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Vale Do Rio Doce Nota 10!!!

Comentários

Leich

Leich

87 14/01/2008
ô bunda mole, 3000,00 vc não tira na Bolsa nem em 1 mês!

hehehehehe! 3000,00? babaca!

Fui!
eplopes

eplopes

15070 09/04/2007
Vou repetir. Alguém explica?

eplopes - Modificado em 28/Fev/2008 19:52 - 106263 de 106275 Modificar citação


VENDAS DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS POR DESTINO
mil toneladas
4T06 3T07 4T07 2006 % 2007 %
Américas 18.974 18.951 19.307 73.937 26,8% 73.130 24,7%
Brasil 15.206 14.992 14.851 58.918 21,3% 58.647 19,8%
Siderúrgicas e produtores de gusa 9.375 9.946 10.103 36.448 13,2% 38.100 12,9%
JVs de pelotização 5.831 5.046 4.748 22.470 8,1% 20.547 6,9%
EUA 1.197 1.297 927 4.432 1,6% 3.655 === 1,2% ======== REPAREM BEM
Outros 2.571 2.662 3.529 10.587 3,8% 10.828 3,7%
Ásia 31.425 37.805 37.035 123.326 44,7% 141.568 47,8%
China 18.580 24.998 24.474 75.673 27,4% 94.521 31,9%
Japão 7.715 8.153 6.770 27.921 10,1% 27.459 9,3%
Coréia do Sul 2.675 2.052 3.255 10.530 3,8% 10.440 3,5%
Outros 2.455 2.602 2.536 9.202 3,3% 9.148 3,1%
Europa 17.768 19.694 19.177 68.334 24,8% 72.996 24,6%
Alemanha 5.873 6.240 5.524 22.043 8,0% 22.781 7,7%
França 3.042 2.194 3.052 11.198 4,1% 11.038 3,7%
Bélgica 1.576 1.883 1.588 6.590 2,4% 6.381 2,2%
Itália 2.188 2.458 2.963 8.058 2,9% 9.320 3,1%
Outros 5.089 6.919 6.050 20.445 7,4% 23.476 7,9%
Resto do mundo 2.948 2.074 2.696 10.424 3,8% 8.663 2,9%
Total 71.115 78.524 78.215 276.021 100,0% 296.357 100,0%

Por que a vale em quase todos os pregões fica atrelada ao DJ, se só vende 1,2 % pros EEUU????


cdabr

cdabr

2300 20/02/2008
Citação: leichô bunda mole, 3000,00 vc não tira na Bolsa nem em 1 mês!


hehehehehe! 3000,00? babaca!


Fui!



cdabr - 28/Fev/2008 19:58 - 106280 de 106282 Modificar citação


quer saber do que mais Leich desejo muito sucesso a voce e a todos aqui do fórum, nao vamos ficar numa discussao sem sentido aqui, discutindo se cai ou nao amanha, pq a bem da verdade ninguem sabe,e qto a wisa é uma empresa do sul que esta com boas perpectivas, os 1000% é modo de dizer, tomara , tomara que eu ganhe mto dinheiro e vc tambem ....boa noite ...
icb3

icb3

11745 11/06/2007
Resultado da Vale supera projeções e marca avanço de 49% do lucro em 2007

Por: Nathália A. Terra Pereira
28/02/08 - 19h35
InfoMoney


SÃO PAULO - A Vale (VALE5) divulgou na noite desta quinta-feira (28) seus resultados operacionais referentes ao quarto trimestre de 2007 e ao acumulado de 2007.

De modo geral, os dados da companhia na base trimestral superaram as expectativas dos analistas, com destaque para o avanço de 30,9% do lucro líquido frente ao reportado no quarto trimestre de 2006.

Em relação às receitas, o último trimestre de 2007 marcou um leve recuo de 7,6% na receita operacional líquida em comparação ao mesmo intervalo de tempo de 2006, mas com expressivo avanço de 94,2% sobre as estimativas anteriores do Citigroup.

Confira os números do trimestre:

(em R$ milhões) 4T07 4T06 % Projeção* %
Receita Líquida 15.085 16.322 -7,6% 7.766 +94,2%
Ebitda** 6.431 7.957 -19,2% 4.156 +54,7%
Lucro Líquido 4.410 3.368 +30,9% 2.466 +78,8%
*Projeção dos analistas do Citigroup
**Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização

Lucro cresce 49% em 2007
Na base anual, o desempenho da Vale em 2007 mostrou uma significativa evolução de 49% no lucro líquido frente ao acumulado em 2006, quinto ano seguido de crescimento expressivo.

Segundo a companhia, a evolução da empresa deve-se principalmente à contínua melhoria do desempenho operacional e financeiro, maior diversificação do portfólio de ativos e globalização das operações.

Recordes operacionais
O ano de 2007 foi marcado pela quebra de recordes operacionais pela empresa em nove diferentes produtos, com destaque para a produção de minério de ferro, que atingiu 303 milhões de toneladas métricas.

Além do produto principal da empresa, as produções de pelotas (36,0 milhões de toneladas métricas), níquel refinado (248 mil toneladas métricas), cobre (284 mil toneladas métricas), bauxita (9,1 milhões de toneladas métricas), alumina (4,3 milhões de toneladas métricas), alumínio (551 mil toneladas métricas), caulim (1,3 milhão de toneladas métricas) e cobalto (2,5 mil toneladas métricas) também atingiram seus maiores patamares.

De acordo com a companhia, "o incremento no lucro líquido é resultado do aumento do lucro operacional de R$ 9,226 bilhões, do resultado financeiro líquido de R$ 2,022 bilhões e do crescimento do resultado não operacional de R$ 1,673 bilhão. Por outro lado, as perdas no resultado de participações societárias, no valor de R$ 2,206 bilhões, e nas participações minoritárias, no montante de R$ 445 milhões, impactaram negativamente o lucro."

Confira os números anuais:

(em R$ milhões) 2007 2006 Variação
Receita Líquida 64.764 45.292 +43%
Ebitda 33.619 22.759 +47,7%
Lucro Líquido 20.006 13.431 +49%

Retorno aos acionistas
Tomando por base os resultados operacionais da companhia e o expressivo crescimento dos ganhos da empresa ao longo dos últimos cinco anos, o retorno total ao acionista da Vale foi de 73,7% ao ano, o mais elevado entre as grandes companhias diversificadas de mineração.

De acordo com a Vale, este processo levou a empresa a figurar entre as 40 maiores empresas do mundo por capitalização de mercado.

Ações em alta
À espera da divulgação dos resultados, as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) encerraram esta quinta-feira (28) em alta de 2,23%, cotadas a R$ 52,50. O Ibovespa (Ibovespa) fechou em leve valorização de 0,09%.


clovon

clovon

1090 05/11/2007
Citação: cezargÉ PESSOAL, DE VOLTA AOS 47,00!!

A VALE SÓ TAVA SE SUSTENTANDO NESSE PREÇO POR CAUSA DESSE BALANÇO.

AGORA QUE ELE VEIO, E NÃO FOI NADA DE EXTRAORDINARIO, A VALE VAI DESCER A LADEIRA.


está liquido ein cezarg....rsrsrs ...que pena...vai ficar de fora da festa...
nao fica gorando a galera, brimo... da próxima vez vc fica mais ligado---filtrado
alextronbr

alextronbr

373 13/10/2007
Com certeza os sardinhas que aqui levitam, desculpe, nadam, são bastante apetitosos... (rs.). O risco é mínimo, estão em casa!
cosmesapp

cosmesapp

2024 10/11/2007
VAI ROLAR UMS DIVIDENDOS, JCP PRA GENTE ? QUANTO VAI SER ?
gguardabassi

gguardabassi

427 20/06/2007
Citação: 2vieiraboa noite,seria salutar,que os participantes do tópico,se manifestassem sem ofenças,expressando suas edeias,mas respeitando a dos outros,doutro modo para que serve este forum?


em relação ao resultado da vale,é preciso aguardar a publicação mais detalhada,para se ter uma noção exata de avaliação;um balanço não pode simplesmente ser j visto pelos seus numeros finais,á em seu bojo itens,até extras,que podem infuir positiva ou negativamente os numeros finais,mas pelos numeros conhecidos até agora,poderemos dizer que foi regular ou bom,mas não extaordinário,isto porque:


no semestre encerrado em 30 de junho de 2007, a vale deu um lucro de.+ 10.937 bi de reais.

no ano de 2007,encerrado em 31 de dezembro a vale deu um lucro de.= 20.006.

portanto no segundo semestre de 2007, o lucro foi inferior em 1.868bi ao do primeiro trimestre.




ok 2 vieira, concordo com relação as ofensas, mas vc pode emitir sua opinião sobre como abre amanhã???

a vale apresentou um lucro bem superior ao de 2006,- porem no balanço de 2006 ´so entrou um trimestre( o quarto) incluindo a INCO,deste modo não houve aumento algum sobre 2006.

tiveram influencia direta a boa queda do dolar ( em 2007) e de alguns minérios,notadamente o niquel,que depois de umas alta vertiginosa,já acumula queda de mais de 50%.


portanto amigos, resultado apenas razoável,razão maior do fraco desempenho dos ultimos tempos

XTRADER4

XTRADER4

7246 13/08/2007
Citação: eplopesVou repetir. Alguém explica?


eplopes - Modificado em 28/Fev/2008 19:52 - 106263 de 106275 Modificar citação



VENDAS DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS POR DESTINO

mil toneladas

4T06 3T07 4T07 2006 % 2007 %

Américas 18.974 18.951 19.307 73.937 26,8% 73.130 24,7%

Brasil 15.206 14.992 14.851 58.918 21,3% 58.647 19,8%

Siderúrgicas e produtores de gusa 9.375 9.946 10.103 36.448 13,2% 38.100 12,9%

JVs de pelotização 5.831 5.046 4.748 22.470 8,1% 20.547 6,9%

EUA 1.197 1.297 927 4.432 1,6% 3.655 === 1,2% ======== REPAREM BEM

Outros 2.571 2.662 3.529 10.587 3,8% 10.828 3,7%

Ásia 31.425 37.805 37.035 123.326 44,7% 141.568 47,8%

China 18.580 24.998 24.474 75.673 27,4% 94.521 31,9%

Japão 7.715 8.153 6.770 27.921 10,1% 27.459 9,3%

Coréia do Sul 2.675 2.052 3.255 10.530 3,8% 10.440 3,5%

Outros 2.455 2.602 2.536 9.202 3,3% 9.148 3,1%

Europa 17.768 19.694 19.177 68.334 24,8% 72.996 24,6%

Alemanha 5.873 6.240 5.524 22.043 8,0% 22.781 7,7%

França 3.042 2.194 3.052 11.198 4,1% 11.038 3,7%

Bélgica 1.576 1.883 1.588 6.590 2,4% 6.381 2,2%

Itália 2.188 2.458 2.963 8.058 2,9% 9.320 3,1%

Outros 5.089 6.919 6.050 20.445 7,4% 23.476 7,9%

Resto do mundo 2.948 2.074 2.696 10.424 3,8% 8.663 2,9%

Total 71.115 78.524 78.215 276.021 100,0% 296.357 100,0%


Por que a vale em quase todos os pregões fica atrelada ao DJ, se só vende 1,2 % pros EEUU????







