milhões
4T06 3T07 4T07
Pro forma
2006 % 2007 %
Minerais ferrosos 3.353 4.106 4.387 12.569 48,9 15.434 46,6
Minério de ferro 2.647 3.211 3.349 10.027 39,0 11.907 36,0
Serviços de operação de
usinas de pelotização 18 23 31 72 0,3 91 0,3
Pelotas 526 693 695 1.907 7,4 2.648 8,0
Manganês 15 13 36 55 0,2 77 0,2
Ferro ligas 132 151 243 463 1,8 639 1,9
Outros 15 15 33 45 0,2 72 0,2
Minerais não-ferrosos 3.080 2.821 2.826 9.164 35,6 13.006 39,3
Níquel 2.360 1.970 2.018 6.576 25,6 10.043 30,3
Cobre 483 581 537 1.823 7,1 1.986 6,0
Caulim 70 59 74 218 0,8 237 0,7
Potássio 43 49 58 143 0,6 178 0,5
PGMs 87 103 81 270 1,1 342 1,0
Metais preciosos 18 24 20 70 0,3 85 0,3
Cobalto 19 35 39 63 0,2 135 0,4
Cadeia do alumínio 674 677 672 2.381 9,3 2.722 8,2
Alumínio primário 328 382 350 1.244 4,8 1.571 4,7
Alumina 338 284 309 1.108 4,3 1.102 3,3
Bauxita 8 11 13 29 0,1 49 0,1
Carvão4 - 71 47 - - 160 0,5
Serviços de logística 342 391 389 1.376 5,4 1.526 4,6
Ferrovias 247 324 321 1.011 3,9 1.220 3,7
Portos 63 58 58 237 0,9 237 0,7
Navegação marítima 32 9 10 128 0,5 69 0,2
Outros 45 58 91 224 0,9 267 0,8
Total 7.494 8.124 8.412 25.714 100,0 33.115 100,0
RECEITA BRUTA POR DESTINO - US$ milhões
4T06 3T07 4T07
Pro forma
2006 % 2007 %
Américas 2.436 2.734 2.908 8.628 33,6 11.103 33,5
Brasil 1.149 1.348 1.452 4.238 16,5 5.288 16,0
EUA 558 691 673 1.887 7,3 2.966 9,0
Canadá 533 426 502 1.656 6,4 1.761 5,3
Outros 196 269 281 847 3,3 1.088 3,3
Ásia 3.058 3.082 3.068 10.071 39,2 13.346 40,3
China 1.275 1.488 1.542 4.305 16,7 5.865 17,7
Japão 932 979 851 2.952 11,5 3.827 11,6
Coréia do Sul 252 196 402 919 3,6 1.473 4,4
Taiwan 522 273 99 1.552 6,0 1.665 5,0
Outros 77 146 174 343 1,3 516 1,6
Europa 1.694 1.975 1.931 5.940 23,1 7.325 22,1
Alemanha 405 516 495 1.521 5,9 1.856 5,6
Bélgica 126 179 155 572 2,2 683 2,1
França 163 146 199 579 2,3 722 2,2
Reino Unido 197 275 235 735 2,9 1.066 3,2
Itália 98 166 206 436 1,7 632 1,9
Outros 705 692 641 2.097 8,1 2.365 7,1
Resto do mundo 306 332 505 1.075 4,2 1.340 4,0
Total 7.494 8.124 8.412 25.714 100,0 33.115 100,0
4 A receita contábil do carvão no 4T07 inclui o efeito do ajuste referente a nova forma de consolidação da Vale
Austrália. Vide seção sobre carvão para obtenção dos dados pro forma e maiores informações a respeito da nova
forma de consolidação.
8
US GAAP
4T07
􀃀 CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
O custo de produtos vendidos (CPV) somou US$ 16,463 bilhões em 2007, com
elevação de 22,7% frente a 2006. No 4T07 o CPV foi de US$ 4,504 bilhões, em
linha com o do 4T06, de US$ 4,480 bilhões.
Os principais fatores que contribuíram para a variação de US$ 3,049 bilhões do
CPV foram os efeitos de variações cambiais (28,4%) e expansão do volume de
vendas (17,5%). A ampliação da base de ativos determinou aumento da
depreciação em US$ 432 milhões, representando 14,2% da elevação do CPV.
A composição do CPV em 2007 por exposição às diferentes moedas foi a seguinte:
56,6% em reais, 23,3% em dólares canadenses, 16,5% em dólares americanos,
1,8% em rúpias indonésias e 1,8% em outras moedas.
O principal item do CPV, aquisição de produtos, totalizou US$ 2,872 bilhões –
18,6% do CPV- sendo 10,8% superior ao montante de 2006, em função do
aumento de US$ 225 milhões nas compras de pelotas e de US$ 121 milhões de
produtos de níquel.
Com o crescimento de nossa produção, a quantidade de minério de ferro comprada
decresceu, de 10,189 milhões de toneladas métricas em 2006 para 8,320 milhões.
Tendo em vista o considerável aumento da demanda por pelotas, ampliamos nossas
compras das joint ventures de Tubarão (Nibrasco, Itabrasco, Kobrasco e
Hispanobras), de 8,971 milhões de toneladas métricas em 2006 para 11,689
milhões.
Em 2007, ao lado da compra de concentrados de níquel para processamento sob
contratos de tolling, foram adquiridas 12,1 mil toneladas métricas de produtos
intermediários de níquel e 8,8 mil toneladas métricas de níquel refinado para repor
nossos estoques. Apesar da diminuição do volume de compras de produtos
intermediários do níquel refinado, a alta de seus preços médios levou o custo a se
elevar, de US$ 1,401 bilhão para US$ 1,522 bilhão em 2007.
O custo com serviços contratados, equivalente a 17,1% do CPV, somou US$ 2,628
bilhões em 2007, frente a US$ 2,368 bilhões no 2006. O incremento desse custo é
explicado, principalmente, pela valorização cambial das moedas nas quais
contratamos os serviços frente ao dólar americano (US$ 214 milhões) e pelo maior
volume de vendas (US$ 97 milhões).
O comportamento dos preços dos serviços contribuiu para a redução do custo em
US$ 24 milhões. A elevação de US$ 296 milhões de despesas com transporte de
nossos produtos e de US$ 85 milhões em manutenção foi parcialmente neutralizada
pelo corte de US$ 274 milhões nos custos com remoção de estéril e minério.
As despesas com materiais – 15,0% do CPV - foram de US$ 2,313 bilhões, com
acréscimo de US$ 446 milhões frente a 2006, dos quais US$ 169 milhões devem-se
ao aumento de preços de insumos adquiridos, US$ 166 milhões à variação cambial
e US$ 84 milhões ao crescimento do volume de vendas. Os principais itens que
influenciaram a elevação dos gastos com materiais foram componentes de
equipamentos ferroviários e de equipamentos de mineração que adicionaram, US$
164 milhões e US$ 75 milhões, respectivamente.
O custo com consumo de energia foi de US$ 2,284 bilhões (14,8% do CPV),
composto por US$ 878 milhões em energia elétrica e US$ 1,406 bilhão em
combustíveis e gases.
9
US GAAP
4T07
Os dispêndios com energia elétrica tiveram aumento de US$ 254 milhões, sendo
que a elevação de tarifas teve impacto de US$ 129 milhões, o efeito da variação
cambial US$ 68 milhões e o crescimento do consumo US$ 57 milhões.
Em 2007, nosso consumo de energia elétrica atingiu 23.284 GWh, dos quais 37%
foram absorvidos pela produção de alumínio e 7% pelas operações de ferro ligas. A
geração própria de energia elétrica totalizou 5.714 GWh, atendendo a 24,5% do
consumo total.
Nas operações mais intensivas em energia, como ferro ligas e alumínio, houve
