[As mais lidas]: confira o compilado de notícias mais acessadas na ADVFN

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Estas foram as informações mais buscadas nos últimos dias no Jornal ADVFN. Não fique de fora do que o mercado está de olho! Acompanhe:

Vale (VALE3): Barragem Xingu, na mina Alegria, em Mariana (MG), corre “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”

A barragem da Vale chamada Xingu, na mina Alegria, em Mariana (MG), corre “grave e iminente risco de ruptura por liquefação”, afirmou a Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, responsável por interditar atividades da empresa no local.

A barragem, interditada desde março de 2020 pela Agência Nacional de Mineração (ANM), não recebe rejeitos de minério de ferro há mais de 20 anos, mas alguns trabalhadores ainda executam atividades no local, o que motivou a ação dos fiscais trabalhistas.

Um desastre de tal magnitude, segundo a superintendência, poderia causar um soterramento de trabalhadores na cidade já castigada por um rompimento de barragem da Samarco em 2015, que acarretou na morte de 19 pessoas.

Ao informar ao mercado impactos da interdição na última sexta-feira (dia 4), como a paralisação da circulação de trens na região, a Vale não apontou os motivos apresentados pela superintendência. Por outro lado, alegou que não havia “risco iminente de ruptura” da estrutura, paralisada desde 1998.

Na nota desta quarta-feira, a superintendência pontuou que a medida ocorreu após ação fiscal, com pedidos de documentos em 27 de abril e inspeção presencial em 20 de maio. Para suspender a interdição, a empresa deverá adotar diversas medidas técnicas.

“A análise dos documentos apresentados pela própria empresa revela que a barragem Xingu não apresenta condições de estabilidade, com alguns fatores de segurança para situações não drenadas inferiores a 1,0, oferecendo risco significativo e iminente de ruptura”, disse a superintendência. “Trata-se, portanto de situação de extrema gravidade que coloca em risco trabalhadores.”

A superintendência disse ainda que técnicos e engenheiros responsáveis pela barragem relataram que o rejeito lançado em Xingu não era drenado e era lançado de forma errática na estrutura. “Como a disposição de material no reservatório não era controlada, é possível que tenha corrido o lançamento de camadas de material mais granular intercalado de camadas de material fino (pouco drenante), criando o que foi chamado na barragem B1 de Córrego do Feijão, lençóis freáticos empoleirados. Tal situação aumenta a pressão no barramento e pode explicar os elevados níveis piezométricos medidos na estrutura, mesmo com um reservatório seco”, afirmou.

A mineradora chegou a solicitar, em 27 de maio, uma suspensão parcial da interdição, o que foi negado. Na sexta-feira (4), ela havia dito que Xingu permanece em nível 2 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM), em que não há risco iminente de ruptura, seguindo inalteradas as condições de segurança da estrutura.

Disse também que a barragem é monitorada e inspecionada diariamente por equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da companhia, e que a Zona de Autossalvamento (ZAS) permanece evacuada.

Procurada, a Agência Nacional de Mineração reiterou que a barragem entrou em nível 2 de emergência em setembro do ano passado, quando a autarquia vistoriou a estrutura e fez exigências. “A Vale cumpriu algumas e pediu prorrogação de prazo em outras. Desde então, não houve mudanças na estrutura”, afirmou.

A ANM disse ainda que está acompanhando a interdição, que foi feita com base em leis trabalhistas. (Com Reuters e Broadcast)

VISÃO DO MERCADO

Para o analista Luis Sales, da Guide Investimentos, o temor de um possível novo desastre voltou ao radar de investidores da Vale, que por outro lado afirma não haver risco iminente de ruptura. A mineradora tem feito um bom trabalho de reconstrução de sua imagem, além de pagamentos emergenciais aos atingidos pelos desastres de Mariana em 2015, e Brumadinho em 2019, bem como o plano de descaracterização de barragens, para prevenir novos acidentes.