Eu vou explicar cara porque somos idiotas DEPOIS QUE INVENTARAM UM "TROÇO" CHAMADO ADRS, BRASILEIRO É MACAQUINHO DE AMERICANO...NÃO TEMOS O CONTROLE DE NOSSAS PRINCIPAIS AÇÕES DENTRO DO NOSSO PRÓPRIO MERCADO....



OLHEM O SANTANDER .......VEJAM A QUANTO ESTA O PAPEL LA NA MATRIZ..(EURONEXT = LBSC = 10,97 (SE FOR EM U$ = 18.64 SE FOR EM EURO PIOR AINDA)....OLHEM A QUANTO ESTA O PAPEL AQUI..(R$0,30).....VEJAM SE ELES SE IMPORTAM COM ISSO.....OS GRINGOS LA NA ESPANHA QUEREM MAIS É QUE SE FODAM OS BRASUCAS...ENQUANTO NÓS AQUI ESTAMOS DESEPERADOS A VER EM QUANTO ABRE AS ADRS LÁ EM NY....
  • 28 Fev 2008, 20:05
  • 28 Fev 2008, 20:19
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beccml

beccml

48 21/09/2007
Só por curiosidade, qual é a faixa etária do pessoal aqui deste forum? Não é por nada não, vai ver é coisa de homem (que a gente desde criança percebe que é mais bobo mesmo...), mas vocês só faltam discutir quem tem o pai mais rico ou o pau maior...
Bigcash

Bigcash

124 17/06/2007
Citação: 2vieiraboa noite,seria salutar,que os participantes do tópico,se manifestassem sem ofenças,expressando suas edeias,mas respeitando a dos outros,doutro modo para que serve este forum?


em relação ao resultado da vale,é preciso aguardar a publicação mais detalhada,para se ter uma noção exata de avaliação;um balanço não pode simplesmente ser j visto pelos seus numeros finais,á em seu bojo itens,até extras,que podem infuir positiva ou negativamente os numeros finais,mas pelos numeros conhecidos até agora,poderemos dizer que foi regular ou bom,mas não extaordinário,isto porque:


no semestre encerrado em 30 de junho de 2007, a vale deu um lucro de.+ 10.937 bi de reais.

no ano de 2007,encerrado em 31 de dezembro a vale deu um lucro de.= 20.006.

portanto no segundo semestre de 2007, o lucro foi inferior em 1.868bi ao do primeiro trimestre.


a vale apresentou um lucro bem superior ao de 2006,- porem no balanço de 2006 ´so entrou um trimestre( o quarto) incluindo a INCO,deste modo não houve aumento algum sobre 2006.

tiveram influencia direta a boa queda do dolar ( em 2007) e de alguns minérios,notadamente o niquel,que depois de umas alta vertiginosa,já acumula queda de mais de 50%.


portanto amigos, resultado apenas razoável,razão maior do fraco desempenho dos ultimos tempos






"umas alta vertiginosa". Entre outras, esta foi a mais divertida.
  • 28 Fev 2008, 20:08
  • 28 Fev 2008, 20:10
  • Tweet
conchon

conchon

1115 11/01/2008
Pessoal.. só amanhã saberemos quem está certo..
Se o mercado absorver como fraco, realiza
Se achar que foi ótimo, excelente...
Vão meter um pancadão na bovespa, e é CRÉEEEU!
BOA NOITE.. QUE AGORA É HORA DA CORRERIA ATRÁS DOS MOLUSCOS BIVALVES!!!
clovon

clovon

1090 05/11/2007
Vale registrou lucro recorde de R$ 20 bilhões em 2007
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 19:48 BRT
Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, registrou lucro recorde de 20 bilhões de reais em 2007, resultado 49,2 por cento superior aos ganhos de 13,4 bilhões de reais acumulados em 2006.

A mineradora brasileira obteve lucro de 4,4 bilhões de reais no quarto trimestre de 2007, alta de 29,4 por cento em relação ao lucro de 3,4 bilhões de reais obtido no último trimestre de 2006.

O lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações, conhecido pela sigla em inglês Ebitda, caiu para 6,43 bilhões de reais de outubro a dezembro do ano passado, contra 7,96 bilhões de reais no mesmo período de 2006.

A receita bruta da companhia atingiu 66,4 bilhões de reais em todo o ano passado, a mais elevada da história da companhia, contra 46,7 bilhões de reais em 2006.

Segundo comunicado da Vale ao mercado, a empresa conseguiu vendas recordes de minério de ferro e pelotas em 2007, totalizando 291,5 milhões de toneladas métricas.

No ano passado foram registrados também embarques recordes de níquel, com 268 mil toneladas métricas, e cobre, com 300 mil toneladas métricas.

Pelo critério contábil norte-americano (USGAP), a Vale lucrou 2,6 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2007, contra 1,6 bilhão de dólares há um ano. Estimativa média de analistas ouvidos pela Reuters apontava para lucro de 2,3 bilhões de dólares.

Por esse critério, o Ebitda da empresa foi de 3,5 bilhões de dólares no quarto trimestre, ante 2,6 bilhões de dólares no mesmo período de 2006. Analistas previam em média Ebitda de 3,9 bilhões de dólares.
crezende

crezende

10978 15/05/2007
Citação: jundeiltonAs informações operacionais e financeiras contidas neste press release, exceto quando de outra forma indicado,

são apresentadas com base em números consolidados de acordo com os princípios de contabilidade geralmente

aceitos nos Estados Unidos da América (US GAAP). Tais informações, com exceção daquelas referentes a

investimentos e ao comportamento dos mercados, são baseadas em demonstrações contábeis trimestrais revisadas

pelos auditores independentes. As principais subsidiárias da Vale consolidadas são: Vale Inco, MBR, Cadam,

PPSA, Alunorte, Albras, Valesul, RDM, RDME, RDMN, Urucum Mineração, Ferrovia Centro-Atlântica (FCA),

Vale Australia, Vale International e Vale Overseas.

US GAAP

4T07

UMA FASE DE EXTRAORDINÁRIO CRESCIMENTO

O desempenho da Vale em 2007

Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2008 – A Companhia Vale do Rio Doce (Vale)

completou em 2007 o quinto ano consecutivo de extraordinário crescimento de

suas atividades, processo sustentado por contínua melhoria do desempenho

operacional e financeiro, maior diversificação do portfólio de ativos e globalização

de suas operações. A adoção, a partir de novembro de 2007, em todos os países em

que atuamos do nome Vale e da nova logomarca traduz esse movimento de

evolução.

Tal transformação reflete a execução de um plano estratégico de longo prazo,

apoiado por rigorosa disciplina na alocação do capital, contínua busca de

oportunidades de criação de valor, constante preocupação com custos, ênfase na

qualidade do capital humano e forte compromisso com a responsabilidade social

corporativa.

Nos últimos cinco anos, a Companhia investiu US$ 40,7 bilhões, sendo US$ 20,6

bilhões em aquisições e US$ 20,1 bilhões em manutenção das operações, pesquisa

e desenvolvimento (P&D) e execução de projetos.

A conclusão de vinte grandes projetos em diversos segmentos da indústria de

mineração, a realização de aquisições coroadas de sucesso e de ganhos de

produtividade implicaram na expansão de nossa produção total agregada à taxa

média anual de 11,6% entre 2003 e 2007. Paralelamente à expansão quantitativa da

produção, acrescentamos ao nosso portfólio cobre, níquel, carvão metalúrgico e

térmico, metais do grupo da platina e cobalto.

Em 2007, alcançamos recordes na produção de nove diferentes produtos: minério

de ferro (296 milhões de toneladas métricas), pelotas (17,6 milhões de toneladas

métricas), níquel refinado (248 mil toneladas métricas), cobre (284 mil toneladas

métricas), bauxita (9,1 milhões de toneladas métricas), alumina (4,3 milhões de

toneladas métricas), alumínio (551 mil toneladas métricas), caulim (1,3 milhão de

toneladas métricas) e cobalto (2,5 mil toneladas métricas). Com esses volumes, a

Vale reafirma sua posição de maior produtora mundial de minério de ferro,

segunda maior de níquel, e uma das maiores em caulim, cobalto, ferro ligas e

alumina.

A Vale liderou pelo sétimo ano consecutivo a negociação dos preços de referência

global para o minério de ferro. Em fevereiro de 2008, foram fechados os preços

para os minérios finos, principal produto da indústria, representando 70% do

volume transacionado no mercado transoceânico.

Como resultado de negociações com clientes asiáticos e europeus e refletindo a

continuidade de uma situação de excesso de demanda global, ficaram estabelecidos

os novos preços para o minério de ferro fino, com aumento para os minérios dos

Sistemas Sul e Sudeste, Fob Tubarão, de 65% em relação a 2007. Para o minério de

BOVESPA: VALE3, VALE5

NYSE: RIO, RIOPR

LATIBEX: XVALO, XVALP

www.vale.com

rio@vale.com

Departamento de Relações

com Investidores

Roberto Castello Branco

Alessandra Gadelha

Marcus Thieme

Patricia Calazans

Theo Penedo

Tacio Neto

Tel: (5521) 3814-4540

2

US GAAP

4T07

ferro produzido em Carajás, dada sua qualidade superior, foi acordado um prêmio

de US$ 0,0619 por unidade de ferro em cada tonelada métrica seca sobre o preço

dos minérios do Sul e Sudeste para 2008.

