Economia chinesa decepciona, mas mercados internacionais sobem

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IGP-M apresenta nova alta, consistente com expectativas do mercado. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,97% no segundo decêndio de outubro, uma desaceleração em relação à alta de 1,34% em setembro. A trajetória do índice continua consistente com a mediana das expectativas do mercado, que espera uma taxa acumulada de 9,92% no final do ano. No momento, a taxa acumulada em 2018 é de 9,34%. O IPA, componente que representa os preços no atacado, registrou alta de 1,24% ante alta 1,95%. O IPC, representando os preços no varejo, registrou alta de 0,48% ante alta de 0,16%. Já o INCC, componente que representa os preços do setor de construção, registrou alta de 0,36% ante alta de 0,19%.

Atividade econômica

Economia chinesa decepciona. Os principais indicadores chineses vieram abaixo das expectativas do mercado. O PIB apresentou alta de 6,5% na taxa anual, abaixo da expectativa de 6,6%. A produção industrial registrou alta de 5,8%, 0,2 pontos percentuais abaixo das estimativas. A produção industrial tem registrado um recorde de números ruins ao longo do recrudescimento das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A China anunciou estímulos (fiscal e monetário) ao setor, mas impacto ainda não é aparente.

Mercados acionários

Os mercados acionários internacionais voltaram a subir nesta sexta-feira. A sessão asiática iniciou os negócios do dia com queda, reflexo da piora nos indicadores chineses. Os mercados internacionais começam a vislumbrar um cenário desafiador, cogitando um efeito moderado de estagflação chinesa (desaceleração econômica e inflação). Apesar da abertura em queda, as bolsas inverteram o sinal para positivo ao passo que o dólar foi perdendo força na região. Xangai encerrou o pregão com alta de 2,58%, veja abaixo:

Na sessão europeia, os índices acionários estão majoritariamente em queda, ecoando os problemas em torno do orçamento italiano. O título de rendimento 10 anos da Itália sobe forte para 3,725%, e o Euro registra alta de 0,1% frente ao dólar. Em Wall Street, os índices futuros sinalizam uma alta de 0,5% na abertura, demonstrando um otimismo em mais um dia de balanços trimestrais.

No Brasil, a agenda econômica continua fraca, dando espaço ao cenário político. A liderança de Jair Bolsonaro com 18 pontos de vantagem no Datafolha não traz novidades, mas consolida expectativas do mercado. A tendência dos negócios é de alta para a bolsa, e queda do dólar. Uma cautela deve surgir caso retorne boatos a respeito da saída do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Expectativas dos agentes

O foco do dia virá de empresas a divulgar seus números: P&G, State Street e Schlumberger. Os mercados ainda esperam dados do setor imobiliário nos Estados Unidos e, para o setor petrolífero — a contagem de plataformas de petróleo e gás (Baker Hughes). Ainda nos EUA, os dirigentes do Federal Reserve discursarão ao longo do dia.

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