A Dexco – fabricante de louças e metais sanitários, revestimentos cerâmicos e painéis de madeira – obteve lucro líquido de R$ 255,3 milhões, uma alta de 106%. A empresa informou também lucro líquido recorrente de R$ 267,6 milhões, com expansão de 52,3%.
Conforme a empresa, o trimestre foi marcado por uma “bem-sucedida estratégia de aumento de preços somada à melhoria do mix em todas as divisões”, escreveu no relatório de administração.
Segundo a empresa, a receita líquida do terceiro trimestre somou de R$ 2,177 bilhões, alta de 22,4% em relação ao mesmo período de 2020.
A receita advinda do mercado externo apresentou alta de 15,4% em relação ao mesmo período de 2020, “em linha com a forte recuperação das vendas da unidade da Colômbia”. Com isso, a participação do mercado externo na receita total representou 17,4% no trimestre.
Entre as principais unidades de negócios, a de madeira teve aumento de 39,1% na receita unitária na comparação anual, devido ao aumento de preços no período. Assim, o Ebitda foi recorde, de R$ 383,5 milhões, com evolução de 5,3 p.p., da margem bruta, mesmo com pressão de custos.
Na unidade Deca, a receita unitária teve alta de 23%, dado o aumento de preços e melhoria do mix, gerando uma margem Ebitda de 22,9%, que somou R$ 138 milhões.
Os investimentos consolidados do trimestre somaram R$ 231,4 milhões, dos quais R$ 139,5 milhões foram direcionados para Ativo Imobilizado, R$ 15,0 milhões em Ativo Intangível e R$ 76,8 milhões em Ativo Biológico.
Em julho, a companhia anunciou aportes de R$ 500 milhões na divisão Madeira, R$ 1,1 bilhão na Deca, R$ 600 milhões em nova fábrica de revestimentos cerâmicos, R$ 100 milhões na aquisição de fatia minoritária da rede ABC da Construção, R$ 100 milhões em fundo de “venture capital” e R$ 100 milhões em aportes pontuais.
As operações da fábrica de fábrica de celulose solúvel da LD Celulose — joint venture com a austríaca Lenzing AG — começarão em março do próximo ano, no Triângulo Mineiro. Segundo o presidente da Dexco, Antonio Joaquim de Oliveira, o período de “ramp-up” (aceleração da curva de produção) será de três a seis meses. As obras em curso correspondem a cerca de 81% da construção.
O Ebitda – juros, impostos, depreciação e amortização – ajustado e recorrente somou R$ 604,098 milhões, alta de 39,3% na mesma base de comparação. O número foi recorde para a companhia. A margem Ebitda aumentou 3,3 pontos porcentuais, para 27,7%.
Na divisão madeira, que novamente apresentou resultado recorde, mesmo em meio à um cenário de queda de volumes, devido aos baixos níveis de estoque, encerrando o período com Ebitda Ajustado e Recorrente de R$ 383,5 milhões.
A divisão Deca, finalizou o trimestre com novos recordes de resultado trimestral, consolidando no ano ebitda ajustado e recorrente de R$ 292,2 milhões. O destaque ficou com o significativo ganho de margem decorrente da implementação de aumento de preço e significativa melhoria de mix, o que levou ao crescimento de 28,7% do faturamento deflacionado no acumulado do ano.
O setor de materiais para construção cresceu 15,2% no ano, conforme dados da Associação Brasileira de Materiais de Construção (ABRAMAT).
O mercado de Revestimentos Cerâmicos segue operando em altos patamares, com 90,0% de ocupação fabril conforme dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (ANFACER). A divisão de Revestimentos Cerâmicos da Dexco, segue operando com utilização de 99,6%, acima do patamar do mercado, com maior direcionamento de sua produção a produtos de grandes formatos, o que acabou por levar o resultado da Divisão a manter seus patamares de margens mesmo em meio ao cenário inflacionário.
Assim, a Divisão encerrou o trimestre com recorde de ebitda ajustado e recorrente, totalizando R$ 82,2 milhões, e com R$ 215,8 milhões nos 9M21.
O custo dos produtos vendidos subiu 18,6% na comparação anual, chegando a R$ 1,267 bilhão. Este crescimento se deu em razão do incremento dos custos dos insumos, como gás natural e itens ligados à produção de resina (metanol e ureia).
As despesas com vendas cresceram 13,8%, para R$ 241,4 milhões. E as despesas gerais e Administrativas tiveram alta de 35,6%, para R$ 76,497 milhões. Aqui pesaram as despesas com a reestruturação das marcas (mudança do nome Duratex para Dexco) que custou R$ 12,919 milhões. Se não fosse este item, as despesas gerais e administrativas teriam subido 11,9%.
Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 38,9 milhões, piora de 18,2%, devido ao efeito da alta da taxa de juros sobre a dívida da companhia.
A sua dívida líquida recuou 9,5%, para R$ 1,705 bilhão. A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos 12 meses) baixou de 1,79x para 0,81x.
Os resultados da Duratex (BOV:DTEX3) referentes suas operações do terceiro trimestre de 2021 foram divulgados no dia 28/10/2021. Confira o Press Release completo!
* Com informações da ADVFN, RI das empresas, Valor, Infomoney, Estadão, Reuters