Nossa receita bruta se multiplicou em quase seis vezes entre 2003 e 2007, tendo

passado de US$ 5,5 bilhões para US$ 33,1 bilhões. Simultaneamente, a geração de

caixa, medida pelo EBITDA ajustado(a) (lucro antes de despesas financeiras,

impostos depreciação e amortização), teve crescimento maior ainda, evoluindo de

US$ 2,1 bilhões em 2003 para US$ 15,8 bilhões em 2007. O lucro líquido saltou de

US$ 1,5 bilhão em 2003 para US$ 11,8 bilhões em 2007.

Ao longo desse período de cinco anos retornamos capital aos acionistas, sob a

forma de distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio, no valor de

US$ 5,3 bilhões. O retorno total ao acionista foi de 73,7% ao ano, o mais elevado

entre as grandes companhias diversificadas de mineração. Em conseqüência disso,

a Vale passou a figurar entre as 40 maiores empresas do mundo por capitalização

de mercado.

INDICADORES FINANCEIROS SELECIONADOS – US$ milhões1

2003 2004 2005

Pro forma

2006 2007

Receita Bruta 5.545 8.479 13.405 25.714 33.115

EBIT ajustado 1.644 3.123 5.432 9.361 13.194

Margem EBIT ajustado (%) 30,7 38,7 42,5 37,4 40,9

EBITDA ajustado 2.130 3.722 6.540 11.451 15.774

Lucro líquido 1.548 2.573 4.841 7.260 11.825

Lucro por ação diluído (US$) 0,34 0,56 1,05 1,35 2,42

Dividendos pagos 675 787 1.300 1.300 1.875

Investimentos 2 1.988 2.092 4.998 20.628 11.004

Investimentos (ex-aquisições) 2 1.486 1.949 4.198 4.824 7.625

Os principais destaques da performance em 2007 foram:

• Recorde de vendas de minério de ferro e pelotas (296 milhões de toneladas

métricas), cobre (300 mil toneladas métricas), alumina (3,253 milhões de

toneladas métricas) e alumínio primário (562 mil toneladas métricas).

• Receita bruta de US$ 33,1 bilhões, a mais elevada da história da Companhia,

28,8% acima do valor registrado em 2006.

• Lucro operacional recorde, medido pelo EBIT ajustado(b) (lucro antes de

juros e impostos), de US$ 13,2 bilhões, apresentando elevação de 40,9%

relativamente a 2006.

• Margem EBIT ajustado de 40,9%, contra 37,4% em 2006.

• EBITDA ajustado recorde de US$ 15,8 bilhões contra US$ 11,4 bilhões em

2006. Se excluirmos o ajuste extraordinário de estoques realizado, o

EBITDA ajustado alcançou US$ 16,8 bilhões em 2007 contra US$ 12,4

bilhões em 2006.

• Lucro líquido recorde, de US$ 11,8 bilhões, correspondente a lucro por ação

diluído de US$ 2,42, com aumento de 62,9% sobre o resultado obtido em

2006, de US$ 7,3 bilhões.

1 Para facilitar comparações com o passado e melhor avaliar a evolução do desempenho da Companhia

empregaremos neste documento dados pro forma para o ano de 2006, como se a Inco Ltd., atual Vale Inco Ltd.,

tivesse sido adquirida desde 1 de janeiro de 2006 - com exceção das informações relativas a endividamento e

investimentos. Para informações sobre o efeito contábil da consolidação da Vale Inco Ltd., veja Anexo 1.

2 Os valores reportados para os investimentos e investimentos (ex-aquisições) são computados com base nos

desembolsos financeiros efetivamente realizados. O valor de investimentos não inclui, portanto, a aquisição dos

acionistas minoritários da Caemi realizada mediante troca de ações.

3

US GAAP

4T07

• Remuneração ao acionista recorde de US$ 1,875 bilhão, US$ 0,39 por ação,

com crescimento de 44,2% relativamente a 2006. O retorno total para o

acionista foi de 123,0% em 2007.

• Capex realizado, excluindo aquisições, de US$ 7,6 bilhões, valor recorde e o

maior da indústria global de mineração em 2007.

• Investimentos em responsabilidade social corporativa de US$ 652 milhões,

sendo US$ 401 milhões em proteção e conservação do meio ambiente e US$

251 milhões em projetos sociais.

• Rápida desalavancagem, dívida total/EBITDA ajustado cai de 2,0x, em

dezembro de 2006, para 1,1x no final de 2007.

INDICADORES FINANCEIROS SELECIONADOS – US$ milhões

Pro forma

4T06 3T07 4T07

Receita bruta 7.494 8.124 8.412

EBIT ajustado 2.087 3.430 2.683

Margem EBIT ajustado (%) 28,5 43,4 32,9

EBITDA ajustado 2.623 4.001 3.532

Lucro líquido 1.615 2.940 2.573

Lucro por ação (US$) - 0,61 0,53

Lucro por ação diluído (US$)3 - 0,60 0,52

ROE (%) - 32,3 35,5

Dívida total/LTM EBITDA ajustado (x) 2,0 1,2 1,1

Investimentos (ex-aquisições) 1.867 1.624 3.202

􀃀 PERSPECTIVAS DOS NEGÓCIOS

As perspectivas sobre o crescimento da economia global em 2008 se deterioraram

em conseqüência do impacto negativo da turbulência dos mercados financeiros

sobre a atividade econômica, especialmente nos EUA.

Os bancos têm estado sob pressão para acolher em seus balanços veículos de

investimento em derivativos de crédito por eles patrocinados e anteriormente

mantidos como entidades financeiramente independentes. Ao mesmo tempo, em

decorrência da contração da demanda dos investidores por créditos securitizados,

os bancos têm sido obrigados a desembolsar significativo volume adicional de

linhas de crédito compromissadas anteriormente não utilizadas por seus clientes.

Por último, as instituições financeiras vêm reportando consideráveis perdas,

refletindo o declínio dos preços de mercado das hipotecas e outros ativos de seus

portfólios.

Tal panorama resultou em aperto de liquidez no mercado interbancário e na

retração da oferta de crédito. Os bancos centrais de vários países, liderados pelo

Federal Reserve Bank, dos EUA, agiram rapidamente para restabelecer as

condições normais de funcionamento dos mercados interbancários, enquanto que

bancos comerciais e de investimento têm buscado aumentar capital para recuperar

sua capacidade de ofertar crédito.

Simultaneamente, o Fed vem atuando agressivamente na administração da política

monetária, realizando vários cortes na taxa de juros de curto prazo, reduzindo-a em

225 pontos base desde setembro de 2007, com o objetivo de minimizar a perda de

3 O lucro por ação diluído considera as ações mantidas em tesouraria e que lastreiam a emissão de notas

obrigatoriamente conversíveis em ADRs. A Companhia provisionou US$ 67 milhões para o pagamento de juros e

juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis em ADRs em 2007.

4

US GAAP

4T07

dinamismo da economia americana e criar estímulos para a retomada de seu

crescimento daqui a alguns trimestres. Novos cortes são esperados.

Vários indicadores contemporâneos e antecedentes das condições do mercado de

trabalho e da produção industrial sugerem que o crescimento global está se

desacelerando, na medida em que as condições no mercado de crédito restringem a

expansão econômica nos EUA, Europa e Japão.

Entretanto, não se espera que tal desaceleração se transforme em recessão. Embora

a hipótese de descolamento seja inconsistente com o funcionamento de uma

economia globalizada, espera-se que o dinamismo das maiores economias

emergentes, como China e Índia, concorra para compensar parcialmente o efeito

negativo da contração do crescimento das economias desenvolvidas. Além disso, a

excelente saúde das empresas não financeiras do mundo desenvolvido, após cinco

anos de alta rentabilidade e expansão de produtividade, ajuda a enfrentar o choque

de demanda por seus produtos e serviços, viabilizando a realização de ajustes

modestos em sua força de trabalho e dispêndios de capital para adequação a um

cenário com maiores restrições na oferta de crédito.

Desse modo, estimamos que o crescimento da economia global, apesar de mais

lento do que no ano passado, se processe em 2008 em ritmo ligeiramente superior à

sua média histórica de expansão, com o alargamento do diferencial de taxas de

aumento do produto real entre as economias emergentes e as desenvolvidas.

A globalização atua através de vários canais para elevar a capacidade potencial de

crescimento da economia global. Esperamos que taxas de juros reais baixas e a

expansão em ritmo elevado da produtividade, em particular nas economias de

mercados emergentes, importantes ingredientes do crescimento econômico

sustentável, persistam. Portanto, cremos que essa combinação deva proporcionar a

manutenção da trajetória de expansão da economia global a taxas razoavelmente

elevadas durante os próximos cinco anos.

A confirmação desse cenário será bastante positiva para os mercados de minérios e

metais, na medida em que as economias que sofrem transformações estruturais e

que conseqüentemente são responsáveis pela forte expansão da demanda por esses

produtos devem continuar a crescer de forma acelerada e a aumentar seu peso no

PIB e na produção industrial global.

O estado atual dos mercados para os produtos de mineração é de considerável

aperto, o que tem sido refletido no comportamento diferenciado dos preços das

ações das companhias do setor.

A produção do aço continua a crescer bem acima da expansão da indústria de

transformação, o que é apoiado de forma bastante ampla por preços em alta em

todas as regiões do mundo e para seus diferentes tipos, planos e longos. Como

resultante disso, os preços das matérias primas para sua produção encontram-se sob

grande pressão.

Diante de uma combinação de forte demanda e choques de oferta (enchentes na

Austrália, falta de energia na África do Sul, nevascas na China e gargalos logísticos

na Austrália e Rússia), os preços do carvão metalúrgico no mercado spot

dispararam e encontram-se substancialmente acima do preço para embarques

cobertos por contratos, ultrapassando com folga o nível de US$ 300 por tonelada

métrica. Da mesma forma, os preços de ligas de manganês de médio e alto carbono

estão em patamares muito superiores ao de picos em ciclos anteriores.

O mercado de minério de ferro emite sinais claros de excesso de demanda, com os

preços no mercado spot em tendência de alta desde o quarto trimestre de 2006 e se

situando atualmente em torno de US$ 200 por tonelada métrica. Os preços no

mercado spot continuam a aumentar mesmo após fechamento do preço de

5

US GAAP

4T07

referência. Como decorrência do desequilíbrio entre demanda e oferta global o

preço de referência de 2008 para os contratos de minérios finos sofreu elevação de

65% relativamente ao vigente em 2007. O minério de ferro fino de Carajás terá

prêmio de 0,0619 por unidade de ferro para cada tonelada métrica seca sobre os

preços para 2008 dos minérios finos dos Sistemas Sul e Sudeste.