Petrobras (PETR3 e PETR4) capta menor taxa no mercado de dívida externa desde a troca de comando da petroleira

A Petrobras captou no mercado de dívida externa pela primeira vez este ano, e desde a troca no comando da petroleira, o que causou enorme turbulência nos papéis da empresa e em outros títulos de dívida brasileira. Mas, ao apresentar sua operação nesta quarta-feira, a companhia viu uma demanda que chegou perto de US$ 10 bilhões para novos bonds de 30 anos.

Com isso, levantou US$ 1,5 bilhão com a emissão desses papéis, oferecendo aos investidores um retorno (yield) de 5,75% e um cupom a ser pago anualmente de 5,5%, o menor de todas as emissões feitas nesse prazo, inclusive quando ainda tinha o grau de investimento. Até aqui, o bond de 30 anos com menor cupom, de 5,625%, havia sido emitido em 2013. O cupom corresponde ao custo anual do papel para a companhia.

Os recursos serão utilizados para recomprar até US$ 2,5 bilhões em bonds com vencimentos em 2024 a 2050. O sócio da gestora Octante Capital, Laszlo Lueska, observa que a Petrobras está priorizando a recompra de bonds 2050 para suportar um bom nível de taxa nos novos bonds 2051. Ou seja, ao recomprar bonds 2050, a companhia criou demanda pelos novos papéis. “Foi uma estratégia muito bem feita”, ponderou.

Ele comentou também que a demanda, que havia chegado a mais de US$ 9 bilhões, caiu ao final para US$ 7 bilhões, depois que a companhia revisou a ideia inicial de retorno (yield) de 6,25% para 5,80%.

De acordo com o comunicado divulgado pela Petrobras, a ideia é recomprar os bonds com vencimento em 2050, que pagam juro de 6,750%, e dos quais existem US$ 1,467 bilhão em circulação no mercado; bonds 2030 que pagam juro de 5,093% com US$ 3,06 bilhões em circulação no mercado; bonds 2024 (juro de 6,250% e US$ 774,4 milhões em circulação); bonds 2025 (5,299% e US$ 1,061 bilhão em circulação); bonds 2049 (6,9% de juro e US$ 1,743 bilhão em circulação); e bonds 2040 (6,875% de juro e US$ 983 milhões em circulação). (Com Broadcast)

Fitch reafirma rating BB- do Banco do Brasil (BBAS3) com perspectiva negativa

A Fitch reafirmou o rating BB- do Banco do Brasil, com perspectiva negativa. Em comunicado, a agência de classificação de risco declarou ter a visão de que a instituição financeira receberia apoio do governo, se necessário.

“Isso reflete a propriedade majoritária do governo federal, seu papel político fundamental, especialmente nos empréstimos rurais e na importância sistêmica”, afirmou a Fitch. No entanto, a agência destacou que as restrições impostas pelo ambiente operacional continuam desafiadoras.

As mudanças “constantes” na alta administração do Banco do Brasil, segundo a Fitch, não devem afetar a estratégia de longo prazo do banco porque a linha de atuação dos comitês foi mantida. “Até agora, a Fitch não viu nenhum sinal de influência que pudesse indicar uma má gestão. No entanto, a agência monitorará continuamente a potencial interferência política no banco e seus efeitos”, ressaltou.

No dia 27 de maio, a Fitch também reafirmou o rating soberano BB- do Brasil, com perspectiva negativa. (Com Broadcast)

JBS (JBSS3) pagou US$ 11 milhões em bitcoins a hackers que realizaram ataque cibernético

A JBS pagou um resgate de US$ 11 milhões em bitcoins aos hackers que interromperam temporariamente o funcionamento de algumas de suas fábricas na semana passada, de acordo com o CEO da companhia nos Estados Unidos, Andre Nogueira.

Segundo o executivo, o pagamento visou proteger as instalações e limitar o impacto potencial do ataque cibernético sobre restaurantes, mercearias e fazendeiros que dependem da JBS. “Foi muito doloroso pagar os criminosos, mas fizemos a coisa certa pelos nossos clientes”, disse Nogueira nesta quarta-feira, em entrevista ao Wall Street Journal.

O ataque à JBS fez parte de uma onda de ofensivas “ransomware”, em que os criminosos bloqueiam o acesso da empresa ao sistema infectado e cobram um resgate multimilionário para a liberação.

