Sem reforma da previdência, taxa de juros pode subir, diz Meirelles

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a defender a reforma da Previdência, em discussão com o  governo Michel Temer, e disse que, a “Previdência é hoje injusta, há funcionários públicos privilegiados; queremos justiça social, igualdade para todos”, afirmou durante entrevista na manhã de hoje à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul. E destacou que o governo espera votar as mudanças previdenciárias ainda este ano. “Mas, se não der, em fevereiro (2018) votamos.”

Meirelles reforçou que se nada for feito, a Previdência pode quebrar. E frisou também que as chances dos juros subirem, com a não aprovação, são bem mais elevadas. “O risco-país pode aumentar se não for aprovada a reforma da Previdência, pode ter o downgrade, o que significa aumento de juros.”

O ministro voltou a falar da recuperação da economia brasileira, destacando que já foram criados mais de 1 milhão de novos postos de emprego este ano e a expectativa é de criação de mais de 1,5 milhão em 2018. “E a Reforma Trabalhista vai ajudar a criar mais empregos”, emendou.

Para Meirelles, uma das prioridades na área da privatização é a Eletrobras, “Todo brasileiro deve ter eletricidade mais barata e acessível, com a privatização Eletrobras”, citando como exemplo o que ocorreu na área das telecomunicações, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na sua avaliação, a privatização da Telebras (BOV:TELB4deu ao país um novo patamar de desenvolvimento neste setor.

Segundo o ministro, a renegociação da dívida dos Estados já é passado, foi executada. Agora, se fala em plano de recuperação fiscal onde o déficit é elevado, como é o caso do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, “É preciso que o Estado equilibre as suas contas, não adianta o Estado ter companhias e estar quebrado”.

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