Há 12 anos, Hal Finney anunciava o primeiro nó do Bitcoin

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Em 11 de janeiro de 2009, o desenvolvedor do Bitcoin Hal Finney anunciava no Twitter pela primeira vez que a rede da criptomoeda estava no ar e funcionando. Finney foi o primeiro nó do Bitcoin, e postou nesta data, há 12 anos:

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No aniversário do famoso tweet, vários usuários saudaram a conta do Twitter de Finney, falecido em 2014, por seu trabalho à frente do desenvolvimento da maior e pioneira criptomoeda do mundo.

Hoje, 12 anos depois, o Bitcoin – criado como uma resposta à crise financeira de 2008 – é uma das principais redes de pagamento do mundo, além de ter se consolidado como um ativo de proteção econômica e um banco de dados descentralizado.

Desde então, a maior criptomoeda passou por muitas fases, desde a desconfiança dos primeiros anos, a criação das altcoins, a suspeita de bolha em 2017, as temporadas de alta e baixa subsequentes, a adesão institucional em massa de 2020 e sua classificação como “ouro digital”.

Os candidatos a “pai do Bitcoin”, mais conhecido pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, foram muitos desde 2009, já que Nakamoto nunca mais apareceu para reclamar sua “paternidade” ou para revelar sua verdadeira identidade. Em um comentário para a P2PFoundation, Nakamoto comparou o BTC a metais preciosos:

“Nesse sentido, é mais típico de um metal precioso. Em vez de a oferta mudar para manter o mesmo valor, a oferta é predeterminada e o valor muda. Conforme o número de usuários aumenta, o valor por moeda aumenta. Tem potencial para um ciclo de feedback positivo; conforme os usuários aumentam, o valor sobe, o que poderia atrair mais usuários para aproveitar as vantagens do valor crescente. ”

Hal Finney era um dos candidatos a Satoshi, por ter sido um dos colaboradores mais próximos de Nakamoto na construção e revisão do código do Bitcoin. Ele também foi o destinatário da primeira transação do Bitcoin, feita por Nakamoto em janeiro de 2009.

Finney era um cientista computacional e desenvolvedor de games para a PGP Corporation, onde trabalhou até sua aposentadoria em 2011. Já nos anos 1990 ele já era um cypherpunk popular entre os fóruns na internet. Nos anos seguintes ao lançamento do BTC, ele lembrou como conheceu o projeto da criptomoeda:

“Parecia tão óbvio para mim: ‘Aqui nos deparamos com problemas de perda de privacidade, computadorização crescente, bancos de dados massivos, mais centralização – e [David] Chaum ofereceu uma direção completamente diferente, uma que coloca o poder nas mãos de indivíduos ao invés de governos e corporações. O computador pode ser usado como uma ferramenta para libertar e proteger as pessoas, ao invés de controlá-las.”

Em 2013, Finney revelou que sofria de uma doença degenerativa avançada, a esclerose lateral amiotrófica, e que estava com parte do corpo paralisado. Ele continuaria a trabalhar para aprimorar a rede Bitcoin até a sua morte, um ano depois, em 28 de agosto de 2014.

Depois de falecido, seu corpo depois foi congelado pela Alcor Life Extension Foundation, mantido até hoje a -196 graus celsius. Durante a vida, Finney já havia investido no congelamento de corpos para serem “ressucitados” no futuro.

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