Bitcoin valoriza mais de 30% em janeiro/2020 com alta do dólar

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A alta do dólar e a valorização internacional de 16% do Bitcoin (BTC) levaram a principal criptomoeda do mercado a subir mais de 30% somente no mês de janeiro de 2020.

O par BTC/BRL começou o ano cotado ao redor de R$ 30.590, chegou a uma mínima de R$ 29.625 em 3 de janeiro e depois subiu constantemente até fechar o mês na faixa dos R$ 40.000, ganhando R$ 10.000 no período.

Enquanto a maior criptomoeda só subiu no último mês, os movimentos dos mercados internacionais nas últimas semanas também fizeram com que o dólar funcionasse como um dos suportes da ascensão do BTC nas exchanges do Brasil.

No mês de janeiro, a moeda americana subiu quase 7%, chegando ao maior valor nominal da história, R$ 4,28. Enquanto isso, com a epidemia de coronavírus na China e o conflito entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio, o Ibovespa foi quem sofreu no mercado brasileiro, acumulando 1,53% de queda no mês.

Mercado otimista para 2020

O bom início de ano para o Bitcoin e para o mercado de criptomoedas traz otimismo para os investidores brasileiros neste ano. Depois de um ano ruim em 2018 e um ano de recuperação em 2019, a expectativa é que 2020 traga mais consolidação para o mercado, com maior adoção em pagamentos globais e entrada de mais investidores institucionais.

Por isso, muitos traders se dividem com relação às consequências no corte de recompensa dos mineradores de Bitcoin. Parte dos analistas, como os youtubers The Moon e DataDash, acredita que o próximo ciclo de alta do Bitcoin deve mirar na faixa entre US$ 80 mil e US$ 100 mil.

DataDash, cujo nome real é Nicholas Merten, porém disse que a ascensão não será como em 2017:

“Até chegarmos a US$ 20.000, não veremos a corrida parabólica que vimos nos ciclos anteriores, como quando passamos de US$ 1.000 para US$ 20.000 em 2017.”

Ainda nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, o colunista do Cointelegrah Keith Warening escreveu uma análise dizendo que a chegada aos US$ 100.000 não deve acontecer em 2020.

Da perspectiva brasileira, Alexandre Vasarhelyi, da gestora BLP Asset, fala sobre as expectativas para o halving:

“A narrativa do halving no passado foi muito importante, e acreditamos que desta vez vai ser a mesma coisa. É uma oportunidade de contar a história dos criptoativos, porquê o grande desafio do Bitcoin é ser compreendido, ele é muito complexo, então entender o halving como um corte na oferta é muito simples de entender.”

Ele ressalta que em um mercado com até 80% de volatilidade, todas as perspectivas estão ao mesmo tempo corretas e erradas:

“Quando a gente tem um ativo com essa volatilidade, no fundo todo mundo está certo e todo mundo está errado, porquê uma volatilidade destas quer dizer incerteza. Se já é difícil prever os movimentos dos preços de uma ação, com criptoativos essa dificuldade é muito maior. Então a gente não encara nenhuma previsão de curto prazo com seriedade, mas acreditamos que no longo prazo ainda há muito espaço para crescer.”

Criptomoedas do Top 10 no Brasil

No desempenho das demais moedas no mercado brasileiro, o Ethereum também subiu na última semana. A moeda subiu mais de 10% para passar de R$723 para R$ 815 nesta segunda-feira.

O XRP também subiu, passando de uma mínima de R$ 0,98 para cerca de R$ 1,09 na cotação desta segunda. O mercado em geral, porém, enfrenta pequena correção no começo desta semana. Nas moedas do Top 10, a maioria está em leve queda, com destaque para o Litecoin (LTC), que perde, 2,70% no dia.

As únicas em alta até aqui são o Bitcoin Cash, que tem pequena alta de 0,13%, e o Cardano, que tomou um posto no Top 10, subindo 0,33% nesta segunda-feira.

As cinco criptomoedas que mais cresceram na semana: ETC, LTC, ADA, MIOTA, ZEC.

Por Lucas Caram

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