Os preços de metais básicos - níquel, cobre e alumínio – que costumam ser

bastante sensíveis às expectativas de mudanças macroeconômicas, têm respondido

muito bem às perspectivas de uma recessão na maior economia do mundo.

O preço do níquel tem se mantido numa zona de flutuação entre US$ 12-13 por

libra, refletindo a boa demanda para aplicações em revestimento (plating),

superligas - influenciada pelas indústrias aeroespacial e de petróleo e gás - e

baterias. Além disso, não obstante o aumento da produção do níquel pig iron,

produto de custo elevado e com várias limitações tecnológicas, a demanda da

indústria de aço inoxidável chinesa por níquel primário continua em expansão.

O preço do cobre voltou a superar o patamar dos US$ 8.000 por tonelada métrica, o

que é causado pela oferta insuficiente de concentrado, estoques baixos e problemas

de produção em smelters na China. O preço do alumínio subiu cerca de US$ 400

por tonelada métrica, ultrapassando o nível de US$ 2.800 influenciado pelas

expectativas de forte restrição da oferta de energia elétrica, o que tem sido

estimulado pelos problemas na África do Sul e China. Estes problemas, por seu

turno, também têm influência direta, juntamente com outros fatores do lado da

demanda, na significativa alta dos preços da platina e do carvão térmico, que vêm

batendo recordes históricos.

O preço do cobalto, em que a Vale se constitui em um dos maiores produtores

mundiais, atingiu também marcas recordes, evolução determinada pela forte

demanda por superligas nas indústrias aeroespacial e de baterias e por restrições do

lado da oferta. A tendência dos preços do potássio reflete em última instância

alguns dos fatores subjacentes ao choque de preços de alimentos que hoje provoca

altas temporárias dos índices de inflação: forte crescimento da demanda por parte

das economias emergentes e grandes investimentos em etanol e biocombustíveis

para a diversificação da matriz energética.

Paralelamente a uma demanda crescente e de expectativas de sua continuidade no

médio prazo, colocam-se várias restrições a uma resposta mais expressiva da oferta

de minérios e metais aos incentivos de preços. Entre elas, destaca-se a maior

escassez relativa de ativos de classe mundial em regiões de menores riscos

econômicos e políticos, energia elétrica, mão-de-obra especializada, equipamentos

e peças, como pneus para caminhões fora de estrada e trilhos de trem.

Diante desse cenário, a Vale encontra-se bem posicionada para prosseguir criando

valor em magnitude considerável para seus acionistas a partir do desenvolvimento

ao longo do período 2008-2012 de um atrativo portfólio de mais de 30 projetos em

diversos segmentos da indústria de mineração - minério de ferro, pelotas, níquel,

cobre, bauxita, alumina e carvão – numa base geográfica diversificada, Brasil,

Chile, Peru, Canadá, Austrália, China, Indonésia, Nova Caledônia, Moçambique e

Omã. Para apoiar a expansão de suas operações, a Companhia continuará a investir

na infra-estrutura de logística, fundamental, por exemplo, para dar suporte aos

projetos de minério de ferro, e energia elétrica.

6

US GAAP

4T07

􀃀 RECEITA RECORDE: US$ 33,1 BILHÕES

A receita operacional bruta em 2007 totalizou US$ 33,115 bilhões, 28,8% superior

à receita de 2006. No 4T07, a receita da Vale alcançou US$ 8,412 bilhões, com

crescimento de 12,2% em relação ao 4T06, quando obtivemos US$ 7,494 bilhões.

O aumento de preços dos produtos contribuiu com 80% da variação da receita,

correspondendo a US$ 5,911 bilhões, enquanto o maior volume de vendas gerou

US$ 1,490 bilhão.

Em 2007, as vendas de minerais ferrosos representaram 46,6% da receita bruta, os

minerais não ferrosos 39,3%, os produtos da cadeia do alumínio – bauxita, alumina

e alumínio primário - colaboraram com 8,2% e os serviços de logística com 4,6%.

Individualmente, os produtos mais importantes em termos de geração de receita

foram: minério de ferro (US$ 11,907 bilhões), níquel (US$ 10,043 bilhões), pelotas

(US$ 2,264 bilhões), cobre (US$ 1,985 bilhão), alumínio (US$ 1,571 bilhão),

transporte ferroviário de carga geral para clientes (US$ 1,220 bilhão) e alumina

(US$ 1,102 bilhão).

Em termos de distribuição geográfica do destino das vendas, 40,3% da receita bruta

foi proveniente de vendas para a Ásia, 33,5% das Américas, 22,1% da Europa e

4,0% de outras regiões do mundo. A China permaneceu como o principal destino

de nossas vendas, aumentando sua participação na receita para 17,7% do total,

seguida do Brasil com 16,0%, Japão com 11,6%, Estados Unidos com 9,0%,

Alemanha com 5,6% e Canadá com 5,3%.

A distribuição geográfica das receitas da Vale de acordo com origem da geração

foi: Brasil 61,7%, América do Norte 27,7%, Australásia 8,7% e Europa 1,9%.

7

US GAAP

4T07

RECEITA BRUTA POR PRODUTO - US$ milhões

4T06 3T07 4T07

Pro forma

2006 % 2007 %

Minerais ferrosos 3.353 4.106 4.387 12.569 48,9 15.434 46,6

Minério de ferro 2.647 3.211 3.349 10.027 39,0 11.907 36,0

Serviços de operação de

usinas de pelotização 18 23 31 72 0,3 91 0,3

Pelotas 526 693 695 1.907 7,4 2.648 8,0

Manganês 15 13 36 55 0,2 77 0,2

Ferro ligas 132 151 243 463 1,8 639 1,9

Outros 15 15 33 45 0,2 72 0,2

Minerais não-ferrosos 3.080 2.821 2.826 9.164 35,6 13.006 39,3

Níquel 2.360 1.970 2.018 6.576 25,6 10.043 30,3

Cobre 483 581 537 1.823 7,1 1.986 6,0

Caulim 70 59 74 218 0,8 237 0,7

Potássio 43 49 58 143 0,6 178 0,5

PGMs 87 103 81 270 1,1 342 1,0

Metais preciosos 18 24 20 70 0,3 85 0,3

Cobalto 19 35 39 63 0,2 135 0,4

Cadeia do alumínio 674 677 672 2.381 9,3 2.722 8,2

Alumínio primário 328 382 350 1.244 4,8 1.571 4,7

Alumina 338 284 309 1.108 4,3 1.102 3,3

Bauxita 8 11 13 29 0,1 49 0,1

Carvão4 - 71 47 - - 160 0,5

Serviços de logística 342 391 389 1.376 5,4 1.526 4,6

Ferrovias 247 324 321 1.011 3,9 1.220 3,7

Portos 63 58 58 237 0,9 237 0,7

Navegação marítima 32 9 10 128 0,5 69 0,2

Outros 45 58 91 224 0,9 267 0,8

Total 7.494 8.124 8.412 25.714 100,0 33.115 100,0

RECEITA BRUTA POR DESTINO - US$ milhões

4T06 3T07 4T07

Pro forma

2006 % 2007 %

Américas 2.436 2.734 2.908 8.628 33,6 11.103 33,5

Brasil 1.149 1.348 1.452 4.238 16,5 5.288 16,0

EUA 558 691 673 1.887 7,3 2.966 9,0

Canadá 533 426 502 1.656 6,4 1.761 5,3

Outros 196 269 281 847 3,3 1.088 3,3

Ásia 3.058 3.082 3.068 10.071 39,2 13.346 40,3

China 1.275 1.488 1.542 4.305 16,7 5.865 17,7

Japão 932 979 851 2.952 11,5 3.827 11,6

Coréia do Sul 252 196 402 919 3,6 1.473 4,4

Taiwan 522 273 99 1.552 6,0 1.665 5,0

Outros 77 146 174 343 1,3 516 1,6

Europa 1.694 1.975 1.931 5.940 23,1 7.325 22,1

Alemanha 405 516 495 1.521 5,9 1.856 5,6

Bélgica 126 179 155 572 2,2 683 2,1

França 163 146 199 579 2,3 722 2,2

Reino Unido 197 275 235 735 2,9 1.066 3,2

Itália 98 166 206 436 1,7 632 1,9

Outros 705 692 641 2.097 8,1 2.365 7,1

Resto do mundo 306 332 505 1.075 4,2 1.340 4,0

Total 7.494 8.124 8.412 25.714 100,0 33.115 100,0

4 A receita contábil do carvão no 4T07 inclui o efeito do ajuste referente a nova forma de consolidação da Vale

Austrália. Vide seção sobre carvão para obtenção dos dados pro forma e maiores informações a respeito da nova

forma de consolidação.

8

US GAAP

4T07

􀃀 CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

O custo de produtos vendidos (CPV) somou US$ 16,463 bilhões em 2007, com

elevação de 22,7% frente a 2006. No 4T07 o CPV foi de US$ 4,504 bilhões, em

linha com o do 4T06, de US$ 4,480 bilhões.

Os principais fatores que contribuíram para a variação de US$ 3,049 bilhões do

CPV foram os efeitos de variações cambiais (28,4%) e expansão do volume de

vendas (17,5%). A ampliação da base de ativos determinou aumento da

depreciação em US$ 432 milhões, representando 14,2% da elevação do CPV.

A composição do CPV em 2007 por exposição às diferentes moedas foi a seguinte:

56,6% em reais, 23,3% em dólares canadenses, 16,5% em dólares americanos,

1,8% em rúpias indonésias e 1,8% em outras moedas.

O principal item do CPV, aquisição de produtos, totalizou US$ 2,872 bilhões –

18,6% do CPV- sendo 10,8% superior ao montante de 2006, em função do

aumento de US$ 225 milhões nas compras de pelotas e de US$ 121 milhões de

produtos de níquel.

Com o crescimento de nossa produção, a quantidade de minério de ferro comprada

decresceu, de 10,189 milhões de toneladas métricas em 2006 para 8,320 milhões.

Tendo em vista o considerável aumento da demanda por pelotas, ampliamos nossas

compras das joint ventures de Tubarão (Nibrasco, Itabrasco, Kobrasco e

Hispanobras), de 8,971 milhões de toneladas métricas em 2006 para 11,689

milhões.

