JBS começa a usar blockchain para monitorar fornecedores e garantir que 100% de seu gado seja ‘verde'

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A JBS (BOV:JBSS3), uma das maiores empresas do mundo no agronegócio, anunciou que começou a usar uma plataforma blockchain para monitorar o fornecedor de seus fornecedores. Com isso,  empresa busca garantir mais transparência na busca do seu objetivo de produzir um gado 100% “verde”, livre de desmatamento e problemas ambientais.

Para isso, a empresa está usando Plataforma Pecuária Transparente, ferramenta que integra o ecossistema “Plataforma Verde” que usa DLT em todo o seu processo de registro de informações para garantir a imutabilidade e a transparência dos dados registrados.

Segundo a JBS, o objetivo da Plataforma Pecuário Transparente, é que os pecuaristas, fornecedores da JBS, façam voluntariamente o cadastro de dados de seus respectivos fornecedores que os abastecem nos demais elos do ciclo pecuário.

“Essa plataforma convida o produtor a fornecer os dados dos fornecedores deles… para que eles tenham acesso aos mesmos requisitos socioambientais que já checamos dos produtores que negociam diretamente conosco”, disse à Reuters Renato Costa, presidente da Friboi, unidade de bovinos da JBS no Brasil.

JBS e Blockchain

Costa destaca também que todos os dados coletados pelo sistema serão enviados para validação da Agri Trace Rastreabilidade Animal, sistema da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e que a expectativa é obter informações de até 20% destes fornecedores indiretos até ao final do ano.

As informações também serão integradas na Plataforma Verde, o ‘big data’ em blockchain da JBS. A Plataforma é responsável por agregar dados sobre a origem e destino de seus produtos e que também conta com os chamados ‘Escritórios Verdes’ que são as unidades de processamento e produção da empresa já adaptadas ao sistema com DLT.

Atualmente a companhia instalou 13 Escritórios Verdes em unidades de processamento espalhadas pelo país: em Marabá e Redenção (PA), Porto Velho e São Miguel do Guaporé (RO) e mais sete em Mato Grosso: Alta Floresta, Confresa, Juara, Diamantino, Barra do Garças, Água Boa e Pontes e Lacerda. A iniciativa também chegou a Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).

Recentemente o CEO da empresa, Gilberto Tomazoni, disse que a JBS quer não apenas zerar as emissões de gases nocivos em toda a produção global como também inspirar o setor pecuário a abraçar a sustentabilidade e que blockchain é fundamental nesse processo.

O primeiro pilar é composto por três iniciativas:

(i) a Plataforma Verde JBS, uma plataforma blockchain que vai permitir que a Companhia inclua em sua base de monitoramento os fornecedores de seus fornecedores de gado até 2025. A plataforma vai cruzar informações dos fornecedores da Companhia com dados de trânsito de animais e essa tecnologia permitirá estender aos demais elos da cadeia produtiva o monitoramento socioambiental que já é feito nos fornecedores existentes na Amazônia;

(ii) a segunda iniciativa é o compartilhamento da tecnologia de monitoramento de fornecedores da empresa e da política de compra responsável com sua cadeia de valor, o que inclui toda a indústria de alimentos, desde pecuaristas, agricultores a instituições financeiras e do agronegócio;

iii) a terceira iniciativa será o apoio ambiental, agropecuário e jurídico aos fornecedores, para auxiliá-los na melhoria do manejo de suas propriedades”, destaca

Para viabilizar tudo isso, a JBS traçou um plano de ação que prevê o investimento de US$ 1 bilhão em inovação, incluindo a tecnologia blockchain. A empresa também firmou compromisso de converter todo o seu consumo energético para energias renováveis nas próximas duas décadas.

Outro objetivo importante da empresa é incentivar o uso de soluções que ajudem a contrabalancear a emissão de gases de efeitos estufa em fazendas que trabalham como fornecedoras.

A empresa diz que quer zerar o desmatamento ilegal da Amazônia na cadeia de produção até 2025 e expandir a atuação para outros biomas brasileiros até 2030.

Por Cassio Gusson

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