Transações correntes registraram superávit de US$3,8 bilhões em maio de 2021

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As transações correntes registraram superávit de US$3,8 bilhões em maio de 2021, ante déficit de US$519 milhões em maio de 2020. Na comparação interanual, o superávit comercial aumentou US$5,0 bilhões, e as despesas líquidas de renda primária cresceram US$541 milhões.

O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em maio de 2021 somou US$8,4 bilhões (0,55% do PIB), ante US$12,7 bilhões (0,86% do PIB) em abril de 2021 e US$65,2 bilhões (3,85% do PIB) em maio de 2020.

A balança comercial de bens registrou superávit de US$8,1 bilhões em maio de 2021, ante superávit de US$3,2 bilhões em maio de 2020. As exportações de bens totalizaram recorde histórico de US$27,2 bilhões em maio de 2021, aumento de 54,4% ante maio de 2020; e as importações somaram US$19,0 bilhões, incremento de 31,9%.

As importações incluíram operações fictas no âmbito do Repetro (US$213 milhões em maio de 2021, e US$3,5 bilhões em maio de 2020).

O déficit na conta de serviços totalizou US$1,6 bilhão em maio de 2021, aumento de 7,8% em relação ao déficit de US$1,5 bilhão em maio de 2020. A conta de viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$139 milhões e de US$87 milhões, respectivamente. As despesas líquidas de aluguel de equipamentos somaram US$549 milhões em maio de 2021, redução de US$544 milhões (49,8%) na comparação com maio de 2020, influenciada pela nacionalização de equipamentos no âmbito do Repetro.

As despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual totalizaram US$441 milhões em maio de 2021, crescimento interanual de US$182 milhões. As despesas líquidas de serviços de transporte totalizaram US$300 milhões em maio de 2021, aumento de US$151 milhões, na mesma base de comparação.

Em maio de 2021, o déficit em renda primária totalizou US$2,9 bilhões, aumento de 23,0% em relação a maio de 2020. As despesas líquidas de lucros e dividendos totalizaram US$1,5 bilhão, ante US$1,1 bilhão em maio de 2020. As despesas líquidas com juros somaram US$1,4 bilhão no mês, incremento de 7,8% na comparação com maio de 2020.

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$1,2 bilhão em maio de 2021, ante US$3,1 bilhões em maio de 2020. Houve ingressos líquidos de US$1,8 bilhão em participação no capital e saídas líquidas de   US$563 milhões em operações intercompanhia. Nos doze meses encerrados em maio de 2021, o IDP totalizou US$39,3 bilhões (2,60% do PIB), ante US$41,2 bilhões (2,77% do PIB) no mês anterior e US$60,4 bilhões (3,57% do PIB) em maio de 2020.

Os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos de US$6,0 bilhões em maio de 2021, com ingressos líquidos de US$2,9 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$3,1 bilhões em títulos de dívida. Os ingressos líquidos de investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram US$41,8 bilhões nos doze meses finalizados em maio de 2021.

Reservas internacionais

As reservas internacionais somaram US$353,4 bilhões em maio de 2021, aumento de US$2,5 bilhões em comparação a abril de 2021. O resultado decorreu de retornos líquidos de US$750 milhões em linhas com recompra, bem como da contribuição positiva de US$1,1 bilhão e de US$326 milhões por variações de paridades e preços, respectivamente. A receita de juros atingiu US$407 milhões.

Estimativas e parciais – junho de 2021

Para o mês de junho, a estimativa do resultado em transações correntes é de superávit de US$6,5 bilhões; a de IDP é de ingressos líquidos de US$2,5 bilhões.

(Com informações do Banco Central)

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