Em 2007, ao lado da compra de concentrados de níquel para processamento sob

contratos de tolling, foram adquiridas 12,1 mil toneladas métricas de produtos

intermediários de níquel e 8,8 mil toneladas métricas de níquel refinado para repor

nossos estoques. Apesar da diminuição do volume de compras de produtos

intermediários do níquel refinado, a alta de seus preços médios levou o custo a se

elevar, de US$ 1,401 bilhão para US$ 1,522 bilhão em 2007.

O custo com serviços contratados, equivalente a 17,1% do CPV, somou US$ 2,628

bilhões em 2007, frente a US$ 2,368 bilhões no 2006. O incremento desse custo é

explicado, principalmente, pela valorização cambial das moedas nas quais

contratamos os serviços frente ao dólar americano (US$ 214 milhões) e pelo maior

volume de vendas (US$ 97 milhões).

O comportamento dos preços dos serviços contribuiu para a redução do custo em

US$ 24 milhões. A elevação de US$ 296 milhões de despesas com transporte de

nossos produtos e de US$ 85 milhões em manutenção foi parcialmente neutralizada

pelo corte de US$ 274 milhões nos custos com remoção de estéril e minério.

As despesas com materiais – 15,0% do CPV - foram de US$ 2,313 bilhões, com

acréscimo de US$ 446 milhões frente a 2006, dos quais US$ 169 milhões devem-se

ao aumento de preços de insumos adquiridos, US$ 166 milhões à variação cambial

e US$ 84 milhões ao crescimento do volume de vendas. Os principais itens que

influenciaram a elevação dos gastos com materiais foram componentes de

equipamentos ferroviários e de equipamentos de mineração que adicionaram, US$

164 milhões e US$ 75 milhões, respectivamente.

O custo com consumo de energia foi de US$ 2,284 bilhões (14,8% do CPV),

composto por US$ 878 milhões em energia elétrica e US$ 1,406 bilhão em

combustíveis e gases.

9

US GAAP

4T07

Os dispêndios com energia elétrica tiveram aumento de US$ 254 milhões, sendo

que a elevação de tarifas teve impacto de US$ 129 milhões, o efeito da variação

cambial US$ 68 milhões e o crescimento do consumo US$ 57 milhões.

Em 2007, nosso consumo de energia elétrica atingiu 23.284 GWh, dos quais 37%

foram absorvidos pela produção de alumínio e 7% pelas operações de ferro ligas. A

geração própria de energia elétrica totalizou 5.714 GWh, atendendo a 24,5% do

consumo total.

Nas operações mais intensivas em energia, como ferro ligas e alumínio, houve

aumento de preço médio de energia elétrica de 8% e ganho de produtividade,

medido pelo consumo específico de energia elétrica (MWh/tonelada), de 2%.

A Vale tem investido na construção de diversas usinas de geração de energia

elétrica para atender ao seu próprio consumo, com o objetivo de mitigar riscos de

volatilidade de preços e suprimento, além de reduzir custos.

No Brasil, participamos de consórcios que detém concessões e operam oito usinas

hidrelétricas (Igarapava, Porto Estrela, Candonga, Funil, Aimorés, Capim Branco I,

Capim Branco II e Machadinho). Na Indonésia, temos duas usinas hidrelétricas que

suportam as operações de níquel, Larona e Balambano, no Rio Larona, em

Sulawesi. Além dessas plantas, a Companhia possui pequenas hidrelétricas no

Brasil e Canadá e plantas de geração de energia nos sites operacionais.

Atualmente, estamos investindo na ampliação de geração de energia para autoconsumo

nos próximos anos através dos seguintes projetos: (1) participação de

30% do consórcio que está construindo a usina hidroelétrica de Estreito, localizado

no estado de Tocantins e com capacidade de 1.087 MW, (2) construção de uma

terceira hidrelétrica no rio Larona, Indonésia, Karebbe, que adicionará 90 MW aos

275 MW gerados em nossas operações, e (3) da usina termelétrica de Barcarena,

movida à carvão, com 600 MW, em Barcarena, no estado do Pará.

O aumento dos gastos com combustíveis e gases, de US$ 214 milhões, foi

determinado pela depreciação do dólar americano, (US$ 94 milhões), alta de

preços (US$ 65 milhões), e expansão do consumo (US$ 55 milhões).

O custo de depreciação e amortização – 13,3% do CPV – alcançou US$ 2,049

bilhões, US$ 636 milhões acima do registrado em 2006, influenciado pelo

crescimento da base de ativos (US$ 432 milhões) e desvalorização do dólar

americano (US$ 204 milhões).

As despesas com pessoal importaram em US$ 1,873 bilhão, representando 12,2%

do CPV. Houve elevação de US$ 365 milhões relativamente a 2006, refletindo o

aumento do quadro de pessoal requerido pela expansão das operações e pela

primarização de alguns serviços, como, por exemplo, a remoção de estéril nas

minas de minério de ferro.

Em novembro de 2007, foi assinado acordo com vigência de dois anos com os

empregados no Brasil, onde se localiza 75% de nossa força de trabalho. Foi

concedido aumento salarial de 7% a partir desse mês e foi acordada a concessão de

aumento adicional de 7% em novembro de 2008.

O item outros custos operacionais somou US$ 1,382 bilhão em 2007. O incremento

de US$ 478 milhões em relação a 2006 deve-se a maiores pagamentos de royalties

(US$ 185 milhões), reclassificação de gastos – de outros itens do CPV para outros

custos operacionais - determinada pela estruturação do centro de serviços

compartilhados (US$ 100 milhões), despesas com pagamento de participação de

resultados (US$ 90 milhões) e demurrage (US$ 88 milhões).

10

US GAAP

4T07

Foram também contabilizados nesta rubrica, custos de US$ 117 milhões

decorrentes da incorporação da Taiwan Nickel Refining Company (TNRC), que

opera uma refinaria de níquel localizada em Taiwan, e na qual a Vale possui 49,9%

do capital votante. A Vale é a fornecedora exclusiva de produtos intermediários de

níquel da TNRC. A consolidação da TNRC em nossas demonstrações contábeis em

US GAAP a partir do 4T07 está em conformidade com a interpretação 46,

“Consolidation of Variable Interest Entities, na Interpretation of ARB No. 51”

(FIN 46), emitida em janeiro de 2003 pelo Financial Accounting Standards Board

(FASB) dos EUA e revisada dezembro de 2003 (FIN 46-R).

No último trimestre de 2007, os custos de demurrage – multas pagas pelo atraso de

carregamento de navios nos terminais marítimos da Companhia – atingiram US$

0,76 por tonelada métrica de minério de ferro embarcada, contra custo médio de

US$ 0,25 no mesmo período do ano anterior, refletindo o forte ritmo da demanda

por minério de ferro e alguns problemas em nossa infra-estrutura de logística. No

ano, o custo médio com demurrage foi de US$ 0,61 por tonelada métrica

embarcada contra US$ 0,26 em 2006.

O ajuste extraordinário de estoques resultante da consolidação da Vale Inco

totalizou US$ 1,062 bilhão em 2007, contra US$ 946 milhões em 2006.

Em 2007, as despesas com vendas gerais e administrativas (SG&A) somaram US$

1,245 bilhão, envolvendo acréscimo de US$ 304 milhões em relação a 2006.

Houve aumento de US$ 74 milhões nos gastos com publicidade e propaganda,

causado principalmente pelo lançamento da nova marca, US$ 53 milhões nas

despesas com serviços relacionados à integração da infra-estrutura de tecnologia da

informação e de US$ 48 milhões em despesas de vendas.

As despesas com pesquisa e desenvolvimento (P&D)5 alcançaram US$ 733

milhões em 2007, com elevação de 40,2% frente a 2006, face ao crescimento do

investimento em exploração mineral e aumento dos gastos com estudos de

viabilidade.

COMPOSIÇÃO DO CPV - US$ milhões

Pro forma

4T06 3T07 4T07

Pro forma

2006 % 2007 %

Serviços contratados 645 664 842 2.368 19,0 2.628 17,1

Material 572 596 621 1.867 15,0 2.313 15,0

Energia 503 575 650 1.817 14,6 2.284 14,8

Óleo combustível e gases 312 364 415 1.107 8,9 1.406 9,1

Energia elétrica 191 211 235 710 5,7 878 5,7

Aquisição de produtos 762 689 583 2.591 20,8 2.872 18,6

Minério de ferro e pelotas 188 258 227 758 6,1 976 6,3

Produtos de alumínio 60 70 65 326 2,6 288 1,9

Produtos de níquel 482 344 245 1.401 11,2 1.522 9,9

Outros produtos 32 17 46 106 0,9 86 0,6

Pessoal 407 451 541 1.508 12,1 1.873 12,2

Depreciação e exaustão 443 476 697 1.413 11,3 2.049 13,3

Outros 202 334 570 904 7,3 1.382 9,0

Total antes do ajuste de estoque 3.534 3.785 4.504 12.468 100,0 15.401 100,0

Ajuste de estoques FAS 141/142 946 - - 946 1.062

Total 4.480 3.785 4.504 13.414 16.463

5 O valor das despesas com pesquisa e desenvolvimento é contábil. Apresentamos na seção Investimentos o valor

de US$ 741 milhões para investimentos em pesquisa e desenvolvimento, computado de acordo com o efetivo

desembolso financeiro no ano.

11

US GAAP

4T07

􀃀 NOVO RECORDE DE LUCRO OPERACIONAL

Apesar de um ambiente pouco favorável, onde permanecem pressões de custos

derivadas da depreciação do dólar americano frente ao real e ao dólar canadense –

17,2% e 14,4% respectivamente em 2007 - e da alta de preços de equipamentos,

peças de reposição e de vários insumos importantes, o lucro operacional, medido

pelo EBIT ajustado, alcançou o valor recorde de US$ 13,194 bilhões em 2007.

Houve aumento de 40,9% em relação ao ano anterior, quando alcançou US$ 9,361

bilhões.

No 4T07, o EBIT ajustado foi de US$ 2,683 bilhões, 28,6% superior ao do 4T06,

de US$ 2,087 bilhões.

O incremento de US$ 3,833 bilhões do EBIT ajustado em relação ao de 2006 é

explicado pela elevação de US$ 7,240 bilhões na receita líquida, compensada pelos

aumentos de US$ 3,049 bilhões no CPV, de US$ 304 milhões com SG&A e de

US$ 210 milhões dos gastos com P&D.

A margem EBIT ajustado foi de 40,9%, superando o ano anterior em 350 pontos

base.

