Evolução da Taxa Selic em 2018

Veja abaixo um resumo sobre todas as reuniões do Copom em 2018.

 

1ª Reunião do Copom em 2018 - 06/02/18 e 07/02/18

Em sua primeira reunião em 2018, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a redução da taxa básica de juros da economia, que passou de 7,00% para 6,75% ao ano. A decisão já era esperada pelo mercado.

Este foi o 11º corte consecutivo na taxa Selic, que alcançou o menor patamar já registrado desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. Também é a menor taxa de juros de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986.

Com essa nova queda na Selic, os principais bancos do país anunciaram uma nova redução das taxas de juros cobradas no crédito para pessoas físicas e empresas. Os comunicados de Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander foram divulgados à imprensa minutos após a decisão do Copom.

No documento em que comunica a decisão, o Copom informou que, dado o cenário atual, o mais adequado é encerrar o ciclo de redução da Selic. Entretanto, o comitê ressalvou que possíveis mudanças no cenário econômico até esta data podem levar a um novo corte dos juros.

 

2ª Reunião do Copom em 2018 - 20/03/18 e 21/03/18

Pela 12ª vez seguida, o Banco Central (baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, na segunda reunião em 2018, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a nove redução, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,75% ao ano em fevereiro, o nível mais baixo até então.

Em comunicado, o Copom informou que a inflação evoluiu de forma melhor que o esperado nesse início de ano. De acordo com o BC, o comportamento da inflação permanece favorável, com diversos preços mais sensíveis aos juros e ao ciclo econômico em níveis baixos. O órgão sinalizou que deve continuar a reduzir os juros na próxima reunião, em 15 e 16 de maio, mas que deve interromper o ciclo de quedas depois disso.

“Para a próxima reunião, o comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional. O comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas”, destacou o texto. “Para reuniões além da próxima, salvo mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação, o comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, acrescentou o comunicado.

Apesar do novo corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro, 0,5 ponto em dezembro e 0,25 ponto nas reuniões de fevereiro e de hoje.

 

3ª Reunião do Copom em 2018 - 15/05/18 e 16/05/18

O Comitê de Política Monetária decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 6,50% ao ano na terceira reunião de 2018. A decisão vai contra o que o mercado financeiro esperava. A expectativa era a de que o Copom reduziria em 0,25 ponto percentual a taxa, reduzindo-a para 6,25% ao ano.

Na avaliação do Copom, o cenário básico e o balanço de riscos tornariam desnecessárias uma flexibilização monetária adicional, ou seja, uma redução da taxa. O órgão reiterou em seu comunicado que veria como adequada, para as próximas reuniões, a manutenção da taxa de juros no patamar corrente.

O Copom ressaltou que os próximos passos da política monetária continuam dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. Contudo, o comitê fez a ressalva de que a conjuntura econômica atual ainda prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

Segundo o Copom, algumas mudanças no cenário econômico influenciaram a decisão. O principal deles, o cenário externo, que mostrou-se desafiador com a alta recente do dólar. O câmbio impacta sobremaneira as economias emergentes, como a brasileira. Por outro lado, o Copom apontou que os últimos indicadores de atividade econômica mostraram arrefecimento, num contexto de recuperação consistente, mas gradual, da economia brasileira.

 

4ª Reunião do Copom em 2018 - 19/06/18 e 20/06/18

O Banco Central manteve a Selic, a taxa básica de juros, em seu mínimo histórico de 6,5%, nesta quarta-feira, avaliando que a recente greve dos caminhoneiros e a desvalorização do real não repercutiram de forma preocupante nas projeções de inflação.

A decisão, esperada pelos mercados, foi adotada pelos nove membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, afirmou a instituição em nota.

"No curto prazo, a inflação deverá refletir os efeitos altistas significativos e temporários da paralisação no setor de transporte de cargas e de outros ajustes de preços relativos", anunciou o Copom em nota.

Contudo, "as medidas de inflação subjacente (que exclui valores voláteis, como energia e alimentos) ainda seguem em níveis baixos", acrescentou.

Em seu comunicado, o Copom se referiu à forte desvalorização do real frente ao dólar, de cerca de 12% nos seis primeiros meses do ano, provocada pela alta dos juros nos Estados Unidos e em outras economias desenvolvidas, que reduziu o interesses dos investidores pelo risco.

Antes da reunião, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já tinha descartado usar a alta dos juros como controle das taxas cambiais.

 

5ª Reunião do Copom em 2018 - 31/07/18 e 01/08/18

Na quinta reunião de 2018, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 6,5% ao ano.

A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Esta foi a terceira vez seguida que o Copom decidiu por não alterar a taxa Selic.

A taxa Selic manteve-se no menor patamar desde o início do regime de metas para a inflação, adotado em 1999.

No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê não deu indicações sobre manutenção ou alteração na Selic nas próximas reuniões. Na nota, porém, o Copom reiterou a avaliação de que a paralisação dos caminhoneiros, em maio, teve efeito negativo temporário sobre a economia.

