O valor do mercado da criptomoedas chega a US$ 2 trilhões pela primeira vez; Ethereum atinge um recorde de alta

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O valor do mercado de criptomoedas atingiu US$ 2 trilhões pela primeira vez na segunda-feira (5), impulsionado por uma alta do ether, a segunda maior moeda digital.

Em pouco mais de dois meses, a capitalização de mercado de criptomoedas dobrou à medida que investidores institucionais e de varejo se acumulam no mercado.

Bitcoin, a maior moeda digital, é responsável por mais de 50% de toda a capitalização de mercado cripto. O Bitcoin subiu mais de 100% somente neste ano, e isso ajudou a impulsionar o mercado de criptomoedas.

No mês passado, o bitcoin atingiu um recorde de mais de US$ 61.000. A moeda digital estava sendo negociada a cerca de US$ 58.800 na terça-feira.

Mas o impulso mais recente no mercado de criptomoedas parece ter sido impulsionado pelo ether, a moeda digital que alimenta o blockchain Ethereum.

O Bitcoin também é executado em uma tecnologia chamada blockchain. Em comparação, o blockchain Ethereum é mais como uma plataforma de software que permite aos desenvolvedores construir aplicativos sobre ele. Os usuários podem então gastar ether nesses aplicativos.

Os chamados contratos inteligentes são uma característica fundamental do Ethereum. São contratos que podem ser executados automaticamente por meio de código.

Há um entusiasmo crescente sobre o uso de Ethereum nos chamados aplicativos de finanças descentralizadas, ou DeFi. São serviços financeiros baseados em blockchain, como empréstimos, que poderiam, em teoria, contornar bancos e corretoras. Os usuários desses aplicativos podem fazer transações usando criptomoeda.

Ethereum também possui a tecnologia subjacente por trás da recente mania de tokens não fungíveis, ou NFTs – um novo tipo de ativo digital.

O investidor bilionário Mark Cuban possui ether e disse que é o “mais próximo que temos de uma moeda verdadeira”.

Ether atingiu uma alta histórica de US$ 2.151,25 na manhã de terça-feira. Subindo mais de 180% no acumulado do ano.

A moeda digital também está despertando interesse entre as empresas. A fabricante chinesa de aplicativos Meitu comprou US$ 22,1 milhões em ether no mês passado, tornando-se uma das primeiras grandes empresas a fazê-lo.

O Bitcoin ainda continua sendo a força motriz do mercado de criptomoedas e, nos últimos meses, viu um grande aumento no interesse de empresas e grandes investidores institucionais.

Tesla e Square estão entre um punhado de empresas que compraram bitcoin.

Enquanto isso, os principais bancos de investimento estão explorando maneiras de permitir que os clientes se envolvam com investimentos em ativos digitais. Em março, o Morgan Stanley se tornou o primeiro grande banco dos Estados Unidos a oferecer a seus clientes de gestão de fortunas acesso a fundos bitcoin. A Goldman Sachs está se preparando para lançar seus primeiros veículos de investimento para bitcoin e outros ativos digitais para clientes de seu grupo de gestão de fortunas privadas.

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, anunciou na segunda-feira o lançamento do primeiro fundo de bitcoin desenvolvido por um banco brasileiro. O BTG Pactual Bitcoin 20 Fundo de Investimento Multimercado será gerido pela BTG Pactual Asset Management e distribuído pela plataforma do BTG digital, a partir do dia 5 de abril.

Também há esperança entre os investidores por um portfólio em expansão de produtos de investimento e muitos estão assistindo a Grayscale Investments, que administra um dos maiores fundos bitcoin de capital aberto. É conhecido como Grayscale Bitcoin Trust.

A empresa disse na segunda-feira que está “100% comprometida” em converter esse fundo em um fundo negociado em bolsa, ou ETF. Isso rastrearia efetivamente o preço do bitcoin e permitiria aos negociantes jogar o movimento do preço sem possuir a própria criptomoeda. Pode ser uma forma de mais investidores se envolverem no mercado de bitcoins.

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