Relatório sobre os resultados operacionais e financeiros da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) no 1° trimestre de 2015

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Em 07 de Maio de 2015, a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) divulgou relatório sobre seus resultados operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2015. As informações financeiras e operacionais contidas nesse relatório, exceto quando indicado de outra forma, são apresentadas em bases consolidadas, em reais brasileiros, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo a Legislação Societária e a convergência às normas internacionais do IFRS. As comparações realizadas neste comunicado levam em consideração o primeiro trimestre de 2014, exceto quando especificado em contrário.

Fundada em 1948, a Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4), que também conhecida como Grupo Pão de Açúcar, atua através de uma estrutura multiformato, que permite atender às necessidades de consumidores de diferentes regiões e classes socioeconômicas com um equilíbrio entre supermercados (Pão de Açúcar e Extra Supermercado), hipermercados (Extra Hiper), lojas de produtos eletrônicos/eletrodomésticos (Ponto Frio e Casas Bahia), lojas de proximidade (Minimercado Extra e Minuto Pão de Açucar), atacado de autosserviço (Assaí), postos de combustíveis, drogarias e operações de comércio eletrônico (Extra.com.br, PontoFrio.com, CasasBahia.com.br, Barateiro.com.br, PartiuViagens.com.br e atividades B2B com E-Hub).

 

 

Conjuntura Econômica da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

Houve um crescimento da receita líquida consolidada de 14,8%, com sólido crescimento orgânico: abertura de 20 novas lojas no trimestre e 211 novas lojas nos últimos 12 meses.

Ocorreu uma maior geração de caixa e melhoria no capital de giro possibilitou o encerramento do trimestre com posição de caixa superior em R$ 771 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2014.

A Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) obteve aumento de 7,1% no valor dos dividendos intermediários por ação em 2015 (R$ 0,15 por ação preferencial e R$ 0,136365 por ação ordinária).

O EBITDA ajustado expandiu-se 2,1% em bases comparáveis, com margem de 7,6%, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2014.

O lucro líquido aumentou 7,3%, com margem líquida de 2,7%, patamar superior à margem do mesmo período do ano anterior.

Ocorreu uma recuperação da performance da categoria de alimentos com crescimento de vendas mesmas lojas de 4,9% (versus 2,1% no quarto trimestre de 2014).

A resiliência e posicionamento assertivo da bandeira Assaí se traduzem em crescimento do EBITDA de 30,4%.

Teve continuidade dos ganhos de market share, segundo dados de janeiro e fevereiro da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio, IBGE), reforçam a estratégia da Via Varejo para o ano.

A margem EBITDA de 10,1%, aumento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e expansão do lucro líquido de 42,5%.

 

 

A receita líquida da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

A receita líquida consolidada da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) totalizou R$ 17,237 bilhões no trimestre, com crescimento de 14,8%, como resultado da inauguração de 211 novas lojas nos últimos 12 meses e crescimento das vendas ‘mesmas lojas’ de 4,0%. Sem o efeito da consolidação da Cdiscount, a receita líquida teria crescido 5,9% no período. Este resultado foi 14,8% superior ao resultado do primeiro trimestre de 2014, quando totalizou R$ 15.009 bilhões.

 

 

O endividamento da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

A dívida líquida da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4), incluindo a operação de carnês, totalizou R$ 3,217 bilhões ao final de março de 2015, apresentando redução na relação Dívida Líquida com carnês/EBITDA de 0,85x no primeiro trimestre de 2014 para 0,67x no primeiro trimestre de 2015, refletindo um menor nível de endividamento. A maior geração de caixa e melhoria no capital de giro da Companhia possibilitou o encerramento do trimestre com reserva de caixa e aplicações financeiras superior em R$ 771 milhões quando comparada ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 6,145 bilhões. A Companhia adotou uma estratégia de redução da frequência de antecipação de recebíveis e, com isso, antecipou um menor volume nesse trimestre, encerrando o primeiro trimestre de 2015 com R$ 1,5 bilhão de recebíveis não antecipados.

 

 

O resultado financeiro da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

O resultado financeiro líquido da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) apresentou redução de 17,0% no trimestre, totalizando R$ 281 milhões, apesar do aumento da taxa de juros (medido pelo CDI médio), que cresceu 17,0% entre o primeiro trimestre de 2014 e primeiro trimestre de 2015. A relação entre o resultado financeiro líquido e a receita líquida passou de 2,3% no primeiro trimestre de 2014 para 1,6% no primeiro trimestre de 2015. Nesse trimestre, a Companhia apresentou melhora de R$ 58 milhões no resultado financeiro líquido em comparação ao primeiro trimestre de 2014. As principais variações foram:? Redução de R$ 92 milhões no custo da venda de recebíveis de cartão, em relação ao ano anterior, como resultado da estratégia adotada pela Companhia de redução da frequência de antecipação de recebíveis e consequentemente do volume em Via Varejo e Multivarejo;? Aumento de R$ 39 milhões nos encargos sobre a dívida bancária liquida, em função principalmente do impacto da redução da antecipação de recebíveis sobre o nível de caixa.