aumento de preço médio de energia elétrica de 8% e ganho de produtividade,
medido pelo consumo específico de energia elétrica (MWh/tonelada), de 2%.
A Vale tem investido na construção de diversas usinas de geração de energia
elétrica para atender ao seu próprio consumo, com o objetivo de mitigar riscos de
volatilidade de preços e suprimento, além de reduzir custos.
No Brasil, participamos de consórcios que detém concessões e operam oito usinas
hidrelétricas (Igarapava, Porto Estrela, Candonga, Funil, Aimorés, Capim Branco I,
Capim Branco II e Machadinho). Na Indonésia, temos duas usinas hidrelétricas que
suportam as operações de níquel, Larona e Balambano, no Rio Larona, em
Sulawesi. Além dessas plantas, a Companhia possui pequenas hidrelétricas no
Brasil e Canadá e plantas de geração de energia nos sites operacionais.
Atualmente, estamos investindo na ampliação de geração de energia para autoconsumo
nos próximos anos através dos seguintes projetos: (1) participação de
30% do consórcio que está construindo a usina hidroelétrica de Estreito, localizado
no estado de Tocantins e com capacidade de 1.087 MW, (2) construção de uma
terceira hidrelétrica no rio Larona, Indonésia, Karebbe, que adicionará 90 MW aos
275 MW gerados em nossas operações, e (3) da usina termelétrica de Barcarena,
movida à carvão, com 600 MW, em Barcarena, no estado do Pará.
O aumento dos gastos com combustíveis e gases, de US$ 214 milhões, foi
determinado pela depreciação do dólar americano, (US$ 94 milhões), alta de
preços (US$ 65 milhões), e expansão do consumo (US$ 55 milhões).
O custo de depreciação e amortização – 13,3% do CPV – alcançou US$ 2,049
bilhões, US$ 636 milhões acima do registrado em 2006, influenciado pelo
crescimento da base de ativos (US$ 432 milhões) e desvalorização do dólar
americano (US$ 204 milhões).
As despesas com pessoal importaram em US$ 1,873 bilhão, representando 12,2%
do CPV. Houve elevação de US$ 365 milhões relativamente a 2006, refletindo o
aumento do quadro de pessoal requerido pela expansão das operações e pela
primarização de alguns serviços, como, por exemplo, a remoção de estéril nas
minas de minério de ferro.
Em novembro de 2007, foi assinado acordo com vigência de dois anos com os
empregados no Brasil, onde se localiza 75% de nossa força de trabalho. Foi
concedido aumento salarial de 7% a partir desse mês e foi acordada a concessão de
aumento adicional de 7% em novembro de 2008.
O item outros custos operacionais somou US$ 1,382 bilhão em 2007. O incremento
de US$ 478 milhões em relação a 2006 deve-se a maiores pagamentos de royalties
(US$ 185 milhões), reclassificação de gastos – de outros itens do CPV para outros
custos operacionais - determinada pela estruturação do centro de serviços
compartilhados (US$ 100 milhões), despesas com pagamento de participação de
resultados (US$ 90 milhões) e demurrage (US$ 88 milhões).
10
US GAAP
4T07
Foram também contabilizados nesta rubrica, custos de US$ 117 milhões
decorrentes da incorporação da Taiwan Nickel Refining Company (TNRC), que
opera uma refinaria de níquel localizada em Taiwan, e na qual a Vale possui 49,9%
do capital votante. A Vale é a fornecedora exclusiva de produtos intermediários de
níquel da TNRC. A consolidação da TNRC em nossas demonstrações contábeis em
US GAAP a partir do 4T07 está em conformidade com a interpretação 46,
“Consolidation of Variable Interest Entities, na Interpretation of ARB No. 51”
(FIN 46), emitida em janeiro de 2003 pelo Financial Accounting Standards Board
(FASB) dos EUA e revisada dezembro de 2003 (FIN 46-R).
No último trimestre de 2007, os custos de demurrage – multas pagas pelo atraso de
carregamento de navios nos terminais marítimos da Companhia – atingiram US$
0,76 por tonelada métrica de minério de ferro embarcada, contra custo médio de
US$ 0,25 no mesmo período do ano anterior, refletindo o forte ritmo da demanda
por minério de ferro e alguns problemas em nossa infra-estrutura de logística. No
ano, o custo médio com demurrage foi de US$ 0,61 por tonelada métrica
embarcada contra US$ 0,26 em 2006.
O ajuste extraordinário de estoques resultante da consolidação da Vale Inco
totalizou US$ 1,062 bilhão em 2007, contra US$ 946 milhões em 2006.
Em 2007, as despesas com vendas gerais e administrativas (SG&A) somaram US$
1,245 bilhão, envolvendo acréscimo de US$ 304 milhões em relação a 2006.
Houve aumento de US$ 74 milhões nos gastos com publicidade e propaganda,
causado principalmente pelo lançamento da nova marca, US$ 53 milhões nas
despesas com serviços relacionados à integração da infra-estrutura de tecnologia da
informação e de US$ 48 milhões em despesas de vendas.
As despesas com pesquisa e desenvolvimento (P&D)5 alcançaram US$ 733
milhões em 2007, com elevação de 40,2% frente a 2006, face ao crescimento do
investimento em exploração mineral e aumento dos gastos com estudos de
viabilidade.
COMPOSIÇÃO DO CPV - US$ milhões
Pro forma
4T06 3T07 4T07
Pro forma
2006 % 2007 %
Serviços contratados 645 664 842 2.368 19,0 2.628 17,1
Material 572 596 621 1.867 15,0 2.313 15,0
Energia 503 575 650 1.817 14,6 2.284 14,8
Óleo combustível e gases 312 364 415 1.107 8,9 1.406 9,1
Energia elétrica 191 211 235 710 5,7 878 5,7
Aquisição de produtos 762 689 583 2.591 20,8 2.872 18,6
Minério de ferro e pelotas 188 258 227 758 6,1 976 6,3
Produtos de alumínio 60 70 65 326 2,6 288 1,9
Produtos de níquel 482 344 245 1.401 11,2 1.522 9,9
Outros produtos 32 17 46 106 0,9 86 0,6
Pessoal 407 451 541 1.508 12,1 1.873 12,2
Depreciação e exaustão 443 476 697 1.413 11,3 2.049 13,3
Outros 202 334 570 904 7,3 1.382 9,0
Total antes do ajuste de estoque 3.534 3.785 4.504 12.468 100,0 15.401 100,0
Ajuste de estoques FAS 141/142 946 - - 946 1.062
Total 4.480 3.785 4.504 13.414 16.463
5 O valor das despesas com pesquisa e desenvolvimento é contábil. Apresentamos na seção Investimentos o valor
de US$ 741 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, computado de acordo com o efetivo
desembolso financeiro no ano.
11
US GAAP
4T07
􀃀 NOVO RECORDE DE LUCRO OPERACIONAL