Nogueira disse que a JBS soube do ataque na manhã do dia 30 de maio, quando membros da equipe de tecnologia perceberam irregularidades no funcionamento de alguns servidores. Logo eles encontraram uma mensagem exigindo um resgate para recuperar o acesso ao sistema da empresa.

A JBS chamou fornecedores de tecnologia que já haviam trabalhado com a empresa, bem como especialistas em segurança cibernética e consultores que começaram a negociar com os invasores.

Na semana passada, o FBI atribuiu o ataque ao REvil, uma gangue criminosa de “ransomware”. Nogueira disse que a JBS e empresas externas estão conduzindo análises forenses de seus sistemas de tecnologia da informação e que ainda não está claro como os invasores acessaram os sistemas.

Nogueira disse que a empresa está confiante de que nenhum cliente, fornecedor ou dado de funcionário foi comprometido no ataque, com base em sua análise forense.

“Não pensamos que poderíamos correr esse tipo de risco de que algo pudesse dar errado em nosso processo de recuperação”, disse Nogueira sobre a decisão de pagar os invasores. “Foi um seguro para proteger nossos clientes”. (Com Dow Jones Newswires)

VISÃO DO MERCADO

De acordo com os analistas da Guide Investimentos, a JBS foi capaz de retomar 100% das suas operações, e aparentemente sem sofrer maiores impactos. Entretanto, os ataques cibernéticos surgem como um novo risco às empresas e que deverão ser monitorados em caso de eventuais danos mais graves.

A quantia paga não deve causar impacto à JBS, pelo seu tamanho e ainda por possuir excelente saúde financeira, recebendo até mesmo uma melhora em sua nota de crédito pela agência de rating Fitch.

=> Saiba mais sobre o caso da JBS e de outras empresas e Bolsas de Valores pelo mundo, lendo: A AMEAÇA INVISÍVEL DOS HACKERS – E não são apenas as empresas que precisam se preocupar com eles.

Eternit (ETER3) aprova a homologação do aumento de capital social no montante de R$ 100 milhões

O Conselho de Administração da Eternit, empresa em Recuperação Judicial, aprovou a homologação do Aumento de Capital Social aprovado na reunião do Conselho de Administração realizada em 19 de março de 2021, que resultou na emissão de 10.101.020 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, totalizando um aumento no montante de R$ 110.000.107,80.

As novas ações terão as mesmas características e condições e gozarão dos mesmos direitos e vantagens estatutariamente atribuídos atualmente e no futuro às ações ordinárias de emissão da companhia e participarão integralmente dos dividendos e juros sobre capital próprio que vierem a ser aprovados pela empresa.

Em decorrência da homologação do Aumento de Capital, o capital social da companhia passará a ser de R$ 495.536.792,32, representado por 61.776.575 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, devendo o Estatuto Social da companhia ser alterado quando da próxima Assembleia Geral.

Cyrela (CYRE3) anuncia o pagamento de dividendos no montante de R$ 418 milhões

A Cyrela anunciou o pagamento de dividendos no montante de R$ 418,06 milhões, equivalentes a R$ 1,0872736899 por ação ordinária. Terão direito ao referido provento as pessoas inscritas como acionistas da companhia na data-base de 23 de abril.

Assim sendo, as ações de emissão da Cyrela passaram a ser negociadas ex-dividendos desde o dia 26 de abril, inclusive. A companhia informou ainda que o pagamento será realizado em uma única parcela, no dia 14 de junho.

NOVA MOBILIDADE: o futuro que se faz agora com Embraer (EMBR3), WEG (WEGE3), Oi (OIBR3) e outras

Muito do que está sendo pensado e organizado hoje, no tempo presente, é o que dará origem a grandes saltos para a humanidade no futuro – e que posteriormente se tornarão só mais uma facilidade da vida cotidiana ou coisa e tal. Mas, nessa corrida pela inovação, grandes empresas brasileiras também estão fazendo sua parte. Clique aqui para ler o conteúdo na íntegra. 

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