Pagseguro (PAGS) 2T20: Lucro líquido de R$ 296,3 milhões

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A PagSeguro (NYSE:PAGS), empresa de meio de pagamentos do UOL e listada na NYSE, teve lucro líquido de R$ 296,3 milhões no segundo trimestre, queda de 8,2% em relação a igual trimestre do ano passado. Já o volume total transacionado no período por meio das maquininhas subiu 11,4% na mesma comparação, para R$ 29,8 bilhões.

As receitas totais, por sua vez, somaram R$ 1,357 bilhão no intervalo entre abril e junho, o período mais crítico da pandemia do novo coronavírus para a economia. O resultado representa retração de 2,3% ante igual trimestre de 2019.

O lucro líquido de R$ 296 milhões ficou abaixo da estimativa do Morgan Stanley, que era de R$ 345 milhões. Segundo o banco, o consenso de mercado era de R$ 303 milhões. Mesmo assim, o Morgan Stanley reiterou o rating Overweight. Em relatório, o banco disse estar otimista com o crescimento do e-commerce, que pode ajudar a empresa a se recuperar da baixa causada pela pandemia.

“Além disso, vemos ganhos de participação de mercado como um driver de crescimento”, destacou. Para a PagSeguro, o Morgan espera que o foco em micro vendedores dará resiliência em relação ao desaquecimento econômico. A empresa teve vendas recordes de POS em julho, enquanto o número de usuários ativos do PagBank chegou a 4,9 milhões, crescimento de 1,2 milhão no segundo trimestre de 2020.

Já o Bradesco BBI destacou que, embora a base de clientes bancários esteja crescendo, o negócio bancário ainda não está. “Observamos que a grande maioria das receitas veio de taxas ligadas a crédito e cartões pré-pagos, e não de empréstimos e outros produtos bancários”, afirmou em relatório.

Mesmo assim, o BBI avalia que a empresa está se movendo na direção correta, ao tentar impulsionar o engajamento dos clientes bancários via fusões e aquisições e parcerias. Devido aos riscos envolvidos, o banco manteve a ação com rating underperform, com preço alvo de R$ 26.

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