Apesar de um ambiente pouco favorável, onde permanecem pressões de custos
derivadas da depreciação do dólar americano frente ao real e ao dólar canadense –
17,2% e 14,4% respectivamente em 2007 - e da alta de preços de equipamentos,
peças de reposição e de vários insumos importantes, o lucro operacional, medido
pelo EBIT ajustado, alcançou o valor recorde de US$ 13,194 bilhões em 2007.
Houve aumento de 40,9% em relação ao ano anterior, quando alcançou US$ 9,361
bilhões.
No 4T07, o EBIT ajustado foi de US$ 2,683 bilhões, 28,6% superior ao do 4T06,
de US$ 2,087 bilhões.
O incremento de US$ 3,833 bilhões do EBIT ajustado em relação ao de 2006 é
explicado pela elevação de US$ 7,240 bilhões na receita líquida, compensada pelos
aumentos de US$ 3,049 bilhões no CPV, de US$ 304 milhões com SG&A e de
US$ 210 milhões dos gastos com P&D.
A margem EBIT ajustado foi de 40,9%, superando o ano anterior em 350 pontos
base.
A elevação dos preços médios realizados foi determinante para a ampliação da
margem.
􀃀 UM LUCRO RECORDE – US$ 11,8 BILHÕES
O lucro líquido de 2007, de US$ 11,825 bilhões, equivalente a lucro por ação
diluído de US$ 2,42, constitui-se em recorde. É o quinto ano consecutivo de
crescimento, tendo aumentado em 62,9% relativamente ao valor registrado em
2006, de US$ 7,260 bilhões.
No 4T07, o lucro líquido foi de US$ 2,573 bilhões, equivalente a lucro por ação
diluído de US$ 0,52, contra US$ 1,615 bilhão no 4T06.
Dentre os fatores que tiveram impacto direto no aumento de US$ 4,565 bilhões do
lucro destacam-se: (a) incremento de US$ 3,833 bilhões do lucro operacional, e (b)
variação positiva de US$ 2,516 bilhões no resultado financeiro líquido. Em
contrapartida, o imposto de renda evoluiu de US$ 1,861 bilhão em 2006 para US$
3,201 bilhões em 2007, com impacto negativo de US$ 1,340 bilhão sobre a
variação do lucro líquido.
Os ganhos na venda de ativos totalizaram US$ 777 milhões em 2007, ante US$ 674
milhões em 2006. A vendas de participação acionária na Usiminas proporcionou
ganho de US$ 459 milhões, Log-In Logística, US$ 238 milhões, e Lion Ore, US$
80 milhões.
O resultado financeiro líquido foi positivo em US$ 1,262 bilhão, contra resultado
negativo de US$ 1,254 bilhão em 2006. Esta variação deve-se em grande parte ao
aumento de US$ 2,030 bilhões nos ganhos de variações monetárias e de US$ 1,067
bilhão originado pelas operações com derivativos.
O resultado contábil produzido pelas variações monetárias foi igual a US$ 2,559
bilhões em 2007, ante US$ 446 milhões em 2006. Este aumento significativo é
explicado pelo efeito da valorização de 20,7% do real contra o dólar americano
sobre o passivo líquido em moeda americana. O endividamento em dólares
americanos é convertido para reais utilizando a taxa de câmbio BRL/USD do início
do período contábil, 31 de dezembro de 2006, e é posteriormente revertido para
12
US GAAP
4T07
dólares americanos com o emprego da taxa de câmbio BRL/USD do final do
período contábil, 31 de dezembro de 2007.
As operações com derivativos produziram ganho de US$ 925 milhões em 2007
contra uma perda de US$ 142 milhões em 2006, representando um swing de US$
1,067 bilhão.
O swap da taxa de juros em reais atrelada ao CDI para juros fixos em dólares
americanos para as debêntures não conversíveis emitidas no Brasil em dezembro
de 2006 gerou efeito positivo de US$ 791 milhões em 2007, em decorrência da
apreciação do real frente à moeda americana.
De modo a minimizar o efeito da apreciação do real nos custos da Companhia,
realizamos contratos de swap cambial envolvendo montante equivalente aos nossos
gastos com pessoal, obtendo ganho de US$ 127 milhões em 2007.
A Vale faz uso de derivativos vinculados aos preços de alumínio, cobre, ouro,
platina e gás natural para a gestão da volatilidade do fluxo de caixa.
O Conselho de Administração aprovou operações de hedge para uma fração de
nossa produção de alumínio e cobre para 2007 e 2008, com o objetivo de mitigar o
risco de fluxo de caixa relacionado à mudança da nossa estrutura de capital e
aumento de endividamento após a aquisição da Inco.
As operações de hedge de cobre implicaram em perda de US$ 129 milhões em
2007, contra ganho de US$ 67 milhões em 2006, enquanto que o hedge de
alumínio produziram ganho de US$ 146 milhões em 2007 versus perda de US$ 209
milhões em 2006.
Podemos eventualmente comprar contratos futuros de níquel para neutralizar
efeitos de contratos de vendas para clientes realizadas a preço fixo, de forma a
manter nossa exposição ao risco de flutuação dos preços desses metais.
A marcação a mercado das debêntures participativas gerou efeito negativo de US$
387 milhões no resultado financeiro de 2007.
As despesas com juros brutos totalizaram US$ 1,348 bilhão, 3,9% superior ao valor
realizado em 2006, de U$ 1,297 bilhão.
A equivalência patrimonial contribuiu com US$ 595 milhões, com diminuição de
US$ 115 milhões em relação ao ano anterior, o que foi influenciado por vendas de
participações acionárias.
Os investimentos em empresas produtoras de minerais ferrosos foram responsáveis
por 50,6% desse resultado, logística 21,0%, alumínio 14,1%, carvão 7,7%,
siderurgia 5,0% e níquel 1,5%. Em termos individuais, as maiores contribuições
vieram da Samarco (US$ 242 milhões), MRS Logística (US$ 117 milhões), MRN
(US$ 84 milhões) e Usiminas (US$ 31 milhões).
􀃀 GERAÇÃO DE CAIXA RECORDE: US$ 15,8 BILHÕES
Em 2007, a geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado, atingiu US$ 15,774
bilhões, um novo recorde, superior em 37,8% aos US$ 11,451 bilhões de 2006. No
4T07, o EBITDA ajustado foi de US$ 3,532 bilhões.
Os principais fatores que explicam o aumento de US$ 4,323 bilhões no EBITDA
ajustado em 2007 foram o crescimento de US$ 3,833 bilhões no EBIT ajustado e
de US$ 612 milhões na depreciação.
13
US GAAP
4T07
Os dividendos recebidos de empresas não consolidadas – coligadas e joint ventures
– somaram US$ 394 milhões, ante US$ 516 milhões em 2006. A Samarco
distribuiu US$ 150 milhões, MRN, US$ 64 milhões, MRS, US$ 51 milhões, joint
ventures de pelotização de Tubarão, US$ 45 milhões, Henan Longyu, US$ 42
