Ata do Copom: Banco Central considera um último ajuste para a próxima reunião

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O Banco Central divulgou na manhã desta terça-feira (12) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que foi decidido um corte de 0,75 ponto percentual na Selic, a 3%, em meio à pandemia do coronavírus.

A ata destacou que a conjuntura prescreve estímulo extraordinariamente elevado e que o BC considera um último ajuste para a próxima reunião, destacando que o corte também está condicionado ao fiscal. De acordo com o documento, o próximo ajuste não será maior do que o atual.

A expectativa do Banco Central é de uma forte queda no PIB na primeira metade do ano por conta dos efeitos da pandemia, com recuperação gradual começando no terceiro trimestre. A avaliação é de que o impacto da pandemia será desinflacionário.

Os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliaram que “diversas medidas de inflação subjacente se encontram abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

O documento voltou a informar as projeções de inflação do Copom, que já haviam sido divulgadas na semana passada, no comunicado da decisão que contemplou um corte na taxa Selic de 3,75% para 3%. De acordo com o comitê, as projeções de inflação e cenários “foram impactadas por hipóteses sobre a trajetória futura do preço do petróleo” e os cenários supõem que o preço do petróleo tipo Brent subirá cerca de 40% entre a média da semana anterior à da reunião do Copom e o fim de 2020.

De acordo com a ata, no cenário híbrido, com trajetória de taxa de juros da pesquisa Focus e taxa de câmbio constante com o dólar a R$ 5,55, as projeções condicionais para a inflação se situam em torno de 2,4% para 2020 e de 3,4% para 2021. O cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,75% e que alcança 3,75% em 2021. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 0,7% para 2020 e de 3,9% para 2021.

No cenário com taxa de juros constante a 3,75% e taxa de câmbio constante com o dólar a R$ 5,55, as projeções de inflação estão em torno de 2,3% para 2020 e de 3,2% para 2021. Nesse cenário, as estimativas para a inflação de preços administrados são de 0,7% para 2020 e de 3,8% para 2021.

 

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