A elevação dos preços médios realizados foi determinante para a ampliação da

margem.

􀃀 UM LUCRO RECORDE – US$ 11,8 BILHÕES

O lucro líquido de 2007, de US$ 11,825 bilhões, equivalente a lucro por ação

diluído de US$ 2,42, constitui-se em recorde. É o quinto ano consecutivo de

crescimento, tendo aumentado em 62,9% relativamente ao valor registrado em

2006, de US$ 7,260 bilhões.

No 4T07, o lucro líquido foi de US$ 2,573 bilhões, equivalente a lucro por ação

diluído de US$ 0,52, contra US$ 1,615 bilhão no 4T06.

Dentre os fatores que tiveram impacto direto no aumento de US$ 4,565 bilhões do

lucro destacam-se: (a) incremento de US$ 3,833 bilhões do lucro operacional, e (b)

variação positiva de US$ 2,516 bilhões no resultado financeiro líquido. Em

contrapartida, o imposto de renda evoluiu de US$ 1,861 bilhão em 2006 para US$

3,201 bilhões em 2007, com impacto negativo de US$ 1,340 bilhão sobre a

variação do lucro líquido.

Os ganhos na venda de ativos totalizaram US$ 777 milhões em 2007, ante US$ 674

milhões em 2006. A vendas de participação acionária na Usiminas proporcionou

ganho de US$ 459 milhões, Log-In Logística, US$ 238 milhões, e Lion Ore, US$

80 milhões.

O resultado financeiro líquido foi positivo em US$ 1,262 bilhão, contra resultado

negativo de US$ 1,254 bilhão em 2006. Esta variação deve-se em grande parte ao

aumento de US$ 2,030 bilhões nos ganhos de variações monetárias e de US$ 1,067

bilhão originado pelas operações com derivativos.

O resultado contábil produzido pelas variações monetárias foi igual a US$ 2,559

bilhões em 2007, ante US$ 446 milhões em 2006. Este aumento significativo é

explicado pelo efeito da valorização de 20,7% do real contra o dólar americano

sobre o passivo líquido em moeda americana. O endividamento em dólares

americanos é convertido para reais utilizando a taxa de câmbio BRL/USD do início

do período contábil, 31 de dezembro de 2006, e é posteriormente revertido para

12

US GAAP

4T07

dólares americanos com o emprego da taxa de câmbio BRL/USD do final do

período contábil, 31 de dezembro de 2007.

As operações com derivativos produziram ganho de US$ 925 milhões em 2007

contra uma perda de US$ 142 milhões em 2006, representando um swing de US$

1,067 bilhão.

O swap da taxa de juros em reais atrelada ao CDI para juros fixos em dólares

americanos para as debêntures não conversíveis emitidas no Brasil em dezembro

de 2006 gerou efeito positivo de US$ 791 milhões em 2007, em decorrência da

apreciação do real frente à moeda americana.

De modo a minimizar o efeito da apreciação do real nos custos da Companhia,

realizamos contratos de swap cambial envolvendo montante equivalente aos nossos

gastos com pessoal, obtendo ganho de US$ 127 milhões em 2007.

A Vale faz uso de derivativos vinculados aos preços de alumínio, cobre, ouro,

platina e gás natural para a gestão da volatilidade do fluxo de caixa.

O Conselho de Administração aprovou operações de hedge para uma fração de

nossa produção de alumínio e cobre para 2007 e 2008, com o objetivo de mitigar o

risco de fluxo de caixa relacionado à mudança da nossa estrutura de capital e

aumento de endividamento após a aquisição da Inco.

As operações de hedge de cobre implicaram em perda de US$ 129 milhões em

2007, contra ganho de US$ 67 milhões em 2006, enquanto que o hedge de

alumínio produziram ganho de US$ 146 milhões em 2007 versus perda de US$ 209

milhões em 2006.

Podemos eventualmente comprar contratos futuros de níquel para neutralizar

efeitos de contratos de vendas para clientes realizadas a preço fixo, de forma a

manter nossa exposição ao risco de flutuação dos preços desses metais.

A marcação a mercado das debêntures participativas gerou efeito negativo de US$

387 milhões no resultado financeiro de 2007.

As despesas com juros brutos totalizaram US$ 1,348 bilhão, 3,9% superior ao valor

realizado em 2006, de U$ 1,297 bilhão.

A equivalência patrimonial contribuiu com US$ 595 milhões, com diminuição de

US$ 115 milhões em relação ao ano anterior, o que foi influenciado por vendas de

participações acionárias.

Os investimentos em empresas produtoras de minerais ferrosos foram responsáveis

por 50,6% desse resultado, logística 21,0%, alumínio 14,1%, carvão 7,7%,

siderurgia 5,0% e níquel 1,5%. Em termos individuais, as maiores contribuições

vieram da Samarco (US$ 242 milhões), MRS Logística (US$ 117 milhões), MRN

(US$ 84 milhões) e Usiminas (US$ 31 milhões).

􀃀 GERAÇÃO DE CAIXA RECORDE: US$ 15,8 BILHÕES

Em 2007, a geração de caixa, medida pelo EBITDA ajustado, atingiu US$ 15,774

bilhões, um novo recorde, superior em 37,8% aos US$ 11,451 bilhões de 2006. No

4T07, o EBITDA ajustado foi de US$ 3,532 bilhões.

Os principais fatores que explicam o aumento de US$ 4,323 bilhões no EBITDA

ajustado em 2007 foram o crescimento de US$ 3,833 bilhões no EBIT ajustado e

de US$ 612 milhões na depreciação.

13

US GAAP

4T07

Os dividendos recebidos de empresas não consolidadas – coligadas e joint ventures

– somaram US$ 394 milhões, ante US$ 516 milhões em 2006. A Samarco

distribuiu US$ 150 milhões, MRN, US$ 64 milhões, MRS, US$ 51 milhões, joint

ventures de pelotização de Tubarão, US$ 45 milhões, Henan Longyu, US$ 42

milhões, Usiminas, US$ 31 milhões e CSI, US$ 11 milhões.

A distribuição da geração de caixa por área de negócio foi: minerais ferrosos

49,3%, minerais não ferrosos 45,1%, alumínio 6,0% e logística 3,9%, descontandose

os gastos com P&D , que representaram 4,3% do EBITDA.

EBITDA AJUSTADO TRIMESTRAL - US$ milhões

Pro forma

4T06 3T07 4T07

Pro forma

2006 2007

Receita operacional líquida 7.313 7.898 8.163 25.002 32.242

CPV (4.480) (3.785) (4.504) (13.414) (16.463)

Despesas com vendas, gerais e administrativas (269) (287) (424) (941) (1.245)

Pesquisa e desenvolvimento (175) (206) (262) (523) (733)

Outras despesas operacionais (302) (190) (290) (763) (607)

EBIT ajustado 2.087 3.430 2.683 9.361 13.194

Depreciação, amortização e exaustão 472 532 737 1.574 2.186

Dividendos recebidos 64 39 112 516 394

EBITDA ajustado 2.623 4.001 3.532 11.451 15.774

􀃀 UM BALANÇO SAUDÁVEL COM ENDIVIDAMENTO DE

BAIXO RISCO

Os indicadores de endividamento revelam sensível melhoria, evidenciando um

perfil de baixo risco.

A dívida total da Companhia em 31 de dezembro de 2007 era de US$ 19,030

bilhões, tendo se reduzido em US$ 3,551 bilhões relativamente à posição de 31 de

dezembro de 2006, US$ 22,581 bilhões. A dívida líquida(c) no final de 2007 era de

US$ 17,984 bilhões, contra US$ 18,133 bilhões em 2006.

O custo médio da dívida (antes do imposto de renda) foi de 6,14% em dezembro de

2007, diminuindo em 23 pontos base em relação ao nível registrado no final do ano

anterior.

A relação dívida total/EBITDA(d) passou de 2,0x em 31 de dezembro de 2006 para

1,1x em 31 de dezembro de 2007, evidenciando rápida desalavancagem após o

aumento determinado pelo financiamento da aquisição da Inco Ltd. no último

trimestre de 2006. A relação dívida total/enterprise value(e) (dívida líquida mais

valor da capitalização de mercado) também revelou forte queda, tendo evoluído de

25,7% no final de 2006 para 11,2% em 31 de dezembro de 2007.

A cobertura de juros, medida pela relação EBITDA ajustado/juros pagos(f) foi

ampliada de 8,83x6 no final de 2006 para 11,79x no final de 2007, influenciada

pelo incremento na geração de caixa resultante dos maiores volumes e preços

médios de vendas.

O prazo médio da dívida em 31 de dezembro de 2007 era de 10,7 anos contra 8,36

anos no ano anterior, continuando a demonstrar alongamento, o que implica na

mitigação dos riscos de financiamento. O endividamento atrelado a taxas de juros

flutuantes representa 46% da dívida bruta, com os outros 54% contratados a taxas

de juros fixas. Na mesma data, 89% da dívida bruta era denominada em dólares

americanos, enquanto que os 11% restantes em outras moedas.

6 Considerando em 2006 EBITDA ajustado pro forma de US$ 11,451 bilhões e juros pagos pro forma de US$

1,297 bilhão.

14

US GAAP

4T07

INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO - US$ milhões

2006 2007

Dívida bruta 22.581 19.030

Dívida líquida 18.133 17.984

Dívida bruta / EBITDA ajustado(x) 2.0 1.1

EBITDA ajustado/ pagamento de juros (x) 8,83 11,79

Dívida bruta / EV (%) 25,68 11,21

Enterprise Value = capitalização de mercado + dívida líquida

􀃀 INVESTIMENTOS: O MAIOR CAPEX DA INDÚSTRIA DE

MINERAÇÃO

Em 2007, o investimento da Companhia, excluindo aquisições, totalizou US$ 7,625

bilhões, valor 58% superior ao investido em 2006, de US$ 4,824 bilhões. O valor

da capex da Vale se constituiu em recorde histórico e no mais elevado da indústria

global de mineração em 2007.

Foram investidos US$ 5,423 bilhões em crescimento orgânico – US$ 4,682 bilhões

no desenvolvimento de projetos e US$ 741 milhões em P&D – e US$ 2,202

bilhões na sustentação das operações existentes.