milhões, Usiminas, US$ 31 milhões e CSI, US$ 11 milhões.
A distribuição da geração de caixa por área de negócio foi: minerais ferrosos
49,3%, minerais não ferrosos 45,1%, alumínio 6,0% e logística 3,9%, descontandose
os gastos com P&D , que representaram 4,3% do EBITDA.
EBITDA AJUSTADO TRIMESTRAL - US$ milhões
Pro forma
4T06 3T07 4T07
Pro forma
2006 2007
Receita operacional líquida 7.313 7.898 8.163 25.002 32.242
CPV (4.480) (3.785) (4.504) (13.414) (16.463)
Despesas com vendas, gerais e administrativas (269) (287) (424) (941) (1.245)
Pesquisa e desenvolvimento (175) (206) (262) (523) (733)
Outras despesas operacionais (302) (190) (290) (763) (607)
EBIT ajustado 2.087 3.430 2.683 9.361 13.194
Depreciação, amortização e exaustão 472 532 737 1.574 2.186
Dividendos recebidos 64 39 112 516 394
EBITDA ajustado 2.623 4.001 3.532 11.451 15.774
􀃀 UM BALANÇO SAUDÁVEL COM ENDIVIDAMENTO DE
BAIXO RISCO
Os indicadores de endividamento revelam sensível melhoria, evidenciando um
perfil de baixo risco.
A dívida total da Companhia em 31 de dezembro de 2007 era de US$ 19,030
bilhões, tendo se reduzido em US$ 3,551 bilhões relativamente à posição de 31 de
dezembro de 2006, US$ 22,581 bilhões. A dívida líquida(c) no final de 2007 era de
US$ 17,984 bilhões, contra US$ 18,133 bilhões em 2006.
O custo médio da dívida (antes do imposto de renda) foi de 6,14% em dezembro de
2007, diminuindo em 23 pontos base em relação ao nível registrado no final do ano
anterior.
A relação dívida total/EBITDA(d) passou de 2,0x em 31 de dezembro de 2006 para
1,1x em 31 de dezembro de 2007, evidenciando rápida desalavancagem após o
aumento determinado pelo financiamento da aquisição da Inco Ltd. no último
trimestre de 2006. A relação dívida total/enterprise value(e) (dívida líquida mais
valor da capitalização de mercado) também revelou forte queda, tendo evoluído de
25,7% no final de 2006 para 11,2% em 31 de dezembro de 2007.
A cobertura de juros, medida pela relação EBITDA ajustado/juros pagos(f) foi
ampliada de 8,83x6 no final de 2006 para 11,79x no final de 2007, influenciada
pelo incremento na geração de caixa resultante dos maiores volumes e preços
médios de vendas.
O prazo médio da dívida em 31 de dezembro de 2007 era de 10,7 anos contra 8,36
anos no ano anterior, continuando a demonstrar alongamento, o que implica na
mitigação dos riscos de financiamento. O endividamento atrelado a taxas de juros
flutuantes representa 46% da dívida bruta, com os outros 54% contratados a taxas
de juros fixas. Na mesma data, 89% da dívida bruta era denominada em dólares
americanos, enquanto que os 11% restantes em outras moedas.
6 Considerando em 2006 EBITDA ajustado pro forma de US$ 11,451 bilhões e juros pagos pro forma de US$
1,297 bilhão.
14
US GAAP
4T07
INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO - US$ milhões
2006 2007
Dívida bruta 22.581 19.030
Dívida líquida 18.133 17.984
Dívida bruta / EBITDA ajustado(x) 2.0 1.1
EBITDA ajustado/ pagamento de juros (x) 8,83 11,79
Dívida bruta / EV (%) 25,68 11,21
Enterprise Value = capitalização de mercado + dívida líquida
􀃀 INVESTIMENTOS: O MAIOR CAPEX DA INDÚSTRIA DE
MINERAÇÃO
Em 2007, o investimento da Companhia, excluindo aquisições, totalizou US$ 7,625
bilhões, valor 58% superior ao investido em 2006, de US$ 4,824 bilhões. O valor
da capex da Vale se constituiu em recorde histórico e no mais elevado da indústria
global de mineração em 2007.
Foram investidos US$ 5,423 bilhões em crescimento orgânico – US$ 4,682 bilhões
no desenvolvimento de projetos e US$ 741 milhões em P&D – e US$ 2,202
bilhões na sustentação das operações existentes.
Foram concluídos dois importantes projetos em 2007: (a) mina de bauxita de
Paragominas, com capacidade inicial de produção de 5,4 milhões de toneladas
métricas por ano; (b) usina hidrelétrica de Capim Branco II no estado de Minas
Gerais, com 210 MW. Além disso, Carajás está operando ao ritmo de produção de
100 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro.
No 4T07, intensificamos o dispêndio com investimentos, chegando a US$ 3,202
bilhões, o mais elevado do ano. Nesse trimestre, os investimentos em crescimento
orgânico totalizaram US$ 2,332 bilhões – US$ 1,924 bilhão no desenvolvimento de
projetos e US$ 408 milhões em P&D – e US$ 870 milhões na sustentação das
atividades correntes.
INVESTIMENTO REALIZADO - US$ milhões
Por categoria 4T07 2007
Crescimento orgânico 2.332 72,8% 5.423 71,1%
Projetos 1.924 60,1% 4.682 61,4%
P&D 408 12,7% 741 9,7%
Sustentação das operações existentes 870 27,2% 2.202 28,9%
Total 3.202 100,0% 7.625 100,0%
Os dispêndios com aquisições somaram US$ 3,379 bilhões. Foi realizado em 2007
pagamento da última parcela da compra da Inco Ltd. no valor de US$ 2,059
bilhões, a aquisição da totalidade das ações da AMCI Holdings Austrália por US$
656 milhões e a compra de ações de propriedade de acionistas minoritários da
MBR por US$ 232 milhões.
A Vale venceu leilão para a obtenção de licença para operação por 30 anos de 720
quilômetros da ferrovia Norte-Sul (FNS), compreendendo a linha que liga Palmas,
no estado de Tocantins, a Açailândia, no estado do Maranhão, onde ela se conecta
com a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Em dezembro de 2007 foram pagos US$
412 milhões correspondentes a 50% do valor da licença. Restam duas parcelas da
licença a serem pagas: 25% em dezembro de 2008 e 25% em 2009 após a entrega
do último trecho em construção.
15
US GAAP
4T07
A FNS percorre uma região com grande potencial para o crescimento da produção
de grãos e, conseqüentemente, para a expansão de nossos negócios de logística de
carga geral.
Por outro lado, os desinvestimentos originaram receita de US$ 1,041 bilhão, com
vendas de participações acionárias na Usiminas (US$ 727 milhões), Log-In
Logística (US$ 203 milhões) e Lion Ore (US$ 105 milhões) além de US$ 6
milhões com a venda de operações de ligas de cálcio silício.
A Thyssenkrupp CSA (CSA), usina siderúrgica em construção com capacidade de
produzir 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço, teve o valor do
