Santander lucra R$ 2,859 bi no 1º tri, aumento de 25,4%; retorno sobe para 19,1%

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O lucro líquido recorrente, sem eventos especiais, do Santander Brasil (BOV:SANB11) no primeiro trimestre ficou em R$ 2,859 bilhões, um crescimento de 25,4% sobre os R$ 2,280 bilhões do mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido do banco subiu, de 15,9% no primeiro trimestre do ano passado para 19,1% anualizados este ano. Com isso, a operação brasileira passou a representar 27% dos resultados do Grupo Santander em todo o mundo, ante 26% no fim de 2017.

O lucro societário, que inclui eventos não recorrentes, subiu ainda mais, 54,6%, para R$ 2,820 bilhões.

O banco melhorou sua margem financeira em 14,6%, para R$ 10,163 bilhões. As receitas de prestação de serviços aumentaram 11,5%, bem acima da inflação, para R$ R$ 4,134 bilhões. E o resultado de créditos de liquidação duvidosa, reflexo da inadimplência, cresceu 17,1%, para uma perda de R$ 2,652 bilhões. As despesas gerais do banco cresceram 3,8%, perto da inflação, para R$ 4,805 bilhões.

A carteira de crédito do banco cresceu 9%, para R$ 280,4 bilhões, puxada pelas pessoas físicas, com aumento de 21%, para R$ 113,7 bilhões. Os financiamentos ao consumo responderam por R$ 43,6 bilhões, aumento de 21,9%, e pequenas e médias empresas, com R$ 34,3 bilhões, crescimento menor, de 5,6%. Já a carteira de grandes empresas teve queda de 6,5%, para R$ 88,766 bilhões.

A inadimplência geral do banco ficou estável em relação ao mesmo trimestre do ano passado, em 2,9% acima de 90 dias. Mas houve melhora em pessoas físicas, de 4% para 3,7%, piorando para as empresas, de 1,9% para 2%. O Índice de Cobertura, que é quanto o banco tem de provisões em relação à inadimplência, caiu de 229,3% para 216,2%.

Os indicadores são de melhora da inadimplência, com o índice de atrasos de 60 dias caindo de 3,9% no primeiro trimestre de 2017 para 3,6% neste trimestre. Mesmo em comparação com o quarto trimestre, quando o índice estava em 4%, há indicação de melhora.

O banco fechou o trimestre com 22,2 milhões de ativos totais, crescimento de 9% em um ano. Já o número de clientes digitais aumentou 33%, para 9,1 milhões.

Crescimento forte no varejo

O Santander destacou o crescimento no segmento de varejo, especialmente do faturamento de cartões de crédito, de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crédito consignado também cresceu, com os novos empréstimos aumentando 53,1% em 12 meses, o que permitiu ao banco aumentar em 1,2% a participação de mercado, para 12%. No segmento de crédito imobiliário, o crescimento da fatia de mercado nas novas concessões foi de 8,7 pontos percentuais, para 12,1%.

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