Foram concluídos dois importantes projetos em 2007: (a) mina de bauxita de

Paragominas, com capacidade inicial de produção de 5,4 milhões de toneladas

métricas por ano; (b) usina hidrelétrica de Capim Branco II no estado de Minas

Gerais, com 210 MW. Além disso, Carajás está operando ao ritmo de produção de

100 milhões de toneladas métricas anuais de minério de ferro.

No 4T07, intensificamos o dispêndio com investimentos, chegando a US$ 3,202

bilhões, o mais elevado do ano. Nesse trimestre, os investimentos em crescimento

orgânico totalizaram US$ 2,332 bilhões – US$ 1,924 bilhão no desenvolvimento de

projetos e US$ 408 milhões em P&D – e US$ 870 milhões na sustentação das

atividades correntes.

INVESTIMENTO REALIZADO - US$ milhões

Por categoria 4T07 2007

Crescimento orgânico 2.332 72,8% 5.423 71,1%

Projetos 1.924 60,1% 4.682 61,4%

P&D 408 12,7% 741 9,7%

Sustentação das operações existentes 870 27,2% 2.202 28,9%

Total 3.202 100,0% 7.625 100,0%

Os dispêndios com aquisições somaram US$ 3,379 bilhões. Foi realizado em 2007

pagamento da última parcela da compra da Inco Ltd. no valor de US$ 2,059

bilhões, a aquisição da totalidade das ações da AMCI Holdings Austrália por US$

656 milhões e a compra de ações de propriedade de acionistas minoritários da

MBR por US$ 232 milhões.

A Vale venceu leilão para a obtenção de licença para operação por 30 anos de 720

quilômetros da ferrovia Norte-Sul (FNS), compreendendo a linha que liga Palmas,

no estado de Tocantins, a Açailândia, no estado do Maranhão, onde ela se conecta

com a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Em dezembro de 2007 foram pagos US$

412 milhões correspondentes a 50% do valor da licença. Restam duas parcelas da

licença a serem pagas: 25% em dezembro de 2008 e 25% em 2009 após a entrega

do último trecho em construção.

15

US GAAP

4T07

A FNS percorre uma região com grande potencial para o crescimento da produção

de grãos e, conseqüentemente, para a expansão de nossos negócios de logística de

carga geral.

Por outro lado, os desinvestimentos originaram receita de US$ 1,041 bilhão, com

vendas de participações acionárias na Usiminas (US$ 727 milhões), Log-In

Logística (US$ 203 milhões) e Lion Ore (US$ 105 milhões) além de US$ 6

milhões com a venda de operações de ligas de cálcio silício.

A Thyssenkrupp CSA (CSA), usina siderúrgica em construção com capacidade de

produzir 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço, teve o valor do

investimento total elevado, o que requer elevação de nossa contribuição para US$

420 milhões. Em 2007, aportamos US$ 266 milhões, antecipando o investimento

programado para 2008. A Vale será a fornecedora exclusiva de minério de ferro e

pelotas da CSA.

Os projetos de geração de energia consumiram US$ 139 milhões com o

desenvolvimento das usinas hidrelétricas Capim Branco II (US$ 22 milhões),

Estreito (US$ 38 milhões) e Karebbe (US$ 13 milhões) e da termelétrica de

Barcarena (US$ 66 milhões).

A Vale investiu US$ 741 milhões em P&D, sendo que US$ 432 milhões foram

dedicados à exploração mineral. O segmento de minerais não ferrosos, excluindo o

cobre, representou 38% do total investido em pesquisa e desenvolvimento,

minerais ferrosos 19%, cobre 15%, carvão 8% e bauxita 6%.

Despendemos US$ 45 milhões com a construção da usina hidrometalúrgica de

Carajás (UHC), planta que deverá entrar em operação neste ano, com capacidade

de produção de 10.000 toneladas métricas anuais de cobre. Essa planta destina-se

ao teste em escala industrial de tecnologia para processamento de minérios de

cobre com maiores teores de impurezas.

A tecnologia já foi testada com sucesso em planta piloto, com elevado percentual

de recuperação do cobre e ouro contido. Caso se prove economicamente viável, a

Vale poderá optar pela construção de planta de maior porte para processamento de

minérios de cobre do Salobo e Alemão.

A montagem está sendo finalizada e o comissionamento terá início em março de

2008.

INVESTIMENTO REALIZADO - US$ milhões

Por área de negócio 4T07 2007

Minerais ferrosos 613 19,2% 1.748 22,9%

Minerais não ferrosos 1.303 40,7% 3.129 41,0%

Logística 397 12,4% 977 12,8%

Alumínio 271 8,4% 859 11,3%

Carvão 120 3,7% 169 2,2%

Energia 127 4,0% 165 2,2%

Aço 209 6,5% 279 3,7%

Outros 163 5,1% 298 3,9%

Total 3.202 100,0% 7.625 100,0%

Devido à diversificação geográfica das operações e projetos da Vale no mundo,

foram realizados investimentos em mais de dez países. No Brasil foram investidos

US$ 5,225 bilhões, representando 68,5% do total, na Nova Caledônia US$ 1,143

bilhão (15,0%), Canadá US$ 785 milhões (10,3%), Austrália US$ 154 milhões e

Indonésia US$ 117 milhões. Realizamos ainda investimentos em Moçambique,

China, Chile, Peru, Reino Unido no valor total de US$ 201 milhões.

16

US GAAP

4T07

Para maiores detalhes sobre os investimentos previstos para 2008, acessar press

release do dia 11 de outubro de 2007, no nosso website,

www.vale.com/investidores.

A descrição dos principais projetos

Área Projeto

Executado

2007

US$ milhões

Status

Carajás 130 Mtpa 74 Este projeto adicionará 30 Mtpa7 à capacidade atual. Compreende

investimentos na instalação de uma nova usina, composta de

britagem primária e unidades de beneficiamento e classificação, e

significativos investimentos em logística (viradores de vagões,

pátios e terminais). Previsão de conclusão para o segundo

semestre de 2009. Está em andamento a aquisição de

equipamentos e detalhamento da engenharia. Aguardando

obtenção de licença ambiental para o início das obras.

Fazendão 104 Projeto para produção de 15,8 Mtpa de ROM (minério ferro sem

beneficiamento) no Sistema Sudeste. A mina de Fazendão será

dedicada a abastecer a terceira planta de pelotização da Samarco.

As obras começaram no 2S06 e o início da operação está previsto

para o 1T08.

Itabiritos 542 Construção de planta de pelotização em Minas Gerais, com

capacidade nominal de produção de 7 Mtpa. O início de operação

está previsto para o 2S08.

Corredor Norte 267 A expansão do corredor Norte ampliará a capacidade de transporte

de minério de ferro da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e a

capacidade de embarque do terminal marítimo de Ponta da

Madeira. Foram entregues 46 pátios em 2007, sendo 21 deles já

prontos para composições de 312 vagões em 2007.

Minerais

Ferrosos

Corredor

Sudeste/Sul

54 Projeto de expansão de capacidade da Estrada de Ferro Vitória a

Minas (EFVM) e do porto de Tubarão. Previsão de conclusão em

março de 2009. A pré-montagem do quinto virador de vagões

deverá ser finalizada em março de 2008.

Salobo I 54 O projeto terá capacidade de produção de 100.000 tpa de cobre

contido em concentrado. A previsão de conclusão é o 2S10.

Vermelho 62 A capacidade de produção estimada é de 46.000 tpa de níquel

metálico e 2.800 tpa de cobalto. A conclusão está programada

para o 1T12.

Onça Puma 537 Projeto com capacidade nominal de 58.000 tpa de níquel contido

em ferro-níquel, seu produto final. O início das operações está

previsto para 1T09.

Goro 1.125 O projeto na Nova Caledônia, no sul do Pacífico, com capacidade

nominal de 60.000 tpa de níquel refinado e de 4.600 tpa de

cobalto. Previsão de conclusão para final de 2008.

Voisey's Bay 30 Projeto para construção de refinaria em Voisey’s Bay, localizado

na província de Newfoundland and Labrador, no Canadá, para

produzir 50.000 tpa de níquel refinado. O início de operação é

previsto para o final de 2011. O projeto está sujeito à aprovação

do Conselho de Administração.

Minerais Não

Ferrosos

Totten 33 Totten é uma nova mina de níquel em Sudbury, no Canadá, para

produzir 11.200 tpa de cobre, 8.200 tpa de níquel e 82.000 onças

de metais preciosos. A conclusão é prevista para o 2T11.

7 Mtpa: milhões de toneladas métricas por ano

17

US GAAP

4T07

Alunorte 6 e 7 491 O projeto para construção dos módulos 6 e 7 elevará a capacidade

de produção da refinaria para 6,26 Mtpa de alumina. Já foram

concluída terraplanagem, obras civis e aquisição dos principais

equipamentos. Projeto encontra-se em fase final de montagem

Alumínio eletromecânica. A conclusão está programada para 3T08.

Paragominas II 107 A segunda fase de Paragominas adicionará 4,5 Mtpa à capacidade

de 5,4 Mtpa de Paragominas I. A conclusão está prevista para o

2T08.

Carvão

Carborough Downs 5 Desenvolvimento da mina de carvão de Carborough Downs,

localizada em Queesland, na Austrália. Atualmente a mina está em

processo de ramp up, produzindo marginalmente até atingir a

capacidade de 4,8 Mtpa em 2011, após a instalação de um

longwall.

Barcarena 66 Projeto para construção de uma usina termelétrica com capacidade

instalada de 600 MW no estado do Pará. A previsão de conclusão

é final de 2010. Foi assinado em setembro de 2007 o contrato de

fornecimento de equipamentos para a usina.

Estreito 38 A usina hidrelétrica do Estreito, no rio Tocantins, entre os estados

do Maranhão e Tocantins, já obteve licença de implantação e

encontra-se em construção. A Vale possui participação de 30% no

consórcio que construirá e operará a usina que terá capacidade

instalada de 1.087 MW. A conclusão está prevista para setembro

de 2010.

Energia

Karebbe 13 Usina hidrelétrica de Karebbe na Indonésia, tem como objetivo o

suprimento de energia para as operações da PT Inco, viabilizando

produção de 90 mil tpa de níquel em matte. A previsão de início

de operação é 2010. Projeto obteve a licença de implantação em

outubro de 2007.

CSA 266 Joint venture firmada entre a ThyssenKrupp e a Vale que

implantará uma planta de placas de aço no estado do Rio de

Janeiro, com capacidade nominal de produção de 5 Mtpa e início

Participações das operações previsto para o primeiro semestre de 2009.