investimento total elevado, o que requer elevação de nossa contribuição para US$
420 milhões. Em 2007, aportamos US$ 266 milhões, antecipando o investimento
programado para 2008. A Vale será a fornecedora exclusiva de minério de ferro e
pelotas da CSA.
Os projetos de geração de energia consumiram US$ 139 milhões com o
desenvolvimento das usinas hidrelétricas Capim Branco II (US$ 22 milhões),
Estreito (US$ 38 milhões) e Karebbe (US$ 13 milhões) e da termelétrica de
Barcarena (US$ 66 milhões).
A Vale investiu US$ 741 milhões em P&D, sendo que US$ 432 milhões foram
dedicados à exploração mineral. O segmento de minerais não ferrosos, excluindo o
cobre, representou 38% do total investido em pesquisa e desenvolvimento,
minerais ferrosos 19%, cobre 15%, carvão 8% e bauxita 6%.
Despendemos US$ 45 milhões com a construção da usina hidrometalúrgica de
Carajás (UHC), planta que deverá entrar em operação neste ano, com capacidade
de produção de 10.000 toneladas métricas anuais de cobre. Essa planta destina-se
ao teste em escala industrial de tecnologia para processamento de minérios de
cobre com maiores teores de impurezas.
A tecnologia já foi testada com sucesso em planta piloto, com elevado percentual
de recuperação do cobre e ouro contido. Caso se prove economicamente viável, a
Vale poderá optar pela construção de planta de maior porte para processamento de
minérios de cobre do Salobo e Alemão.
A montagem está sendo finalizada e o comissionamento terá início em março de
2008.
INVESTIMENTO REALIZADO - US$ milhões
Por área de negócio 4T07 2007
Minerais ferrosos 613 19,2% 1.748 22,9%
Minerais não ferrosos 1.303 40,7% 3.129 41,0%
Logística 397 12,4% 977 12,8%
Alumínio 271 8,4% 859 11,3%
Carvão 120 3,7% 169 2,2%
Energia 127 4,0% 165 2,2%
Aço 209 6,5% 279 3,7%
Outros 163 5,1% 298 3,9%
Total 3.202 100,0% 7.625 100,0%
Devido à diversificação geográfica das operações e projetos da Vale no mundo,
foram realizados investimentos em mais de dez países. No Brasil foram investidos
US$ 5,225 bilhões, representando 68,5% do total, na Nova Caledônia US$ 1,143
bilhão (15,0%), Canadá US$ 785 milhões (10,3%), Austrália US$ 154 milhões e
Indonésia US$ 117 milhões. Realizamos ainda investimentos em Moçambique,
China, Chile, Peru, Reino Unido no valor total de US$ 201 milhões.
16
US GAAP
4T07
Para maiores detalhes sobre os investimentos previstos para 2008, acessar press
release do dia 11 de outubro de 2007, no nosso website,
www.vale.com/investidores.
A descrição dos principais projetos
Área Projeto
Executado
2007
US$ milhões
Status
Carajás 130 Mtpa 74 Este projeto adicionará 30 Mtpa7 à capacidade atual. Compreende
investimentos na instalação de uma nova usina, composta de
britagem primária e unidades de beneficiamento e classificação, e
significativos investimentos em logística (viradores de vagões,
pátios e terminais). Previsão de conclusão para o segundo
semestre de 2009. Está em andamento a aquisição de
equipamentos e detalhamento da engenharia. Aguardando
obtenção de licença ambiental para o início das obras.
Fazendão 104 Projeto para produção de 15,8 Mtpa de ROM (minério ferro sem
beneficiamento) no Sistema Sudeste. A mina de Fazendão será
dedicada a abastecer a terceira planta de pelotização da Samarco.
As obras começaram no 2S06 e o início da operação está previsto
para o 1T08.
Itabiritos 542 Construção de planta de pelotização em Minas Gerais, com
capacidade nominal de produção de 7 Mtpa. O início de operação
está previsto para o 2S08.
Corredor Norte 267 A expansão do corredor Norte ampliará a capacidade de transporte
de minério de ferro da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a
capacidade de embarque do terminal marítimo de Ponta da
Madeira. Foram entregues 46 pátios em 2007, sendo 21 deles já
prontos para composições de 312 vagões em 2007.
Minerais
Ferrosos
Corredor
Sudeste/Sul
54 Projeto de expansão de capacidade da Estrada de Ferro Vitória a
Minas (EFVM) e do porto de Tubarão. Previsão de conclusão em
março de 2009. A pré-montagem do quinto virador de vagões
deverá ser finalizada em março de 2008.
Salobo I 54 O projeto terá capacidade de produção de 100.000 tpa de cobre
contido em concentrado. A previsão de conclusão é o 2S10.
Vermelho 62 A capacidade de produção estimada é de 46.000 tpa de níquel
metálico e 2.800 tpa de cobalto. A conclusão está programada
para o 1T12.
Onça Puma 537 Projeto com capacidade nominal de 58.000 tpa de níquel contido
em ferro-níquel, seu produto final. O início das operações está
previsto para 1T09.
Goro 1.125 O projeto na Nova Caledônia, no sul do Pacífico, com capacidade
nominal de 60.000 tpa de níquel refinado e de 4.600 tpa de
cobalto. Previsão de conclusão para final de 2008.
Voisey's Bay 30 Projeto para construção de refinaria em Voisey’s Bay, localizado
na província de Newfoundland and Labrador, no Canadá, para
produzir 50.000 tpa de níquel refinado. O início de operação é
previsto para o final de 2011. O projeto está sujeito à aprovação
do Conselho de Administração.
Minerais Não
Ferrosos
Totten 33 Totten é uma nova mina de níquel em Sudbury, no Canadá, para
produzir 11.200 tpa de cobre, 8.200 tpa de níquel e 82.000 onças
de metais preciosos. A conclusão é prevista para o 2T11.
7 Mtpa: milhões de toneladas métricas por ano
17
US GAAP
4T07
Alunorte 6 e 7 491 O projeto para construção dos módulos 6 e 7 elevará a capacidade
de produção da refinaria para 6,26 Mtpa de alumina. Já foram
concluída terraplanagem, obras civis e aquisição dos principais
equipamentos. Projeto encontra-se em fase final de montagem
Alumínio eletromecânica. A conclusão está programada para 3T08.
Paragominas II 107 A segunda fase de Paragominas adicionará 4,5 Mtpa à capacidade
de 5,4 Mtpa de Paragominas I. A conclusão está prevista para o
2T08.
Carvão
Carborough Downs 5 Desenvolvimento da mina de carvão de Carborough Downs,
localizada em Queesland, na Austrália. Atualmente a mina está em
processo de ramp up, produzindo marginalmente até atingir a
capacidade de 4,8 Mtpa em 2011, após a instalação de um