"Indicadores recentes da atividade econômica refletem os efeitos da paralisação no setor de transporte de cargas, mas há evidências de recuperação subsequente. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que aquele esperado antes da paralisação", diz o texto.

Segundo o comitê, os efeitos da greve nos preços foram sentidos em junho, mas as projeções para a inflação nos próximos meses ainda seguem em níveis "muito baixos".

O Copom avalia que, embora ainda siga "desafiador", o cenário externo apresentou "certa acomodação" no período recente.

Após um longo período de disparada do dólar, a moeda americana caiu gradualmente nos últimos dias e opera em torno de R$ 3,75.

O BC informou ainda que uma possível “deterioração do cenário externo para economias emergentes”, como o Brasil, teria efeito negativo sobre a inflação.

O Banco Central afirma também que os principais "riscos para a inflação estão ligados à política de normalização das taxas de juros nos Estados Unidos e à instabilidade no comércio global.

 

6ª Reunião do Copom em 2018 - 18/09/18 e 19/09/18

O Copom decidiu manter pela quarta vez seguida a Selic em 6,50% ao ano, seguindo o que esperava a maior parte do mercado financeiro. A expectativa do mercado é que os juros permaneçam estáveis pelo menos até o final do ano.

No comunicado, o Banco Central ressaltou que o cenário atual necessita de uma "política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural". "Esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora", destacou a autoridade monetária.

Para o BC, os níveis de inflação se encontram em "níveis apropriados", mas os principais riscos seguem associados à alta de juros nas maiores economias do mundo, em especial nos Estados Unidos, além das incertezas geradas pela guerra comercial de Donald Trump contra a China.

Analistas avaliaram que, apesar do impacto da greve dos caminhoneiros na inflação, houve uma rápida reversão de cenário, o que, junto com o ritmo fraco da atividade econômica, reforça a projeção do mercado de que a Selic deve permanecer nos níveis atuais por mais tempo.

O principal risco visto pelos analistas estava na taxa de câmbio, que segue bastante volátil e chegou a bater a marca de R$ 4,20, sua máxima histórica. Mesmo assim, não há expectativa de que haja um impacto desta disparada nas futuras decisões do Comitê.

 

7ª Reunião do Copom em 2018 - 30/10/18 e 31/10/18

Pela quinta vez seguida, o Banco Central não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão depois das eleições presidenciais. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom, composto pelo presidente e pelos diretores do BC, informou que existe chance de a inflação voltar a subir caso haja “frustração de expectativas sobre a continuidade das reformas e dos ajustes necessários na economia brasileira”. Segundo o texto, esse risco pode piorar caso haja turbulências internacionais que afetem economias emergentes. Segundo a nota, no entanto, "o grau de assimetria do balanço de riscos" diminuiu em relação à última reunião, em setembro.

Em maio, o BC interrompeu a sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 4,53% nos 12 meses terminados em setembro, um pouco acima do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. O índice foi o maior para meses de setembro desde 2015, influenciado pela alta do dólar, que impactou o preço dos combustíveis, e por algumas tarifas, como de água, luz e esgoto.

Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

 

8ª Reunião do Copom em 2018 - 11/12/18 e 12/12/18

Na última reunião de 2018, o Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 6,5% ao ano. Foi a sexta manutenção consecutiva. A taxa está no seu menor patamar da história desde março deste ano.  

A decisão já era esperada pelos economistas. Isso porque a previsão é de que a inflação feche o ano em abaixo da meta de 4,5% e de que a retomada da economia ainda é incerta. 

Para 2019, porém, é esperado um aumento dos juros, motivado por uma provável recuperação da economia. Na média, os analistas do mercado financeiro esperam que a Selic feche o próximo ano em 7,5%.

Quando a taxa básica de juros estava em dois dígitos, era possível ter alta rentabilidade nos investimentos de renda fixa facilmente. Agora, os investidores precisam se empenhar mais para encontrar bons retornos. A diversificação nunca foi tão importante, especialmente em um momento de expectativa de valorização das ações na bolsa de valores após a eleição de Jair Bolsonaro (PSB).

Com a Selic em 6,5% ao ano, investimentos de renda fixa como poupança, CDBs com taxas pós-fixadas, fundos DI e títulos do Tesouro Selic pagam menos, já que seu rendimento é atrelado à taxa Selic ou à taxa DI, muito próxima da taxa básica de juros.

 

Entenda o que é a Taxa Selic

Também chamada de taxa básica de juros da economia brasileira, a Taxa Selic é a taxa de financiamento utilizada no mercado interbancário para remunerar as operações de um dia de duração (overnight), que possuem lastro em títulos públicos federais listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) do Banco Central do Brasil (BC).

Em outras palavras, a Taxa Selic é a taxa de juros utilizada para transações de empréstimo de curto prazo de banco para banco, que utilizam títulos públicos federais como garantia, visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação. Essa taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.

Saiba mais sobre a Taxa Selic

 

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