Ata do Copom: novas informações sobre economia serão essenciais para tomar próximos passos sobre juros

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O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (23) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que cortou a Selic em 0,5 ponto percentual, para 3,75%, em meio aos impactos do coronavírus para a economia.

O documento manteve o tom considerado “hawkish” (duro, não indicando novas quedas dos juros) ao apontar que o BC vê como adequada a manutenção da Selic no novo patamar.

Contudo, destacou que o ambiente para os emergentes tornou-se desafiador, que o coronavírus provoca desaceleração significativa do crescimento global e que o BC continuará fazendo uso de todo o seu arsenal. Neste caso, novas informações são essenciais para tomar os próximos passos.

O comitê ainda avaliou que “diversas medidas de inflação subjacente estão em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

No cenário híbrido, com trajetória de taxa de juros da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante com o dólar a R$ 4,75, as projeções condicionais para a inflação estão ao redor de 3% para 2020 e de 3,6% para 2021.

O cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 3,75% e se eleva até 5,25% em 2021. Com isso, as projeções para a inflação de preços administrados são de 1,5% para 2020 e de 3,9% para 2021.

Já no cenário com juros constante a 4,25% e taxa de câmbio constante com o dólar a R$ 4,75, as projeções estão em torno de 3,0% para 2020 e de 3,6% para 2021.

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