longwall.
Barcarena 66 Projeto para construção de uma usina termelétrica com capacidade
instalada de 600 MW no estado do Pará. A previsão de conclusão
é final de 2010. Foi assinado em setembro de 2007 o contrato de
fornecimento de equipamentos para a usina.
Estreito 38 A usina hidrelétrica do Estreito, no rio Tocantins, entre os estados
do Maranhão e Tocantins, já obteve licença de implantação e
encontra-se em construção. A Vale possui participação de 30% no
consórcio que construirá e operará a usina que terá capacidade
instalada de 1.087 MW. A conclusão está prevista para setembro
de 2010.
Energia
Karebbe 13 Usina hidrelétrica de Karebbe na Indonésia, tem como objetivo o
suprimento de energia para as operações da PT Inco, viabilizando
produção de 90 mil tpa de níquel em matte. A previsão de início
de operação é 2010. Projeto obteve a licença de implantação em
outubro de 2007.
CSA 266 Joint venture firmada entre a ThyssenKrupp e a Vale que
implantará uma planta de placas de aço no estado do Rio de
Janeiro, com capacidade nominal de produção de 5 Mtpa e início
Participações das operações previsto para o primeiro semestre de 2009.
Siderúrgicas CSV 2 Joint venture entre a Vale e a Baosteel para a construção de uma
usina integrada de produção de placas de aço, com capacidade
inicial de 5 Mtpa em Anchieta, ES. O projeto ainda está sujeito à
aprovação do Conselho de Administração.
􀃀 O DESEMPENHO DOS SEGMENTOS DE NEGÓCIOS
􀂄 Minerais ferrosos – recorde de vendas e EBITDA ajustado de
US$ 8,3 bilhões
O vigoroso crescimento da demanda global de minério de ferro e pelotas e a
expansão da produção da Vale tem permitido a obtenção de sucessivos recordes de
volumes de vendas. Assim, a quantidade embarcada desses produtos em 2007, de
296,357 milhões de toneladas métricas, foi a maior da história da Vale,
ultrapassando em 7,4% a verificada em 2006.
Apesar do bom desempenho, o volume de embarques foi menor do que a
programado em função de problemas na infra-estrutura de logística que
dificultaram sua realização, implicando inclusive em elevação de despesas com
demurrage. Tais problemas já foram solucionados, inclusive com o retorno à
operação plena do terminal marítimo de Itaguaí.
Em 2007, as vendas de minério de ferro somaram 262,687 milhões de toneladas
métricas, contra 250,667 milhões no ano anterior. Os embarques de pelotas foram
18
US GAAP
4T07
de 33,670 milhões de toneladas métricas, o que foi viabilizado pela produção
recorde de 17,570 milhões, pela compra de 11,689 milhões e pela industrialização
por encomenda de 3,231 milhões de toneladas métricas. A quantidade vendida de
pelotas aumentou em 32,8% em 2007.
No 4T07 vendemos 69,768 milhões de toneladas métricas de minério de ferro e
8,447 milhões de pelotas, com incremento de 9,1% e 18,3%, respectivamente, visà-
vis o 4T06.
A Vale é a maior fornecedora de minério de ferro para a China e embarcou para
esse país 94,5 milhões de toneladas métricas em 2007. Houve expansão de 24,9%
em relação ao realizado no ano anterior, de 75,7 milhões de toneladas métricas. A
Companhia atendeu a 24,6% das importações chinesas, sendo que estas
representaram 31,9% do nosso volume total de embarques de minério de ferro e
pelotas, contra 27,4% em 2006, 21,5% em 2005 e 17,8% em 2004.
O Japão absorveu 27,459 milhões de toneladas métricas, 9,3% de nossas vendas, a
Alemanha 22,781 milhões de toneladas métricas, 7,7%, seguida da França com
3,7%, Coréia do Sul com 3,5% e Itália com 3,1%.
As vendas para as siderúrgicas e produtores de ferro gusa do Brasil alcançaram
38,100 milhões de toneladas métricas, 12,9% dos embarques totais. A entrada em
operação dos diversos projetos de produção de aços semi-acabados promovidos
pela Companhia – CSA, CSV, CSP – e controlados por empresas siderúrgicas
exercerá forte impacto positivo sobre as vendas de minério de ferro e pelotas para o
mercado brasileiro.
As vendas de pellet feed para as joint ventures de pelotização de Tubarão foram de
20,547 milhões de toneladas métricas, 6,9% do total, as quais após transformação
em pelotas são direcionadas em sua maior parte para outros países.
O preço médio realizado na venda de minério de ferro em 2007, de US$ 45,33 por
tonelada métrica, foi 13,3% superior ao de 2006. Para as pelotas, o preço médio foi
igual a US$ 78,62 por tonelada métrica representando acréscimo de 4,5% sobre
2006.
A queda do volume de vendas de manganês, de 779 mil toneladas métricas em
2006 para 708 mil em 2007, foi influenciada pela suspensão da operação da mina
do Azul de julho a meados de dezembro de 2007, para dar prioridade ao transporte
de minério de ferro na Estrada de Ferro Carajás (EFC).
Os embarques de ferro ligas em 2007, de 488 mil toneladas métricas, foram
ligeiramente inferiores aos do ano anterior, de 522 mil toneladas métricas. O preço
médio foi de US$ 1.311 por tonelada métrica, sendo 47,9% acima do preço médio
de 2006, de US$ 886,97.
A receita gerada com vendas de minerais ferrosos – minério de ferro, pelotas,
manganês e ferro ligas – somou US$ 15,434 bilhões em 2007, com elevação de
22,8% em relação a 2006. A receita com vendas de minério de ferro foi de US$
11,907 bilhões, com acréscimo de 18,8% frente ao ano passado e a de pelotas
atingiu US$ 2,647 bilhões, com aumento de 38,8%.
A margem EBIT ajustado foi de 47,9%, contra 47,3% de 2006. No 4T07, a
margem EBIT ajustado foi de 42,7%, sendo negativamente afetada pela apreciação
do real em relação ao dólar americano e por maiores gastos com manutenção nas
ferrovias e nos portos.
O EBITDA ajustado dos negócios de minerais ferrosos totalizou US$ 8,304 bilhões
em 2007, sendo 22,9% superior ao de 2006 e se constituiu em novo recorde anual.
19
US GAAP
4T07
O aumento de US$ 1,546 bilhão relativamente a 2006 sofreu a influência dos
efeitos do crescimento das quantidades vendidas (US$ 1,130 bilhão) e elevação de
preços (US$ 1,735 bilhão). Estes foram parcialmente compensados por aumentos
de US$ 960 milhões no CPV, US$ 157 milhões nas despesas gerais,
administrativas e vendas (SG&A) e US$ 102 milhões em impostos, além da
