Facebook promete investir US$ 1 bilhão em notícias após o fim do impasse na Austrália

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O Facebook (NASDAQ:FB) anunciou na quarta-feira (24) que planeja gastar pelo menos US$ 1 bilhão na indústria de notícias nos próximos três anos.

O Facebook também é negociado na B3 através da BDR (BOV:FBOK34).

O anúncio veio poucos dias depois de um acalorado debate com o governo australiano sobre quanto o Facebook deveria pagar aos editores de notícias pelo conteúdo.

“Investimos US$ 600 milhões desde 2018 para apoiar a indústria de notícias e planejamos pelo menos US$ 1 bilhão a mais nos próximos três anos”, disse Nick Clegg, vice-presidente de assuntos globais do Facebook, em um blog publicado na quarta-feira.

“O Facebook está mais do que disposto a fazer parceria com editores de notícias”, acrescentou Clegg. “Reconhecemos absolutamente que o jornalismo de qualidade está no centro de como as sociedades abertas funcionam – informando e capacitando os cidadãos e responsabilizando os poderosos”.

No mês passado, o Facebook anunciou acordos com várias editoras no Reino Unido, incluindo The Guardian, Telegraph Media Group, Financial Times, Daily Mail Group e Sky News. Como resultado, os editores verão seu conteúdo apresentado no Facebook News, que é uma seção dedicada dentro do aplicativo do Facebook que apresenta notícias selecionadas e personalizadas de centenas de publicações nacionais, locais e de estilo de vida.

Clegg disse que acordos semelhantes foram fechados com editoras nos Estados Unidos e que o Facebook está em negociações com editoras na Alemanha e na França.

O Facebook bloqueou páginas de notícias na Austrália na última quarta-feira, depois que o governo australiano anunciou que iria introduzir uma nova lei que exigiria que o Facebook pagasse às editoras por links para suas histórias.

A proibição durou pouco, no entanto, com o Facebook fechando um acordo com o governo australiano na segunda-feira que o verá adicionar páginas de notícias de volta à sua plataforma.

Google está também planejando gastar US$ 1 bilhão em notícias ao longo dos próximos três anos.

O Google anunciou em outubro passado que planeja pagar às editoras para criar e curar conteúdo para um novo produto móvel chamado Google News Showcase, que inicialmente entrará no ar no Brasil e na Alemanha antes de ser lançado em outros países.

Editoras como Der Spiegel e Die Zeit na Alemanha e Folha de S.Paulo no Brasil se inscreveram para fazer parte do programa de lançamento.

“O modelo de negócios para jornais – baseado em anúncios e receita de assinaturas – vem evoluindo há mais de um século, à medida que o público se volta para outras fontes”, disse o CEO do Google, Sundar Pichai, em um blog.

“A internet tem sido a mudança mais recente e certamente não será a última … Queremos fazer a nossa parte ajudando o jornalismo no século 21”.

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