Siderúrgicas CSV 2 Joint venture entre a Vale e a Baosteel para a construção de uma

usina integrada de produção de placas de aço, com capacidade

inicial de 5 Mtpa em Anchieta, ES. O projeto ainda está sujeito à

aprovação do Conselho de Administração.

􀃀 O DESEMPENHO DOS SEGMENTOS DE NEGÓCIOS

􀂄 Minerais ferrosos – recorde de vendas e EBITDA ajustado de

US$ 8,3 bilhões

O vigoroso crescimento da demanda global de minério de ferro e pelotas e a

expansão da produção da Vale tem permitido a obtenção de sucessivos recordes de

volumes de vendas. Assim, a quantidade embarcada desses produtos em 2007, de

296,357 milhões de toneladas métricas, foi a maior da história da Vale,

ultrapassando em 7,4% a verificada em 2006.

Apesar do bom desempenho, o volume de embarques foi menor do que a

programado em função de problemas na infra-estrutura de logística que

dificultaram sua realização, implicando inclusive em elevação de despesas com

demurrage. Tais problemas já foram solucionados, inclusive com o retorno à

operação plena do terminal marítimo de Itaguaí.

Em 2007, as vendas de minério de ferro somaram 262,687 milhões de toneladas

métricas, contra 250,667 milhões no ano anterior. Os embarques de pelotas foram

18

US GAAP

4T07

de 33,670 milhões de toneladas métricas, o que foi viabilizado pela produção

recorde de 17,570 milhões, pela compra de 11,689 milhões e pela industrialização

por encomenda de 3,231 milhões de toneladas métricas. A quantidade vendida de

pelotas aumentou em 32,8% em 2007.

No 4T07 vendemos 69,768 milhões de toneladas métricas de minério de ferro e

8,447 milhões de pelotas, com incremento de 9,1% e 18,3%, respectivamente, visà-

vis o 4T06.

A Vale é a maior fornecedora de minério de ferro para a China e embarcou para

esse país 94,5 milhões de toneladas métricas em 2007. Houve expansão de 24,9%

em relação ao realizado no ano anterior, de 75,7 milhões de toneladas métricas. A

Companhia atendeu a 24,6% das importações chinesas, sendo que estas

representaram 31,9% do nosso volume total de embarques de minério de ferro e

pelotas, contra 27,4% em 2006, 21,5% em 2005 e 17,8% em 2004.

O Japão absorveu 27,459 milhões de toneladas métricas, 9,3% de nossas vendas, a

Alemanha 22,781 milhões de toneladas métricas, 7,7%, seguida da França com

3,7%, Coréia do Sul com 3,5% e Itália com 3,1%.

As vendas para as siderúrgicas e produtores de ferro gusa do Brasil alcançaram

38,100 milhões de toneladas métricas, 12,9% dos embarques totais. A entrada em

operação dos diversos projetos de produção de aços semi-acabados promovidos

pela Companhia – CSA, CSV, CSP – e controlados por empresas siderúrgicas

exercerá forte impacto positivo sobre as vendas de minério de ferro e pelotas para o

mercado brasileiro.

As vendas de pellet feed para as joint ventures de pelotização de Tubarão foram de

20,547 milhões de toneladas métricas, 6,9% do total, as quais após transformação

em pelotas são direcionadas em sua maior parte para outros países.

O preço médio realizado na venda de minério de ferro em 2007, de US$ 45,33 por

tonelada métrica, foi 13,3% superior ao de 2006. Para as pelotas, o preço médio foi

igual a US$ 78,62 por tonelada métrica representando acréscimo de 4,5% sobre

2006.

A queda do volume de vendas de manganês, de 779 mil toneladas métricas em

2006 para 708 mil em 2007, foi influenciada pela suspensão da operação da mina

do Azul de julho a meados de dezembro de 2007, para dar prioridade ao transporte

de minério de ferro na Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Os embarques de ferro ligas em 2007, de 488 mil toneladas métricas, foram

ligeiramente inferiores aos do ano anterior, de 522 mil toneladas métricas. O preço

médio foi de US$ 1.311 por tonelada métrica, sendo 47,9% acima do preço médio

de 2006, de US$ 886,97.

A receita gerada com vendas de minerais ferrosos – minério de ferro, pelotas,

manganês e ferro ligas – somou US$ 15,434 bilhões em 2007, com elevação de

22,8% em relação a 2006. A receita com vendas de minério de ferro foi de US$

11,907 bilhões, com acréscimo de 18,8% frente ao ano passado e a de pelotas

atingiu US$ 2,647 bilhões, com aumento de 38,8%.

A margem EBIT ajustado foi de 47,9%, contra 47,3% de 2006. No 4T07, a

margem EBIT ajustado foi de 42,7%, sendo negativamente afetada pela apreciação

do real em relação ao dólar americano e por maiores gastos com manutenção nas

ferrovias e nos portos.

O EBITDA ajustado dos negócios de minerais ferrosos totalizou US$ 8,304 bilhões

em 2007, sendo 22,9% superior ao de 2006 e se constituiu em novo recorde anual.

19

US GAAP

4T07

O aumento de US$ 1,546 bilhão relativamente a 2006 sofreu a influência dos

efeitos do crescimento das quantidades vendidas (US$ 1,130 bilhão) e elevação de

preços (US$ 1,735 bilhão). Estes foram parcialmente compensados por aumentos

de US$ 960 milhões no CPV, US$ 157 milhões nas despesas gerais,

administrativas e vendas (SG&A) e US$ 102 milhões em impostos, além da

redução de US$ 100 milhões em dividendos recebidos de empresas não

consolidadas.

A Companhia investiu em 2007 nas operações com minerais ferrosos US$ 1,748

bilhão, dos quais US$ 1,027 bilhão foram destinados ao desenvolvimento de

projetos, US$ 141 milhões para P&D e US$ 580 milhões para manutenção das

operações atuais.

Iniciamos o projeto Carajás 130 Mtpa, que elevará a capacidade para 130 milhões

de toneladas métricas, a partir de 2009. O projeto se encontra em fase de

detalhamento da engenharia e aguarda apenas a obtenção de licença ambiental para

que as obras sejam iniciadas. Para fazer frente à expansão de Carajás, iniciamos o

projeto do Corredor Norte, envolvendo a ampliação da capacidade da Estrada de

Ferro Carajás (EFC) e do terminal marítimo de Ponta da Madeira.

Nosso primeiro investimento direto na indústria de minério de ferro na China foi a

compra por US$ 5 milhões de participação de 25% no capital da pelotizadora

Zhuhai, localizada na província de Guangdong. Trata-se de joint venture com a

Zhuhai Yueyufeng Iron & Steel e a Pioneer Iron & Steel. A planta entrou em

operação em janeiro de 2008, com capacidade de produção de 1,2 milhão de

toneladas métricas de pelotas ao ano. A Vale fornecerá minério de ferro para a joint

venture sob um contrato de 30 anos.

Estão previstas para 2008 a conclusão dos projetos de Fazendão, que fornecerá

15,8 milhões de toneladas métricas anuais de ROM (minério de ferro sem

beneficiamento) para a terceira planta de pelotização de nossa joint venture

Samarco, e Itabiritos, planta de pelotas com capacidade nominal de produção de 7

milhões de toneladas métricas por ano. O início de operação da planta da Samarco,

com capacidade de produção de 7,6 milhões de toneladas métricas anuais de

pelotas, está previsto para o 2T08.

VENDAS DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS POR DESTINO - mil toneladas métricas

4T06 3T07 4T07 2006 % 2007 %

Américas 18.974 18.951 19.307 73.937 26,8 73.130 24,7

Brasil 15.206 14.992 14.851 58.918 21,3 58.647 19,8

Siderúrgicas e produtores de gusa 9.375 9.946 10.103 36.448 13,2 38.100 12,9

JVs de pelotização 5.831 5.046 4.748 22.470 8,1 20.547 6,9

EUA 1.197 1.297 927 4.432 1,6 3.655 1,2

Outros 2.571 2.662 3.529 10.587 3,8 10.828 3,7

Ásia 31.42
quikc

quikc

5479 23/11/2007
superou e muito a espectativa.......muito mesmo.......e nao tava precificado pq ficaram segurando a açao uns dois dias.....
tonussi2000

tonussi2000

5401 06/07/2007
e om seguinte minhas açoes esta a venda 59,98 querem comprar ta a venda nao vendo por menos estou comprado a 42,16 ate o venc. estou realizando; dai vou passar uma semana no guaruja tbem sou filho de Deus boa sorte a tdos.
Arraial

Arraial

4886 22/08/2007
eplopes:
"Por que a vale em quase todos os pregões fica atrelada ao DJ, se só vende 1,2 % pros EEUU????´"

É culpa desta maldita inclusão digital.
Agora todo mundo fica no cyber, ou então deixam a jaula do macaco aberta e ele corre pro escritório pra entrar no HB. Ficam olhando o DJ e correm pra vender suas ações da VALE5F assim que cai um pouquinho.

Brincadeira... Eu também queria saber, com todos os fundamentos que temos hoje aqui.
Paezane

Paezane

215 10/07/2007
ah pode parar, 4,4 bilhoes no ultimo trimestre, mesmo com essas crises deu pra eu tirar um pouco mais na bolsa
tonussi2000

tonussi2000

5401 06/07/2007
e om seguinte minhas açoes esta a venda 59,98 querem comprar ta a venda nao vendo por menos estou comprado a 42,16 ate o venc. estou realizando; dai vou passar uma semana no guaruja tbem sou filho de Deus boa sorte a tdos.

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Ativos Discutidos
Índices Mundiais
Alemanha 0.1%
Austrália 0.2%
Brasil 0.0%
Canadá 0.0%
EUA (Dow Jones) 0.0%
EUA (NASDAQ) 0.6%
França 0.3%
Grécia 0.0%
Holanda 0.7%
Inglaterra -0.0%
Itália 0.1%
Portugal 0.0%
Maiores Altas (%)
BOV:JFEN3 0.68 19.3%
BOV:ARND3 0.73 15.9%
BOV:FICT3 0.26 8.3%
BOV:AZUL97 6.50 8.2%
BOV:PCAR3 1.90 8.0%
BOV:AZUL99 6.45 6.6%
BOV:ESPA3 7.48 5.6%
BOV:EALT3 13.00 4.8%
BOV:SNSY5 1.44 4.3%
BOV:RCSL4 0.50 4.2%

Dado por: