XP vê Vivara bem posicionada e mantém recomendação de compra

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Nós vemos a Vivara (BOV:VIVA3) como bem posicionada para se beneficiar dessa tendência de curto prazo uma vez que os varejistas de luxo foram um dos principais beneficiários dessa tendência em países/regiões onde a vacinação está mais acelerada enquanto eles atendem uma classe social mais resiliente, que acumulou uma poupança circunstancial durante a pandemia.

Além disso, as restrições à mobilidade e aglomerações impostas durante a pandemia combinadas com uma confiança mais fragilizada do consumidor levou ao adiamento de diversos casamentos, com casamentos no Brasil apresentando uma queda de 25% A/A para 716 mil, enquanto houve também uma reversão na tendência de crescimento de nascimentos (crescimento anual médio para uma queda de 6% A/A.

Nós esperamos que esses eventos acelerem em 2022 com a volta à normalidade, o que deve contribuir para o crescimento de vendas da Vivara, uma vez que as linhas de alianças/bebê representam cerca de 10% das vendas totais. Nós destacamos que a região Sudeste (51% das lojas da companhia) foi responsável por 38%-55%, respectivamente, da queda nos casamentos e nascimentos no Brasil.

“Os resultados devem permanecer sólidos, apesar do forte aumento de custo de matéria prima em 2020 e com a retomada da economia como um fator positivo”, escrevem os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt.

A casa diz que a Vivara é a melhor candidata para consolidar o setor dado seu histórico de execução consistente e força de marca e destaca que a expansão da linha Life deve contribuir para crescimento e rentabilidade dado seu maior mercado endereçável e margens.

Entre os alvos para possível fusão e aquisição (M&A) está a H.Stern, que a XP vê como positiva “uma vez que adicionaria uma marca mais premium ao portfólio da Vivara ao mesmo tempo em que removeria um dos maiores competidores do segmento”.

Prevendo manutenção de resultados fortes e expansão do mercado endereçável, a XP reiterou recomendação de compra para Vivara, elevando o preço-alvo de R$ 33,00 para R$ 40,00 potencial de alta de 24,14% sobre o fechamento de ontem.

Nós acreditamos que a Life será bem sucedida na sua estratégia devido ao seu sólido lançamento de coleções (pelo menos 2x ao mês) e parcerias com influenciadores digitais, trazendo uma proposta de valor de ser uma marca de luxo acessível (com um ticket médio de R$ 350).

Além disso, a marca oferece uma margem bruta superior, com a internalização da sua produção contribuindo para isso aumentar ainda mais. Portanto, vemos a expansão como um contribuidor positivo para a expansão da margem consolidada para frente.

Finalmente, vemos o programa de fidelidade da Life lançado recentemente (Life Lovers) como um risco positivo, uma vez que deve contribuir para frequência de compra (com clientes dessa natureza comprando 3x/ano e com um ticket médio de R$ 515 vs. a média da Life em 1,4x e R$ 280, respectivamente).

Nós estamos atualizando nossos números para incorporar os resultados recentes e refletir uma visão mais otimista para Life. No call de resultados do 1T21, a companhia deu mais detalhes sobre a sua estratégia para a marca enquanto vemos um forte potencial para destravamento de valor dado seu maior mercado endereçável, força de marca e maior rentabilidade.

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