Ouro fecha em queda, pressionado por dólar forte após dados econômicos nos EUA

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O contrato futuro de ouro mais líquido fechou em queda nesta sexta-feira, 30, ajudado pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional, após dados macroeconômicos que apontaram para consumo e inflação em alta nos Estados Unidos.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro encerrou a sessão com perda de 1,01%, a US$ 1.817,20 a onça-troy. O contrato mais ativo anteriormente, com liquidação agendada para agosto, cedeu 1,01% hoje, a US$ 1.812,60 a onça-troy, ganho de 0,59% em relação à sexta-feira passada. No mês, o avanço foi de 2,36%.

O índice de sentimento do consumidor dos EUA, elaborado pela Universidade de Michigan, caiu de 85,5 em junho a 81,2 na leitura final de julho, conforme informou a instituição hoje.

Mais cedo, o Departamento de Comércio americano havia revelado que a renda pessoal no país avançou 0,1% em junho ante maio, enquanto os gastos com consumo subiram 1%. Já o índice PCE, métrica preferida do Fed para inflação, teve alta de 4% na comparação anual do mês passado.

Os indicadores impulsionaram o dólar ante rivais, o que impôs pressão aos metais preciosos, ao torná-los mais caros e, dessa forma, menos atraentes.

Em relatório a clientes, o Commerzbank cita dados do Conselho Mundial de Ouro (WGC, na sigla em inglês) que mostram que a demanda e a oferta da commodity avançaram nos três meses encerrados em junho. “O mercado global de ouro teve excesso de oferta na casa de 194 toneladas no segundo trimestre”, explica.

Em outros lugares, a prata se manteve estável em $ 25,52 a onça e estava a caminho de seu primeiro ganho semanal em quatro.

O paládio caiu 0,3% para US$ 2.637,15, enquanto a platina caiu 1,1% para US$ 1.048,50.

(Com infrmações do Tc e CMA)

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