Em 2021, Bitcoin subiu 89% e Ibovespa caiu -12%; ETFs mais rentáveis de 2021 no Brasil são de criptomoedas

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Mais uma vez o Bitcoin (COIN:BTCUSD) e as criptomoedas deixaram o Ibovespa comendo poeira já que enquanto o índice que replica as principais ações das empresas no Brasil registra uma baixa anual perto de 12% o principal criptoativo do mercado, mesmo com a recente queda, registra alta de 89% no ano.

Além disso, na lista de todos os ETFs mais rentáveis do ano, os de criptomoedas estão no topo. A lista considera os ETFs listados na B3 com o recorte de rentabilidade de 2021, até 20/12. Lembrando que, para ETFs lançados em 2021, a rentabilidade acumulada no ano é a rentabilidade acumulada desde o início do fundo.

E o campeão de rentabilidade no ano é justamente o Bitcoin (COIN:BTCBRL), com o QBTC11 (BOV:QBTC11), primeiro ETF de bitcoin da América Latina, lançado em junho pela QR Asset, com 75,65% desde o seu lançamento.

Em seguida vem o QETH11 (BOV:QETH11), primeiro ETF de ethereum da América Latina, lançado pela QR Asset em agosto, com 64,76%, e, em terceiro, o IVVB11 (BOV:IVVB11), lançado pela Blackrock Brasil em 2014, com 35,39%.

“É revolucionário para o mercado ter produtos regulados, altamente líquidos e de fácil acesso para exposição em criptoativos. Hoje em dia, qualquer cidadão com acesso a um home broker pode se expor a essa classe de ativos por menos de R$ 100.”, destacou Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset Management.

Ainda segundo Ludolf o mercado de criptoativos tem, até o momento, um dos melhores desempenhos entre todas as classes de ativo no ano, e os ativos mais sólidos do setor tiveram excelente desempenho tanto em dólar, como em real.

“O bitcoin, com sua política monetária imutável, tem se comportado como um hedge duplo, com proteção inflacionária e resistente a crises políticas. E o ether, ao viabilizar a infraestrutura de novos modelos de negócio nas mais diferentes vertentes, também tem sido bastante valorizado ao longo do ano.”, finaliza.

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Nos fundos multimercado cripto também bomba

Entre os fundos de investimento multimercado, regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) as criptomoedas também dominam e registram rentabilidade de mais de 100%.

Só nos útlimos seis meses todos os cinco fundos de investimento mais rentáveis do país são os que oferecem exposição em criptomoedas, sendo o Vitreo criptomoedas Fic Fim investimento o mais rentável com 101% de valorização, segundo pelo Hashdex 100 Nasdaq Crypto Index Fim IE com 80,43% de valorização.

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As criptomoedas roubaram a cena dos investimento de tal forma no Brasil que até mesmo a B3, a Bolsa de Valores do país, antes receosa em abordar as criptomoedas anunciou que vai ofecer produtos com criptoativos em 2022.

Segundo a B3, é preciso acompanhar e se adaptar aos novos tempos do mercado financeiro e com isso a Bolsa pretende criar produtos voltados a ativos digitais, que pode também envolver tokenização de ativos, além da criação de serviços de plataforma de infraestrutura para criptomoedas.

Para 2022 a B3 prevê ainda o lançamento oficial de uma plataforma de resseguros, que vai funcionar na blockchain Corda, do R3 e é uma parceria entre a Bolsa e a IRB Brasil. O produto deve ser chamado de Câmara Digital de Resseguro.

A B3 também pretende ferecer investimento em futuros de criptomoedas. Segundo a empesa, a principal questão ainda a ser definida é se as negociações seriam realizadas contra o dólar norte-americano ou contra o real.

Contratos futuros precisam de um índice de referência, então, no caso da opção pela moeda brasileira, será preciso compor um índice de criptoativos em reais, algo que, hoje, não existe. Porém a previsão é que o produto seja lançado também em 2022.

Por Cassio Gusson

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