Duratex (DTEX3): tem prejuízo de 23,6 milhões no 2T20

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A Duratex (BOV:DTX3) teve prejuízo líquido de R$ 23,6 milhões no segundo trimestre de 2020, ante o lucro líquido de R$ 69,4 milhões do mesmo período do ano anterior. A receita líquida caiu 8,6%, para R$ 1,05 bilhão. Depois de ter a totalidade de suas fábricas paralisadas em abril devido à queda de demanda em decorrência da pandemia de covid-19, a Duratex vem apresentando recuperação acelerada, desde maio, e já considera que poderá ter algum crescimento de vendas, em 2020, na comparação com o ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve queda de 48,8%, para R$ 147 milhões. A companhia informou também Ebitda ajustado e recorrente de R$ 119 milhões, com redução de 44,2% na comparação anual.

“O desempenho do trimestre sofreu os efeitos da pandemia, mas foi muito melhor do que o plano inicial”, diz o presidente da Duratex, Antonio Joaquim de Oliveira.

O volume expedido da Deca caiu 16,1%, para 5,398 milhões de peças, enquanto o de painéis teve queda de 18%, para 499.831 metros cúbicos. Já a expedição de revestimentos cerâmicos aumentou 205,1%, para 4.489.752 metros quadrados. No segundo trimestre de 2019, os volumes decorrentes da compra da Cecrisa não estavam incluídos.

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No fim de junho, a Duratex tinha alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses de 2,55 vezes. Em março, a alavancagem era de 2,17 vezes e, em junho de 2019, 2,45 vezes. A alavancagem cresceu, principalmente, devido aos investimentos na fábrica de celulose solúvel, que está sendo construída em parceria com a austríaca Lenzing.

A companhia investiu R$ 117,1 milhões no segundo trimestre. Os investimentos previstos para o acumulado do ano somam R$ 431 milhões, 25% abaixo da projeção inicial.

 Por Chiara Quintão

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