redução de US$ 100 milhões em dividendos recebidos de empresas não
consolidadas.
A Companhia investiu em 2007 nas operações com minerais ferrosos US$ 1,748
bilhão, dos quais US$ 1,027 bilhão foram destinados ao desenvolvimento de
projetos, US$ 141 milhões para P&D e US$ 580 milhões para manutenção das
operações atuais.
Iniciamos o projeto Carajás 130 Mtpa, que elevará a capacidade para 130 milhões
de toneladas métricas, a partir de 2009. O projeto se encontra em fase de
detalhamento da engenharia e aguarda apenas a obtenção de licença ambiental para
que as obras sejam iniciadas. Para fazer frente à expansão de Carajás, iniciamos o
projeto do Corredor Norte, envolvendo a ampliação da capacidade da Estrada de
Ferro Carajás (EFC) e do terminal marítimo de Ponta da Madeira.
Nosso primeiro investimento direto na indústria de minério de ferro na China foi a
compra por US$ 5 milhões de participação de 25% no capital da pelotizadora
Zhuhai, localizada na província de Guangdong. Trata-se de joint venture com a
Zhuhai Yueyufeng Iron & Steel e a Pioneer Iron & Steel. A planta entrou em
operação em janeiro de 2008, com capacidade de produção de 1,2 milhão de
toneladas métricas de pelotas ao ano. A Vale fornecerá minério de ferro para a joint
venture sob um contrato de 30 anos.
Estão previstas para 2008 a conclusão dos projetos de Fazendão, que fornecerá
15,8 milhões de toneladas métricas anuais de ROM (minério de ferro sem
beneficiamento) para a terceira planta de pelotização de nossa joint venture
Samarco, e Itabiritos, planta de pelotas com capacidade nominal de produção de 7
milhões de toneladas métricas por ano. O início de operação da planta da Samarco,
com capacidade de produção de 7,6 milhões de toneladas métricas anuais de
pelotas, está previsto para o 2T08.
VENDAS DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS POR DESTINO - mil toneladas métricas
4T06 3T07 4T07 2006 % 2007 %
Américas 18.974 18.951 19.307 73.937 26,8 73.130 24,7
Brasil 15.206 14.992 14.851 58.918 21,3 58.647 19,8
Siderúrgicas e produtores de gusa 9.375 9.946 10.103 36.448 13,2 38.100 12,9
JVs de pelotização 5.831 5.046 4.748 22.470 8,1 20.547 6,9
EUA 1.197 1.297 927 4.432 1,6 3.655 1,2
Outros 2.571 2.662 3.529 10.587 3,8 10.828 3,7
Ásia 31.425 37.805 37.035 123.326 44,7 141.568 47,8
China 18.580 24.998 24.474 75.673 27,4 94.521 31,9
Japão 7.715 8.153 6.770 27.921 10,1 27.459 9,3
Coréia do Sul 2.675 2.052 3.255 10.530 3,8 10.440 3,5
Outros 2.455 2.602 2.536 9.202 3,3 9.148 3,1
Europa 17.768 19.694 19.177 68.334 24,8 72.996 24,6
Alemanha 5.873 6.240 5.524 22.043 8,0 22.781 7,7
França 3.042 2.194 3.052 11.198 4,1 11.038 3,7
Bélgica 1.576 1.883 1.588 6.590 2,4 6.381 2,2
Itália 2.188 2.458 2.963 8.058 2,9 9.320 3,1
Outros 5.089 6.919 6.050 20.445 7,4 23.476 7,9
Resto do mundo 2.948 2.074 2.696 10.424 3,8 8.663 2,9
Total 71.115 78.524 78.215 276.021 100,0 296.357 100,0
20
US GAAP
4T07
RECEITA BRUTA POR PRODUTO - US$ milhões
4T06 3T07 4T07 2006 2007
Minério de ferro 2.647 3.211 3.349 10.027 11.907
Serviços de operação de
usinas de pelotização 18 23 31 72 91
Pelotas 526 693 695 1.907 2.648
Manganês 15 13 36 55 77
Ferro ligas 132 151 243 463 639
Outros 15 15 33 45 72
Total 3.353 4.106 4.387 12.569 15.434
PREÇOS MÉDIOS REALIZADOS - US$ por tonelada métrica
4T06 3T07 4T07 2006 2007
Minério de ferro 41,38 46,21 48,00 40,00 45,33
Pelotas 73,64 76,71 82,28 75,21 78,62
Manganês 72,12 86,67 140,63 70,60 107,34
Ferro ligas 1.090,91 1.188,98 1.928,57 886,97 1.311,48
VOLUME VENDIDO - mil toneladas métricas
4T06 3T07 4T07 2006 2007
Minério de ferro 63.972 69.490 69.768 250.667 262.687
Pelotas 7.143 9.034 8.447 25.354 33.670
Total 71.115 78.524 78.215 276.021 296.357
INDICADORES FINANCEIROS SELECIONADOS
4T06 3T07 4T07 2006 2007
Margem EBIT ajustado (%) 43,4% 49,7% 42,7% 47,3% 47,9%
EBITDA ajustado (US$ milhões) 1.668 2.224 2.171 6.758 8.304
Capex (US$ milhões) 629 418 613 1.994 1.748
􀂄 Minerais não-ferrosos – EBITDA ajustado de US$ 7,6 bilhões8
A receita total com minerais não-ferrosos - níquel, cobre, caulim, potássio, metais
do grupo da platina, metais preciosos e cobalto – alcançou US$ 13,006 bilhões,
com aumento de 42,0% em relação ao ano anterior.
No 4T07, a receita atingiu US$ 2,826 bilhões, ante US$ 3,080 bilhões no 4T06,
tendo em vista a menor quantidade e preço médio de níquel.
As vendas de níquel geraram US$ 10,043 bilhões em 2007, o que foi 52,7%
superior a de 2006. Foram embarcadas 268.240 toneladas métricas, ante 271.807
em 2006. Em 2007, nossa produção chegou a 247.900 toneladas métricas, a qual
foram adicionadas 14.200 toneladas métricas produzidas sob contrato de
industrialização por encomenda (tolling) a partir de concentrados comprados de
terceiros. No ano anterior, a produção foi menor, de 234.700 toneladas métricas,
porém os contratos de tolling contribuíram com 17.000 toneladas métricas e foram
realizadas compras de níquel refinado de terceiros para revenda.
Apesar da diminuição do volume, a receita do níquel sofreu o impacto positivo da
forte elevação do preço médio em 2007, de US$ 37.442 por tonelada métrica
contra US$ 24.194 no ano anterior.
No 4Q07, o preço médio realizado reduziu-se em relação ao 3T07, de US$ 32.313
para US$ 29.745 por tonelada métrica. Isso refletiu a evolução dos preços do metal
na LME, que após chegar ao pico de US$ 54.200 em 16 de maio entraram em
declínio nos meses seguintes, chegando ao nível médio de US$ 30.226 no 3T07 e
de US$ 29.454 no 4T07.
8 excluindo ajuste extraordinário de estoques.
21
US GAAP
4T07
A receita com vendas de cobre chegou a US$ 1,985 bilhão, contra US$ 1,823
bilhão em 2006. Os embarques de cobre no ano foram iguais a 300.396 toneladas
métricas, 9% superior aos de 2006, quando chegaram a 275.840 toneladas métricas.
O preço médio realizado em 2007 foi de US$ 6.611 por tonelada métrica, em linha
com preço médio de US$ 6.610 para o ano passado. No 4T07, a composição da
cesta dos produtos de cobre (concentrado, anodo, catodo) se alterou, com o
aumento da participação de cobre em c
ribcuba

