Lojas Americanas e B2W estudam possível fusão

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A varejista online B2W (dona de Americanas.com e Submarino) e a Lojas Americanas anunciaram que vão criar comitês especiais independentes para avaliarem uma combinação de suas operações no momento em que os impactos das medidas de isolamento social catapultaram o comércio eletrônico, noticia a Reuters.

O anúncio foi feito pelas empresas (BOV:BTOW3) e (BOV:LAME3) (BOV:LAME4) através de Fato Relevante nesta sexta-feira (19).

As empresas anunciaram que a combinação como “Universo Americanas” e não deram detalhes sobre quando os estudos poderão ser concluídos e assembleias de acionistas serem convocadas. A B2W é atualmente controlada pela Lojas Americanas em 62,5%.

A companhia possui alguns dos principais sites de comércio eletrônico do país, como Submarino, além de uma relevante operação digital de pagamentos, a Ame. Juntas, as empresas possuem uma rede de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores.

As companhias também citaram que a união poderá criar um “poderoso negócio” de publicidade integrado, reunindo fornecedores, vendedores e outros parceiros.

O objetivo é “maximizar a experiência do cliente em uma nova jornada de criação de valor do universo americanas”, afirmaram as companhias em comunicado.

Para que os estudos sejam viabilizados, foi determinada a formação de um comitê especial independente, composto por três conselheiros independentes da B2W.

“O comitê independente de B2W, apoiado pelos assessores que vier a contratar, conforme a sua conveniência, negociará com a administração da Americanas a estrutura e demais termos e condições da transação, e submeterá suas recomendações ao conselho de administração da B2W”, afirmaram as empresas.

VISÃO DO MERCADO

A medida já era cobrada por analistas como solução para destravar a avaliação das empresas. A explicação é que, com as operações separadas, o negócio digital do grupo deixa de usar a rede de lojas físicas como pontos logísticos estratégicos para fazer os produtos chegarem aos clientes de forma mais rápida e barata.

Em 2020, a B2W assistiu a empresas que são tradicionalmente do ramo de lojas físicas ganharem força no segmento de e-commerce. Esse modelo multicanal já é explorado pelas concorrentes Magazine Luiza e Via Varejo. “Faz enorme sentido (a união).

A maior desvantagem da B2W para se tornar um ecossistema e fazer frente à escalada do Magazine Luiza, do Mercado Livre ou Amazon era esse nó societário de não poder pensar o negócio como um só por causa de estruturas societárias distintas”, diz Alberto Serrentino, fundador da Varese, consultoria de varejo.

A Lojas Americanas é controladora da B2W. Analista da XP, Danniela Eiger concorda que o movimento é positivo, mas pondera que é necessário ter mais detalhes de como a negociação se desenrolará. “Vemos como positivo estrategicamente, mas temos de entender quais serão os termos desse potencial movimento”, diz.

Apesar de o acordo ter sido anunciado após o fechamento do mercado, os papéis da B2W subiram quase 7% nesta sexta-feira (19), na B3.

(Com Informações do Estado de S.Paulo)

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