IRB: CVM abre processo para analisar relatório do UBS que derrubou ações

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo para analisar reclamações e denúncias feitas por investidores após um relatório do Banco UBS BB sobre o IRB (BOV:IRBR3). Após o relatório os papéis da resseguradora tiveram forte baixa.

Segundo o jornal Valor Econômico, a CVM recebeu cerca de 40 reclamações sobre o assunto entre o dias 6 e 9 de outubro.

Quando a CVM abre um processo após denúncias é para averiguar se houve irregularidade. Se houver, a autarquia inicia um processo administrativo sancionador. Se não forem confirmadas as denúncias, o processo é arquivado.

O relatório veio a público após uma forte alta de 63% dos papéis do IRB em apenas 10 pregões.

Nesta quinta-feira (15), as ações fecharam em queda de -2,23% cotadas em R$ 7,00. No ano as ações apresentam forte queda de -80%.

Entenda o caso

No dia 5 de outubro o UBS recomendou a venda das ações do IRB com o preço-alvo em R$ 4,60. A recomendação anterior era de compra, com preço-alvo de R$ 48. No dia 6 de outubro as ações IRBR3 desabaram -17,11%. No dia 7, afundaram -10,18%.

No relatório da instituição financeira, Mariana Taddeo e Kaio Prato afirmaram que na cotação atual (no dia 5 a ação fechou cotada em R$ 8,65) a análise sugeria que o mercado precifica o Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) em 20% no longo prazo e índices de sinistralidade em 62%, o eles acreditavam ser “muito alto”.

Também citaram que a reconstrução da empresa deve levar algum tempo, já que o IRB tenta superar problemas de governança corporativa.

Prejuízo de R$ 685,1 milhões no 2T20

IRB Brasil reportou prejuízo de R$ 685,1 milhões no segundo trimestre. A empresa vinha de lucro de R$ 397,5 milhões no mesmo período de 2019 e de ganhos de R$ 13,9 milhões nos primeiros três meses de 2020. No acumulado do primeiro semestre, o prejuízo foi de R$ 671,2 milhões.

A empresa pretende divulgar os resultados do 3T20 no dia 03 de novembro.

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