Cogna (COGN3): prejuízo líquido de R$ 90,9 milhões no 1T21, queda de 132,5%

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O grupo educacional Cogna registrou prejuízo líquido de R$ 90,975 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma marca 132,5% pior que no mesmo período de 2020. No critério ajustado, houve lucro líquido de R$ 6,495 milhões, queda de 86,1% sobre os primeiros três meses do ano passado.

A Cogna alcançou o montante de R$ 1,262 bilhão em receita líquida nos primeiros três meses do ano, uma queda de 22,4% sobre o mesmo período de 2020. As provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) foram de R$ 164,362 milhões, uma queda de 23,2% na comparação anual. As despesas operacionais somaram R$ 230,546 milhões, queda de 1,6% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

O capex da Cogna no primeiro trimestre foi de R$ 51,6 milhões, uma queda de 43,9% na comparação anual, sendo que o investimento em expansão cresceu 69,1%, a R$ 46 milhões, sustentado pelo processo de reestruturação da Kroton. Somando os dois números, a queda nos investimentos foi de 18,1% sobre os primeiros três meses de 2020, alcançando 5,9% da receita líquida.

A geração de caixa operacional antes de capex da empresa foi de R$ 267,157 milhões no primeiro trimestre, favorecida pela maior arrecadação na Kroton, a um melhor comportamento de algumas linhas de capital de giro e a antecipação de recebíveis de cartão de crédito. O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 701,552 milhões, refletindo amortização parcial das debêntures.

O ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – foi de R$ 351,874 milhões entre janeiro e março deste ano, um recuo de 30,3% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 27,9%, baixa de 3,1 pontos porcentuais. Na categoria recorrente, o Ebitda foi de R$ 365,814 milhões, queda de 16,9% sobre o primeiro trimestre do ano anterior.

A dívida líquida da Cogna ficou em R$ 2,909 bilhões ao fim de março, praticamente estável ante os R$ 2,919 bilhões de dezembro. A alavancagem, medida pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado, ficou em 1,97 vezes no primeiro trimestre, ante 1,89 vezes no período imediatamente anterior.

Os resultados da Cogna (BOV:COGN3) referente suas operações do primeiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 13/05/2021. Confira o Press Release completo!

Teleconferência

O presidente da Cogna, Rodrigo Galindo, afirmou que a reestruturação das operações da companhia, anunciada em dezembro, está mostrando primeiros resultados positivos.

“Tivemos expansão de 9,3 pontos percentuais de margem Ebitda recorrente, mesmo com queda de receita. Além disso, o prazo médio de recebimento dos alunos pagantes da Kroton encerrou o trimestre em 67 dias, 7 dias a menos que no quarto trimestre de 2020”, disse nesta sexta-feira, 14, em teleconferência de apresentação de resultados do primeiro trimestre.

Galindo destacou que a captação total de alunos da Kroton, braço de ensino superior do grupo, cresceu 5% no trimestre, com aumento de 42% no volume de alunos do segmento digital. Por outro lado, houve queda de 40% no volume de estudantes na captação presencial, e redução de 1% no híbrido.

O diretor presidente da Kroton, Roberto Valério, disse que a empresa está recuperando seus resultados, deixando os impactos de 2020 para trás.

“Recolocamos a Kroton em uma trajetória de rentabilidade e redução de inadimplência. Estamos no caminho para entregar crescimento de Ebitda em 2021, mesmo com os desafios ainda impostos pela pandemia”, destacou Valério durante divulgação de resultados do primeiro trimestre.

A Kroton somou receita líquida de R$ 713 milhões no primeiro trimestre, queda de 19,25% ante o mesmo período de 2020. Por outro lado, a empresa teve alta de 17,9% do Ebitda Recorrente, atingindo R$ 210 milhões.

VISÃO DO MERCADO

Cogna iniciou 2021 divulgando mais um trimestre negativo, mas desta vez o impacto veio da Vasta (B2B de Educação Básica) com uma queda de 30% na receita A/A e 59% no EBITDA.

Por outro lado, a Kroton (graduação) apresentou um aumento de EBITDA de 18%, apesar da queda de receita de 19% no comparativo anual, mas devemos destacar que 45% do EBITDA se refere a itens não recorrentes que devem ser monitorados.

A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 91 milhões em comparação a um prejuízo de R$39M no 1T20 e nossa estimativa de -R$46M. Com o lucro ainda pressionado e resultados poluídos com itens não recorrentes.

XP tem recomendação neutra com o preço alvo de R$5,10…

Comentários

  1. Arnaldo Pereira de Almeida diz:

    Sou investidor da Cogna, e quero dá algumas sugestões: seria interessante baixar o preço das mensalidades inclusive não cobrar matrícula porque já existe a estrutura montada então a aula que pode ser dada para 100.000 alunos por, exemplo, pode ser dada para um, dois ou 5 milhões que o custo é praticamente o mesmo , em se tratando de EAD.

    Quanto ao ensino presencial, pode estudar além da isenção da matricula, oferecer um lanche também como atrativo, e baixar os valores da mensalidade.

    A realidade é outra, a pandemia mudou muito e a educação é um dos setores que vai levar tempo para ter investimento do governo. Aproveitem ao máximo a estrutura que existe.

    Eu conheço muito pouco da logística aplicada para atrair novos alunos.

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