 

 

O lucro líquido da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

O lucro líquido da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) em bases comparáveis, ou seja, excluindo o resultado Consolidado da Cnova (Cnova Brasil e Operações Internacionais) do primeiro trimestre de 2014 e primeiro trimestre de 2015, totalizou R$ 387 milhões, com crescimento de 7,3% em relação ao primeiro trimestre de 2014, e margem líquida de 2,7%, patamar superior à margem do mesmo período do ano anterior. Incluindo a Cnova, o lucro líquido da Companhia alcançou R$ 252 milhões, com margem líquida de 1,5%. Ajustado pela Outras Receitas e Despesas Operacionais, atingiu R$ 311 milhões e margem líquida de 1,8%, com destaque para a expansão de lucratividade dos negócios Via Varejo e Assaí.

 

 

Programas de Investimentos da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

Os investimentos da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) totalizaram R$ 516 milhões no primeiro trimestre de 2015, um montante 87% superior ao primeiro trimestre de 2014, sendo 71% do total investido no segmento Alimentar e 15% na Via Varejo. No segmento Alimentar, em linha com a estratégia de crescimento orgânico, foram inauguradas 17 lojas no trimestre, sendo 9 Minimercado Extra, 5 Minuto Pão de Açúcar e 3 Assaí. Os investimentos também refletem as iniciativas em renovação de lojas para incrementar a atratividade. No ano, o Grupo pretende reformar um número significativo de lojas, principalmente na bandeira Extra. Na Via Varejo, os investimentos no período estão relacionados, principalmente, à implementação de novos sistemas de gerenciamento logístico, ferramentas de avaliação e gerenciamento de crédito, ferramentas para aumento de produtividade em lojas e back office e reformas de lojas. No primeiro trimestre de 2015 foram inauguradas 3 lojas das Casas Bahia nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Importante ressaltar a manutenção dos esforços em otimização do capex por m², a intensificação das reformas de lojas e a continuidade das sinergias, visando maior eficiência e modernização do Grupo.

 

 

Ativos totais da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

Os ativos totais consolidados da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) no primeiro trimestre de 2015 totalizaram R$ 43.127 milhões, -5,21% inferior ao quarto trimestre de 2014, quando totalizaram R$ 45.500 milhões.

 

 

Patrimônio líquido da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

O patrimônio líquido consolidado da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) no primeiro trimestre de 2015 totalizou R$ 14.717 bilhões, 1,62% superior ao quarto trimestre de 2014, quando totalizou R$ 14.482 bilhões.

 

 

O EBITDA da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

O EBITDA ajustado da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) no primeiro trimestre de 2015 totalizou R$ 1.017 bilhão, -5,57% inferior ao primeiro trimestre de 2014, quando totalizou R$ 1.077 bilhão.

 

 

Pagamento de Dividendos da Companhia Brasileira de Distribuição no 1° Trimestre de 2015

Em reunião do Conselho de Administração realizada em 07 de maio de 2015 foi aprovado o pagamento de dividendos intermediários para 2015. O pagamento dos dividendos intermediários da Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3 e PCAR4) relativos ao primeiro trimestre de 2015 totalizará R$ 38,5 milhões, correspondente a R$ 0,15 por ação preferencial e R$ 0,136365 por ação ordinária. O valor dos dividendos intermediários por ação em 2015 será superior em 7,1% em relação ao ano anterior (R$ 0,14 por ação preferencial e R$ 0,127270 por ação ordinária em 2014). Terão direito aos dividendos todas as ações em circulação na data-base de 18 de maio de 2015. A partir do dia 19 de maio de 2015, as ações serão negociadas sem direito aos dividendos (“ex-dividendos”). O pagamento dos dividendos será realizado até o dia 28 de maio de 2015.

 

 

A Companhia Brasileira de Distribuição no Mercado de Capitais

Listada no Mercado Bovespa desde 22 de Setembro de 1995, as ações do Grupo Pão de Açúcar passaram a pertencer à lista de ativos do Nível 1 da principal bolsa de valores brasileira a partir de 31 de Março de 2003.

Das 99.679.851 ações ordinárias PCAR3 que compõem o capital social da Companhia Brasileira de Distribuição, 60.621 estão em circulação no mercado.

Das 166.016.795 ações preferenciais PCAR4 que compõem o capital social da Companhia Brasileira de Distribuição, 155.869.091 estão em circulação no mercado.

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