Natura divulga prévias do balanço do 1T22 após rumores sobre possível vazamento de informações sobre resultados da companhia

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A Natura &Co divulgou alguns números preliminares e não auditados do balanço do primeiro trimestre de 2022 após rumores e artigos publicados na mídia sobre o vazamento de informações sobre os resultados da companhia.

O comunicado foi feito pela companhia (BOV:NTCO3) nesta sexta-feira (22).

A previsão da empresa é apresentar uma receita líquida entre R$ 8,20 bilhões e R$ 8,25 bilhões nos primeiros três meses do ano, uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2021 entre 12,7% e 13,3% em reais e entre 4,6% e 5,2% em moeda constante, como resultado da forte valorização do real brasileiro no primeiro trimestre de 2022 comparado ao mesmo período do ano passado. A empresa também espera uma Margem Ebitda Ajustada entre 7,0% e 7,3% em relação ao 10,2% no primeiro trimestre de 2021.

“Conforme divulgado anteriormente em relação aos resultados do quarto trimestre de 2021, continuamos a enfrentar pressões de custos como resultado do aumento da inflação e dos preços mais altos das commodities”, pontua a empresa.

A Natura &co lembra, que também experimentou um primeiro trimestre de 2021 particularmente forte, com um aumento de 25,8% na receita líquida em relação ao primeiro trimestre de 2020 em reais e 8,1% em termos de moeda constante no mesmo período, além de registrar uma Margem EBITDA Ajustado de dois dígitos. “No nível de unidade de negócios, na América Latina, continuamos vendo progresso sequencial no Brasil desde o ponto de inflexão em outubro/novembro de 2021 na Avon Brasil, embora experimentando uma queda na receita liquida em comparação com o primeiro trimestre de 2021”, informa.

Na Natura no Brasil, afirma, há melhorias nas receitas, como resultado de um portfólio de produtos ofertados que acredita estar mais alinhado com as tendências do mercado.

As operações da Avon International na Europa Central e Oriental, por sua vez, foram impactadas pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia; no entanto, a empresa diz que continua a ver progressos nos fundamentos do negócio da Avon, com melhorias importantes em alguns KPIs como resultado do novo modelo comercial e margens em linha com o mesmo período de 2021. “A Body Shop também experimentou queda de vendas principalmente em toda a Europa, além do impacto esperado do reequilíbrio dos canais. Por fim, a Aesop continua apresentando bons resultados principalmente na Ásia e na América do Norte”, afirma.

Vazamento

Sobre o possível vazamento de números do balanço financeiro, a empresa informa que tomou conhecimento no final da tarde e início da noite de 20 de abril de rumores de mercado e artigos publicadas na mídia digital acerca de vazamento de informações sobre os resultados da companhia do primeiro trimestre de 2022.

A Natura &co explica que naquele dia, a área de Relações com Investidores da companhia realizou reuniões com analistas de mercado, visando prestar esclarecimentos e informações de forma a auxiliar tais analistas a entender os negócios e as perspectivas da companhia. “A companhia entende que as informações divulgadas na mídia refletem as inferências e projeções dos próprios analistas de mercado”, afirma.

Segundo a empresa, tendo em vista os rumores de mercado e matérias na mídia e no espírito de transparência com seus investidores, decidiu divulgar os resultados financeiros preliminares e não auditados do primeiro trimestre de 2022.

A Natura pretende divulgar os resultados do 1T22 no dia 05 de maio.

Natura (NTCO3): lucro líquido de R$ 695,4 milhões no 4T21, alta de 292%

O resultado foi impulsionado principalmente por novos ganhos com a integração da Avon, relacionados à otimização da estrutura corporativa, que por sua vez foi viabilizada pelo pré-pagamento dos bonds de 2022 da Avon, eliminando alguns covenants restritivos.

O resultado da Natura veio acima do projetado pelo consenso da Refinitiv, de lucro líquido de R$ 161 milhões e um resultado reportado de R$ 127,33 milhões.

A receita líquida somou R$ 11,643 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, baixa de 3% na comparação com igual etapa de 2020.

O Ebitda – lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação – ajustado cresceu 3,9%, totalizando R$ 1,543 bilhão. Já a margem Ebitda ajustado atingiu 13,3% no período, baixa de 0,9 p.p. frente a margem registrada em 4T20.

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