ribcuba

348 28/11/2007
Citação: cezargNADA DE EXTRAORDINÁRIO!! SOMENTE O QUE O MERCADO JÁ ESPERAVA, OU SEJA, AMANHÃ É LADEIRAAAAAAAAAA. POIS JÁ TÁ MAIS QUE PRECIFICADO.



Somente o que o o forum ja imaginava. cezarg filtrado!
XTRADER4

XTRADER4

7246 13/08/2007
A PETRO NÃO FEZ 20BILHAS EM 2007 NEM A PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUU!!!


SÓ COM MANOBRA E ILUSÃO...SONHO ..MUITO SONHO.....
bat114

bat114

1194 11/02/2008
ESTOU DEFECANDO E ANDANDO SE AMANHÃ CAI....ESTOU COM VALE ATE O FINAL DO ANO!!!
cdabr

cdabr

2300 20/02/2008
Citação: leich
Citação: cdabrvou dar uma dica wisa4 empresa catarinense de escapamentos vai dar 1000% este ano..anotem aí....




Aproveita que você com bom humor, e vai levar nesse brioco!


Vai se fuder, babaca!




ta fudido pq vale nao deu o que esperava??? kkkkkkkk wisa eu avisa....filtrado lôco

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Ativos Discutidos
Índices Mundiais
Alemanha 0.1%
Austrália 0.2%
Brasil 0.0%
Canadá 0.0%
EUA (Dow Jones) 0.0%
EUA (NASDAQ) 0.6%
França 0.3%
Grécia 0.0%
Holanda 0.7%
Inglaterra -0.0%
Itália 0.1%
Portugal 0.0%
Maiores Altas (%)
BOV:JFEN3 0.68 19.3%
BOV:ARND3 0.73 15.9%
BOV:FICT3 0.26 8.3%
BOV:AZUL97 6.50 8.2%
BOV:PCAR3 1.90 8.0%
BOV:AZUL99 6.45 6.6%
BOV:ESPA3 7.48 5.6%
BOV:EALT3 13.00 4.8%
BOV:SNSY5 1.44 4.3%
BOV:RCSL4 0.50 4.2%

Dado por: