Itaú Personnalité libera investimento em criptomoedas para clientes do banco

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O banco Itaú, um dos maiores bancos do Brasil, anunciou que sua divisão voltado a clientes VIP, o Itaú Personnalité agora permite que os correntistas do banco realizem investimento em Bitcon.

O anuncio foi feito por meio de uma publicação no Instagram oficial do banco e também será abordado no “Podcast Investidor em Foco” realizado pela empresa.

O produto de investimento em criptomoedas que será disponibilizado pelo Itaú é o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, uma parceria do banco junto com a Hashdex.

O ETF é aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM e que também será negociado na B3 a partir do dia 22 de abril

O Itaú, o BTG Pactual e a Genial serão os coordenadores da oferta, que tem o nome de Hashdex Nasdaq Crypto Index e será o primeiro produto baseado em criptomoedas a ser negociado na Bolsa de Valores do Brasil, a B3 e será negociado com o ticker HASH11.

Ele vai replicar o Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice desenvolvido em conjunto pela Nasdaq e pela Hashdex. O NCI é composto por seis criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink — e é rebalanceado trimestralmente.

Itaú muda de opnião sobre Bitcoin

O Banco Itaú é um dos grandes bancos do país que saiu do ódio ao Bitcoin ao amor a criptomoeda.

O Banco que já disse que as criptomoedas são usadas para lavagem de dinheiro e que não tinha qualquer interesse em ter relação com criptomoedas.

“O Itaú entende que moedas virtuais que podem ser trocadas por dinheiro real ou outras moedas virtuais são potencialmente vulneráveis a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo”, disse o Banco ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE, ao afirmar que não queria atender empresas com ligação com Bitcoin.

Mas agora o discurso do Itaú é outro:

“Fundo é constituído sob a forma de condomínio aberto e, portanto, as cotas do Fundo serão objeto de distribuição pública (a “Oferta”), nos termos da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, conforme alterada, e da Instrução CVM 359, sob regime de melhores esforços de colocação, pelo (…) Banco Itaú BBA S.A. instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.500, 1º, 2º, 3º (parte), 4º e 5º andares, CEP 04538-132, inscrita no CNPJ sob o nº 17.298.092/0001-31”, trecho destaca do primeiro ETF de criptomoedas do Brasil aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários, CVM.

Bancos pioneiros na adoção de criptomoedas

Os bancos BTG Pactual, Plural e Rendimento são os ‘early adopters’, entre as instituições financeiras, no que se refere à indústria de criptomoedas no Brasil.

No caso do BTG, a instituição trabalha com um token próprio, o Reitz, lastreado em imóveis, desde 2018 e, depois de lançado ao público, o Banco já pagou duas rodadas de rendimentos aos detentores do token.

Recentemente o BTG também foi o primeiro banco do Brasil a oferecer exposição em criptomoedas aos clientes.

Além disso, o banco comprou a revista Exame e, como uma das primeiras ações, instituiu o portal “Future of Money” que é focado em Bitcoin e criptomoedas.

Já o Plural foi a primeira instituição financeira a ‘abrir as portas’ para as empresas de criptomoedas do Brasil se conectarem ao sistema financeiro via API.

O banco também foi o primeiro a comprar participação em uma empresa de criptomoedas, ao investir recentemente no Mercado Bitcoin, um dos principais clientes da instituição.

O Rendimento por sua vez foi o primeiro grande banco do Brasil a anunciar uma integração com a Ripple em um sistema de remessas financeiras que usam a RippleNet.

Depois do Rendimento, a Ripple ainda anunciou parcerias com Itaú e Bradesco.

Por Cassio Gusson

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