Ambev (ABEV3): lucro líquido tem queda no 2T20 com pandemia

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A AmBev teve lucro líquido atribuído a sócios da empresa controladora de R$ 1,226 bilhão no 2T20, recuando 51,3% ante lucro líquido de R$ 2,52 bilhões em igual período de 2019. A receita líquida recuou 4,36% entre os dois períodos, de R$ 12,145 bilhões para R$ 11,615 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia caiu 28,6%, para R$ 3,348 bilhões. A margem Ebitda foi de 28,8%, uma queda de 9,8 pontos percentuais. A Ambev teve uma receita líquida 10,4% menor, somando R$ 11,615 bilhões. Os investimentos em Capex também recuaram: R$ 807,1 milhões, queda de 9,9% na comparação com igual trimestre do ano anterior.

“O impacto total da pandemia do Covid-19 em nossos resultados futuros permanece incerto”, disse a Ambev no comunicado.

A fabricante de bebidas citou expectativa de recuperação operacional mais lenta em função de mudanças no mix de embalagens e canais de vendas, além de contínuas pressões de custo atreladas à desvalorização cambial e o impacto da crise na renda das famílias.

No segundo trimestre, por conta do fechamento de bares e restaurantes, os volumes de cerveja caíram 9,2%, para 33,465 milhões de hectolitros, na comparação com 36,865 milhões de hectolitros de igual trimestre do ano anterior. O custo do produto vendido (CPV) aumentou 10%. Mas a empresa conseguiu reduzir suas despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) em 4,4% no mesmo período.

Já o custo total de produtos vendidos atingiu R$ 5,8 bilhões, alta de 16,9% sobre um ano antes, puxado pela inflação na Argentina, oscilações cambiais desfavoráveis e mudanças no mix de embalagens.

A linha de despesas financeiras subiu quase 40% no período, enquanto os gastos gerais, com vendas e administrativos subiram apenas 1%.

A AmBev, na qual a AB InBev detém 61,9% de participação, está presente em 16 países nas Américas, incluindo Canadá e Argentina.

As ações da Ambev negociadas na bolsa paulista recuaram mais de 18% até agora em 2020, após alta de 24,6% em 2019.

Fonte G1, Isto é Dinheiro, Reuters

 

 

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