Ibovespa abre próximo dos 48 mil pontos; Eletrobras sobe 6% e dólar atinge R$ 3,80

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Com uma ajuda das ações dos bancos, às 11h55, o Índice Bovespa ganhava 0,33%, atingindo 47.839 pontos. Os papéis ordinários (ON, com voto) do Banco do Brasil tinham alta de 2,46%, como as ações preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco, 0,32%, Bradesco PN, 0,83%, e as units (recibos de ações) do Santander, 0,92%.

Enquanto isso, importantes companhias do Ibovespa marcavam perdas. Petrobras ON estava estável e seus papéis PN caíam 0,37%. A estatal reflete a redução de 8,5% de sua produção, cerca de 178 mil barris por dia, por conta da greve dos petroleiros. Vale ON e PNA, por sua vez, perdiam 1,32% e 0,99%, respectivamente.

Por aqui, o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Altamir Lopes, disse que a inflação só deve ficar na meta de 4,5% em 2017. Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou alta de 0,88% em outubro, ante 0,66% em setembro. Em 12 meses, o índice já acumula 10,1%.

Eletrobras sobe 6% e CPFL cai 1,77% 

Eletrobras ON ganhava 6,63%, a maior alta do Ibovespa, após anunciar que a Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira, órgão da Agência Nacional de Energia Elétrica, pagará uma indenização de R$ 9 bilhões à sua controlada Furnas. Em maio deste ano, Furnas havia solicitado uma indenização de R$ 10,6 bilhões por investimentos não amortizados em linhas de transmissão há dois anos. De acordo com relatório da Guide Investimentos, mesmo atrasado e um pouco abaixo do solicitado, o pagamento deve ser benéfico para a Eletrobras. Também entre os destaques positivos do índice estavam Smiles ON, 3,45%, Qualicorp ON, 3,30%, e Kroton ON, 2,35%.

Na contramão, as piores perdas do indicador eram de Telefônica PN, 3,25%, Gol PN, 2,70%, CPFL Energia ON, 2,44%, e das units da Klabin, 2,30%. A Telefônica informou na noite de ontem um recuo de 16,1% do lucro líquido no terceiro trimestre de 2015, para R$ 886,2 milhões, ante o mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) da operadora, de agosto a setembro, somou R$ 3,2 bilhões, 4,3% mais do que em 2014.

Varejo cai na Europa; petróleo ensaia recuperação

Na zona do euro, as vendas do varejo caíram 0,1% em setembro, ante agosto, segundo a agência de estatísticas da União Europeia (Eurostat). Trata-se da primeira queda do setor em seis meses. Na comparação anual, o avanço foi de 2,9%. Por lá, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que a instituição decidirá em dezembro se os estímulos econômicos para a região deverão ser revistos. O Índice Stoxx 50, dos 50 papéis mais líquidos do bloco, tinha ganhos de 0,87%, seguido pelo britânico Financial Times, 0,01%, pelo francês CAC, 1,10%, e pelo alemão DAX, 0,93%.

Depois das perdas de mais de 3% registradas ontem, o petróleo WTI, negociado em Nova York, tem leve alta de 0,09%, para US$ 46,36, acompanhado pelo barril do tipo Brent, de Londres, com ganhos de 0,12%, para US$ 48,64.

No mercado futuro dos EUA, o Dow Jones perdia 0,28%, como o S&P 500, 0,35%, e o índice da Nasdaq, 0,05%.

Na China, a expectativa é de que a produção industrial cresça acima dos 6% em 2015, na comparação com o ano anterior, disse o chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do país, Miao Wei. O crescimento da indústria chinesa desacelerou mais que o esperado em setembro, para 5,7%, enquanto os analistas estimavam avanços de 6% na comparação anual.

Juros avançam e dólar bate R$ 3,80

Os juros futuros abriram o dia em alta, as taxas dos negócios válidos até janeiro de 2016 subiam de 14,252% ao ano para 14,258%. Para 2016, as projeções passavam de 15,30% para 15,41%. Por fim, os contratos com vencimento em 2021 tinham taxas de 15,58%, contra projeção anterior de 15,47%.

No mercado de câmbio, a divisa americana no segmento comercial subia 0,23%, para R$ 3,80 na venda, assim como o dólar turismo, que ganhava 0,75%, sendo vendido por R$ 3,99. A moeda estrangeira é pressionada pelas afirmações de ontem da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Janet Yellen, de que o país pode elevar seus juros em dezembro. O BC anunciou hoje mais dois leilões de linha. Como na última terça-feira, serão aceitos até US$ 500 milhões a partir das 15h15.

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