5 Dicas de Ouro! Ou melhor, sobre o investimento em ouro

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Você que acompanha sempre as notícias da ADVFN já está bem acostumado a ver todos os dias o nosso Fechamento Ouro, que traz um resumo do desempenho dessa commodity e também desse… investimento. Isso mesmo, em se tratando de metais preciosos, o ouro é o investimento mais popular e faz todo sentido se pensarmos não apenas na sua glamurosidade, mas também no que ele representa. Não existe nada como o ouro no mundo.

Além da sua escassez e da sua difícil e custosa mineração, o ouro é considerado um dos mais belos elementos químicos. Isso porque é raro o caso em que ele se combina com outros elementos, portanto sua forma natural é preservada. De acordo com a Abramp (Associação Brasileira dos Metais Preciosos), “o ouro é o mais maleável e o mais dúctil dos metais. Com 1 g desse metal, podem-se obter até 2.000 m de fio ou lâminas de 0,96 m² e apenas 0,0001 mm de espessura. É bom condutor de calor e eletricidade e não é afetado nem pelo ar, nem pela maioria dos reagentes químicos”.

Ainda segundo a Abramp, o Brasil já foi considerado o maior produtor de ouro do mundo até a primeira metade do século XIX, quando perdeu o posto para os EUA. Entretanto, geólogos e cientistas acreditam que o país esconde um potencial imenso de reservas, que são justificadas pela diversidade de ambientes geológicos aqui encontrados. Mas falta investimento em pesquisas e tecnologias.

Só não falta investimento no ouro quando se trata dos Bancos Centrais, por exemplo. Durante muito tempo o ouro foi o lastro das moedas e seu peso monetário perdura até os dias atuais. Portanto, até mesmo os BCs do mundo inteiro também mantêm reservas de ouro, comprando e vendendo o metal no mercado. Em 2020, ano da pandemia, a alta do preço do metal estimulou muitos Bancos Centrais a venderem ouro para tentar usar o dinheiro no seu campo doméstico, reduzindo o impacto fiscal criado pela crise do coronavírus.

No acumulado dos 12 meses de 2020, o ouro foi o investimento mais rentável no Brasil, já descontando a inflação. Gerou uma rentabilidade de 49,19%. Só a título de comparação, nosso Ibovespa, o índice da Bolsa de Valores brasileira, rendeu -1,53% e a poupança ficou negativa em -2,30%. Portanto, dá para perceber que não são apenas os Bancos Centrais que ficam de olho nesse investimento reluzente e agora você vai conhecer cinco dicas para também se posicionar melhor nessa modalidade que vale ouro.

1. Um olho no ouro e o outro no dólar

Quando se faz uma análise mais atenta, entende-se que o dólar tem uma forte correlação com o ouro. Mas trata-se de uma correlação inversa. Isto é, se um sobe, o outro tende a cair. É fácil entender: o dólar é a principal moeda do mundo, mas, se ele cai, os investidores saem em busca de ativos de valor que deem certa segurança contra essa volatilidade, como é o caso do ouro. Mas por que isso ocorre? Bem, o ouro é algo escasso no mundo, já uma moeda impressa como o dólar não, correto? E outra, embora existam diversos tipos de investimentos no mercado, ouro sempre será ouro, não há investimento igual a ele, portanto é considerado o maior porto seguro de todos.

Ainda nessa perspectiva de queda do dólar, pense o seguinte: se o dólar cai, isso significa que outras moedas se fortalecem. Como o preço do ouro é dado em dólar, isso também equivale a poder comprar esse metal extremamente precioso por um preço menor, então vai todo mundo comprando, comprando e assim a demanda supera a oferta, o que causa a alta do ouro. Na verdade, é uma luta de gigantes. Dólar e ouro têm uma importância imensa no mercado e o duelo entre eles é infinito.

2. Ouro é diversificação

Como comentamos na introdução desta matéria, o ouro teve uma alta expressiva em 2020 justamente porque foi um ano atípico, rodeado de incertezas econômicas, políticas e sociais mundo afora. Nessas situações, faz total sentido os investidores migrarem grande parcela de sua carteira para esse tipo de ativo, a fim de diversificar o risco dos investimentos e se proteger nesses momentos. Entretanto, ouro não é renda fixa, mas é uma boa maneira de diversificar riscos e retornos na carteira.

3. É preciso ponderar: a comparação ouro x mercados

Quando se investe em ações ou ainda fundos de ações e de índices, é importante lembrar que a rentabilidade pode vir também quando menos se espera, em forma de proventos (dividendos e Juros sobre o Capital Próprio). Já com o ouro não tem isso. Portanto, pensando pelo longo prazo, o investidor deve levar em consideração mais esse fator que parece pequeno, mas que no acumulado geral da carteira faz grande diferença.

Ainda em se tratando dos mercados, em relatório o Banco Inter traz uma análise a se considerar: “Mesmo quando separamos por datas diferentes, o mercado acaba batendo o metal na maioria das vezes. Isso acontece porque, por mais que tenhamos crises, a economia cresce e o mercado acompanha”. O ouro normalmente perde valor em tempos de prosperidade, mas é a luz no fim do túnel que resplandece em tempos nebulosos.

4. Não precisa correr para comprar ouro pensando que ele pode acabar

É fato que o rendimento do ouro no ano passado deixou muita gente tentada a entrar nesse tipo de investimento, principalmente como uma forma também de enfrentar as grandes oscilações e quedas do mercado de ações. Soma-se a isso o fato de que todos sabemos que o ouro é um metal escasso no mundo, portanto a tentação é grande. Mas é importante saber: assim como o Brasil pode ter uma grande reserva escondida desse tesouro sem nem saber, o mesmo é com outros países, e segundo relatório do Banco Inter sobre o metal: “apesar de raro isso não significa exatamente escasso. Tem ouro no fundo dos oceanos, na Antártida e até mesmo em abundância na Lua. O problema é a exploração, que acaba sendo inviável. Como colocar isso no foguete e trazer para cá?”. Mas pode ter certeza de que, quando precisar, os humanos darão um jeitinho.

5. O como investir também determina os rendimentos

Se você quiser adquirir ouro para colocar no dente e participar de modinhas, tenha consciência de que ele não vai render muito, talvez alguns elogios de quem adere a isso, mas no geral não muito. Há quem compre joias, artefatos e até mesmo barras de ouro para guardar em baixo do colchão, mas aí é preciso pensar em manter sempre o local seguro, o que é um investimento em cima de outro investimento. No caso das barras de ouro, tem outro porém: a pirita (não é birita, por favor) se assemelha muito ao ouro, tanto que é conhecida popularmente por “ouro dos trouxas” ou “ouro dos tolos”. Portanto, se quiser adquirir esse formato, busque uma corretora autorizada pelo Banco Central e pela CVM para ter a garantia de não estar comprando gato por lebre. E vale mais uma ressalva: o peso das barras de ouro varia de alguns gramas até somente 12 quilos.

As outras formas de investir em ouro é por meio da BM&F, que negocia contratos futuros na Bolsa. Aqui, temos dois códigos para aí sim guardar embaixo do colchão: OZ1D e OZ2D. Há ainda fundos de investimentos lastreados em contratos do ouro e mais recentemente a XP lançou o ETF GOLD11, o primeiro de ouro do Brasil e que é negociado na B3. Vale dizer que ETF é um fundo de índice, ou seja, é lastreado a um benchmarking (uma carteira teórica) que analisa o desempenho de diversos ativos. É como o nosso BOVA11, o fundo de índice que rentabiliza com a performance do Ibovespa. No caso específico do GOLD11, o índice-base vinculado é o LBMA Golden Price, uma referência mundial para acompanhamento do preço do ouro. E é possível investir nesse ETF da XP a partir de R$ 10 a cota.

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=> Veja agora como está a cotação de OZ1D. 

=> Veja agora como está a cotação de OZ2D. 

E aí, gostou de conhecer as dicas e também saber mais sobre o reluzente ouro? Comenta aqui embaixo e aproveite também para compartilhar este conteúdo com seus amigos, afinal todo mundo gosta de conhecer formas de diversificação da carteira e o ouro é uma ótima opção também nesse sentido.

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